sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Meu natal sem Jesus

Érima de Andrade

Jesus está na minha vida todos os dias. Ponto. Mesmo assim, o natal para mim não é uma festa religiosa.

Oooooohhhhhhh!!!!

E não sinto nenhum pó de culpa por causa disso.

Oooooooohhhhhhh!!!!

Passou o choque?
Sim, Jesus está na minha vida e O sinto bem próximo, mas continuo preferindo o natal como festa pagã. Para mim, Jesus fica muito mais honrado e feliz se perceber o amor agindo diariamente, nos encontros, nas celebrações, nas festas, do que sendo celebrado na data fictícia do Seu aniversário.

E não, antes que você pergunte, não escolhi nenhum dia para celebrar o nascimento Dele. Mesmo que estudiosos afirmem que Ele nasceu em setembro ou outubro, nem nesses meses eu comemoro Seu aniversário.

Durante o ano, se tem um dia que penso especialmente em Jesus, é no domingo de Páscoa. Muitos morreram na cruz, mas foi só Jesus que voltou para dizer, e mostrar, que a vida continua.
A ressurreição Dele é o que mais me afeta. Domingo de Páscoa sempre me faz lembrar o quanto Ele é especial por ter nos mostrado que a vida segue para além da morte física.

Com amor ela continua feliz. Sem amor, você vai ficar triste até que o amor desperte em você. Jesus, o profeta do amor, veio mostrar o caminho para que o amor desperte em nós. E acho que sim, Ele merece muitas celebrações. Mas não precisa ser dia 25 de dezembro, nem em festas. Dá para celebrar Jesus no dia a dia, vivendo e honrando tudo que surge na sua vida. A gratidão nos aproxima de Jesus.

Quanto mais informação tenho sobre o Jesus histórico, menos sentido faz para mim celebrar o nascimento Dele em dezembro. A história de Jesus está contada na bíblia, e na medida do possível, vai sendo confirmada pela ciência. Os estudiosos da astrologia, tentam desvendar a estrela de Belém e com isso descobrir a data do nascimento de Jesus. Os estudiosos do evangelho calculam a data a partir de registros históricos. A maioria dos historiadores colocam como mais provável que Jesus tenha nascido em outubro de 5 a. C.

Ah sim, houve um erro de cálculo quando nosso calendário foi criado.
Quando o erro foi percebido, já era tarde demais para alterações. Por isso o Jesus histórico provavelmente nasceu alguns anos antes de Cristo...

Natal é uma celebração bastante amorosa, tudo a ver com o despertar do amor. Tenho certeza que Jesus fica feliz com isso, mesmo que não se comemore o aniversário Dele. Eu gosto desse momento especial de estar com família e amigos. Mas deixo Jesus fora disso, sem presépio, sem oração, sem missa. Mas com amor, e uma enorme gratidão por poder conviver com tanta gente que eu amo.

A festa pagã que deu origem ao natal é a festa do sol. Enfeitar árvore, iluminar casa e rua, trocar presentes, reunir família e amigos ao redor de uma ceia, são características das festas pagãs, muitos séculos mais antigas que o natal católico.

A festa do sol era celebrada no solstício de inverno. O solstício de inverno é o dia mais curto do ano, com a noite mais longa do ano, ou o dia que a luz do sol está mais longe da Terra em relação ao plano que passa pela linha do Equador. Por isso o solstício de inverno no hemisfério norte é em dezembro, e aqui no hemisfério sul, em junho.

Se a Igreja tivesse surgido na América Latina, o natal provavelmente seria no Inti Raymi, a festa do sol inca.

Nos primeiros séculos de cristianismo não se celebrava o nascimento de Jesus. Talvez por não ter nenhum registro da data exata. Mas a medida que a Igreja foi crescendo e ganhando poder, surgiu a necessidade de conter os cultos pagãos. A solução pensada por eles, foi celebrar o nascimento de Jesus na data que os povos europeus celebravam, há séculos, a festa do sol.

A Igreja incorporou as celebrações das tradições populares como uma maneira de controlar os festejos. Liberdade de culto, respeito a crença alheia, reconhecimento dos valores celebrados nessa festa, não foram levados em consideração nessa estratégia. Para mim, já vai contra ao amai-vos uns aos outros…

Claro que isso é um registro histórico, não tem nada a ver com a fé. Se sua fé diz que Jesus nasceu no ano 1, no dia 25 de dezembro, celebre isso. Seu coração lhe diz o que é melhor fazer, ouça-o.

A festa do sol acontecia no solstício de inverno, e tinha um motivo para acontecer nessa data: a escuridão mais profunda fica para trás, as horas de sol diárias aumentam gradativamente junto com a força do calor que vai derreter o gelo do inverno. 


Nós humanos sempre criamos marcos de esperança, e a festa do sol era isso, um marco de esperança de felicidade num novo ciclo. Era o fim dos dias curtos, das noites prolongadas, das paisagens silenciosas e frias; e o inicio de um semestre de mais sol e luz a cada dia. Celebrava-se a volta da luz do sol com dias mais iluminados, quentes e felizes.

O sol era celebrado por babilônios, persas, egípcios, romanos, incas, celtas, etc. Todas as grandes civilizações criaram seu ritual próprio de celebrar a volta de mais dias de luz, consequentemente, o início de uma nova época de plantio. 


As festas pagãs eram todas relacionadas aos ciclos da natureza. Eu sei, sinto, acredito numa força criadora de todas as coisas. Percebo Deus na natureza, nos minerais, nos vegetais, nos animais. Não tenho conflito algum entre a minha fé e as celebrações a natureza. Ao contrário, elas me remetem ao Criador. Eu não tenho nada contra as festas do sol, das águas, dos ventos, das colheitas, dos ciclos da natureza que inspiraram festas. Se forem celebrações do amor, eu as considero absolutamente válidas.

A escuridão não acaba no solstício, a primavera chega só três meses depois. Mas ter sobrevido ao período mais escuro era sim motivo de comemoração. Chegar ao solstício significava o início da vitória da luz sobre a escuridão. E também o início de um novo ano agrícola, com esperança de fartura e felicidade.

Para nós, aqui no Brasil, em dezembro acontece o solstício de verão, o dia mais longo do ano, com a noite mais curta. Mas também podemos comemorar que sobrevivemos ao ano, aos ganhos, as perdas, aos eventos que nos afetaram positiva e negativamente.

E se ainda não os superamos adequadamente, dali a uma semana, temos um novo marco de esperança: a virada de ano no calendário. Como contamos o tempo em dias, meses e anos, ao final de doze meses vivemos uma renovação. É o fim de um ano, e o início de um novo ano que vem por aí. E festejamos, pois, junto ao reinício, vem a vontade de acreditar que, daqui para frente, tudo vai ser diferente e melhor.

E para tornar esse marco ainda mais marcante, dia 31 de dezembro é o dia mundial da esperança, e dia 1 de janeiro, dia mundial da paz. É ou não um bom começo de novo ciclo?

Mudam os números, um marco para novos tempos. Mas depende exclusivamente de você fazer seu ano ser um ano novo. 
Para isso, você precisa escolher mudar, precisa se responsabilizar pelas mudanças que quer fazer, precisa assumir a responsabilidade de mudar o que só a você cabe ser modificado. Essa é a receita para fazer do ano um ano novo. A virada no calendário ajuda muito nessa missão, mas só a você cabe fazer a sua parte.

Eu prefiro celebrar o dia 25 de dezembro com a energia de esperança e renovação das festas do sol. E, na minha celebração, tem lugar para o Papai Noel. Para mim, Papai Noel representa esta parte de nós mesmos que está aberta a presentear, a receber, a amar sem discriminar, ir além de si mesmo e compartilhar. Ele é um símbolo que traz consigo valores que despertam, revivem e fortalecem os nossos melhores sentimentos. Em dezembro somos todos um pouco Papai Noel.

Jesus é o profeta da inclusão, o que diz que todos merecem ser amados, independentemente de qualquer classificação. Jesus amava e pregava o amor. Dizia a todos, “amai-vos uns aos outros”.

Se ao longo do ano não foi possível colocar isso em prática, ao menos no natal podemos nos esforçar para amar. Nessa época estamos, de fato, mais amorosos, mais receptivos, solidários, sensibilizados, mais dispostos a compreender, perdoar, aceitar e incluir. 
Estamos mais abertos a amar como pediu Jesus.

Se é por Jesus ou pelo Papai Noel que você confraterniza no fim de ano, não importa. O que importa é ter esse compromisso de dar o melhor de si mesmo, de se reunir com pessoas queridas, de celebrar o amor, a vida e mais um ano que passou.

Eu acredito que os tempos de festa e celebrações merecem ser vividos juntos. Eu acredito nos encontros, nos eu-com-os-outros, que tornam mais significativas as festas de final de ano. Eu acredito que sempre se pode fazer um ano melhor.

Que seu coração guie suas celebrações!


domingo, 3 de dezembro de 2017

Escolhas

Érima de Andrade

É surpreendente o número de pessoas que abre mão de escolher a vida que quer viver.
E escolhem não escolher por medo da responsabilidade.

O que acontece com quem não escolhe? Vai sendo levado por caminhos que os outros escolheram. E um belo dia se dá conta que chegou num lugar que não queria, que está fazendo uma coisa que não gosta, vivendo uma vida que não é a que sonhou.

Mas precisa escolher? Precisa. Se for consciente melhor. Se não for consciente, você vai se enganar e dizer que não escolheu. Mas não escolher também é uma escolha. E foi a escolha que você fez ao não escolher. Então é melhor escolher com consciência.

E por que é tão difícil escolher? Porque toda escolha implica numa renúncia, e é justamente o medo de renunciar a alguma coisa que faz com que muitos escolham não escolher.

Escolhas cobram um preço emocional. Cada escolha implica em um ganho e uma perda. Mais do que escolher ir por esse lado, você também está escolhendo não ir por aquele lado. E isso têm um peso que assusta quem não se responsabiliza por seus sentimentos.

Quando você dá um passo a frente, alguma coisa fica para trás. Quando você conscientemente escolhe, você mergulha na opção e abre mão da outra alternativa. Quando você não escolhe, aquilo que você não abriu mão lhe mantém na superfície, você não é capaz de aprofundar nada. Isso vale para escolha profissional, para relacionamentos, para compras, para alimentos que decide colocar no prato, para todas as suas escolhas.

Se não abrir mão da outra alternativa, você não vai aproveitar, não vai saborear a opção que você fez. Vai ficar preso pensando na opção que deixou para trás, talvez arrependido, talvez nostálgico, talvez sonhando, mas com certeza, longe da experiência do momento presente, e um pouco triste.

Todas as escolhas têm dois lados, é preciso, para escolher com consciência, saber o que de positivo e o que de negativo tem em cada caminho. Pesar os dois, escolher o que é melhor para a sua vida. É pessoal, é totalmente pessoal. Pode ser que você escolha um caminho que você sabe que tem alguns pontos negativos. E tudo bem. Você escolheu porque considerou que o que traz de positivo é muito mais do que tem de negativo.

E para uma outra pessoa, talvez esse pouco negativo seja demais para suas habilidades, potenciais e conhecimento. E tudo bem também, ela fará outra escolha. Por isso ninguém pode escolher por você. O máximo que podem fazer é lhe mostrar um caminho. Caminhar por ele será sempre uma escolha sua.

Mesmo que você peça ajuda, e tudo bem pedir ajuda, no máximo o que você vai conseguir é que lhe mostrem o caminho. Reconheça essa realidade: você está onde se coloca. Escolhendo com consciência ou não, é você que faz o caminho.

Como não cair na armadilha de ir por um caminho que não escolheu? Conhecendo os seus sentimentos. São eles que devem orientar as suas escolhas. Ninguém, além do seu coração, poderá lhe dizer o que é mais conveniente para você mesmo em cada momento. Ninguém pode escolher por você, por que ninguém sabe o que seu coração deseja.

É preciso reconhecer a sua motivação, encontrar os seus motivos, suas razões para as escolhas que faz para sua vida.


Você pode ter mais de um sentimento de uma vez, e isso não é um problema. O problema é quando você reprime o que você sente, uma escolha que não lhe permite entrar em contato com sua motivação verdadeira.

Uma pessoa motivada é uma pessoa que tem a capacidade de comprometer-se mais, de fazer melhor tudo o que faz, sem se sentir obrigada ou sem valor. Ela conhece e reconhece os motivos das suas escolhas e das suas ações. E se responsabiliza por elas.

Faz parte do amadurecimento se responsabilizar pelas consequências das suas escolhas. Você vai sim colher o que plantar. Antes de agir temos escolhas, depois só consequências. Por isso escolher com consciência é o caminho das boas consequências, ou das consequências que você escolheu.

Dezembro é uma ótima época de repensar escolhas. É um bom momento para se planejar, traçar metas, objetivos, estratégias, e se organizar da melhor maneira possível para as mudanças que precisam ser feitas para a vida que você quer viver.

Comece colocando consciência no caminho que está fazendo agora. É esse o caminho que vai lhe fazer feliz? Você está escolhendo o que quer para a sua vida? Você está se respeitando ao fazer essa escolha? Se sim, siga em frente. Se não, pense de novo.

Quer mudar o caminho e não consegue? Peça ajuda. Ninguém pode fazer por você, mas muita gente pode estar com você nesse caminho.

Com ou sem ajuda, você pode alterar suas atitudes e reações. Sua maneira de ser é uma escolha e você pode escolher ser diferente. As circunstâncias e os ambientes têm influência sobre você, mas só você é responsável por si mesmo, por sua mudança, pelo seu crescimento. Não abra mão da sua liberdade de escolher o caminho que quer seguir, mude o que for necessário, acerte a rota e siga.

“Esteja pronto para tomar responsabilidade pela sua própria miséria, alegria, negatividade, positividade, inferno ou paraíso.


Quando essa responsabilidade é entendida e aceita, mudanças começam a acontecer. Esteja aberto a uma nova possibilidade.” Osho


domingo, 26 de novembro de 2017

Prumo

Érima de Andrade

Não precisa esperar o ano virar para estar no prumo. Para quem não sabe, o prumo é um instrumento que permite verificar a retidão de uma construção.
Alguém no prumo, é alguém que está com suas ações alinhadas com seus sentimentos, pensamentos, e crenças.

Todo momento é momento de decidir ir atrás do seu propósito de vida. E o fim de ano fomenta essa reflexão. Pipocam perguntas do tipo: o que fiz esse ano? Quero continuar fazendo no ano que vem? O que preciso fazer para mudar o que não me serve mais?

É um bom momento para avaliar o que aconteceu com você até agora. Como está a sua vida? Você está satisfeito com o rumo que ela está tomando? Suas escolhas estão alinhadas ao que você quer para você? Tem pendências para o ano que vem? Tem alguma correção de rota a ser feita? Você está fazendo aquilo que lhe faz bem? Você está fazendo aquilo que faz melhor? No que você é bom? Tem usado esse seu talento para alcançar seus objetivos?

Mas antes de tudo, é preciso saber, o que você quer para você? O que você escolhe para sua vida? Aonde você quer chegar? O que faz você feliz? Do que você gosta? Como você reage diante das dificuldades? E diante das oportunidades? O que precisa ser alterado na sua estratégia de vida para que você se sinta útil, pertencendo e feliz?

E uma vez que você comece a se perguntar, a se observar, as chances de entrar no prumo aumentam muito. Sabendo quem você é, o que gosta, o que não gosta, quais os seus talentos, quais as qualidades e habilidades precisam ser estimuladas, você escolhe que rumo quer dar na vida. Em qualquer dia, ou no ano novo.

Mas o céu está ajudando. Diz Titi Vidal: “Esse ciclo promete ser mesmo novo. Chegou o momento de reciclar, de virar certas páginas, de se transformar. Chegou a hora da lagarta se transformar em borboleta para poder voar. Chegou o momento de iluminar nossos porões e curar o que for preciso. Chegou o momento de curar velhas dores e mágoas e seguir em frente. Um novo ciclo para gente renovar, transformar, começar, retomar. Porque a vida sempre pode ser diferente.”

Pergunte-se: que mudanças posso fazer na minha vida que dependem unicamente de mim? O que eu quero e posso mudar? O que não vou mudar em mim?

Temos escolhas antes, depois só consequências. Por isso é importante assumir um compromisso com a vida que você quer viver. É preciso reconhecer seu limites para superá-los, é preciso ser coerente com suas capacidades e traçar planos realizáveis. É possível começar onde você está, fazendo o que você pode.

Se conhecer é uma escolha. É somente um ponto de partida, mas pode ser a porta de entrada para um novo tempo de mais liberdade e realizações.

E uma vez que tenha escolhido, você vai tomar conta de si, como bem escreveu Tulipa Ruiz nessa linda e deliciosa canção.

Que essa música inspire suas reflexões de fim de ano. Afinal já é Natal na Leader Magazine, e a Globo já está cantando que hoje é um novo dia… Tem mais de mês de 2017 para você refletir o que deseja para sua vida em 2018.

Bora lá!
Cantando é melhor: 



Prumo - Tulipa Ruiz

“Começou
Agora você vai tomar conta de si
Começou
Agora você vai tomar conta de si
Das tuas minhocas, caraminholas
Das encucações, dos teus pepinos.
Das pérolas, das abobrinhas
Dos abacaxis, dos nós, dos faniquitos

Começou
Agora você vai tomar conta de si
Começou
Agora você vai tomar conta de si

Pra depois compreender
Os teus defeitos, um por um
As raridades e o que é comum
Quando tá sozinho ou quando tá em bando
Quando o céu tá preto ou quando tá limpando

Começou
Agora você vai tomar conta de si
Começou
Agora você vai tomar conta de si

Do medo da morte
Do jarro de ouro que bate no touro do precipício
Na tosse, no tiro, na tara.
Na cara lavada na vala e no delírio

Pra depois compreender
Os teus defeitos, um por um
As raridades e o que é comum
Quando tá sozinho ou quando tá em bando
Quando o céu tá preto ou quando tá limpando

Começou
Agora você vai tomar conta de si
Começou
Agora você vai tomar conta de si

Os teus defeitos, um por um
As raridades e o que é comum
Quando tá sozinho ou quando tá em bando
Quando o céu tá preto ou quando tá limpando”


domingo, 19 de novembro de 2017

Quociente de Inteligência Espiritual

Érima de Andrade

Sempre falo dos quatro aspectos,
que alguns chamam de quatro inteligências, que são: corpo físico, intelecto, emoção e espírito. Para mim não é novidade que exista a inteligência espiritual, mas o mundo acadêmico resolveu pesquisá-la, estudá-la, compreendê-la. E todos nós ganhamos com isso.

A primeira inteligência academicamente estudada, foi a intelectual.
E tornou muito popular os testes de QI, quociente intelectual, que tinham a intenção de medir a inteligência, comparando a pessoas do mesmo grupo etário. Os testes foram inspirados em um exame criado pelo francês Alfred Binet, em 1900. A ideia do QI, originalmente, não era a de identificar gênios, mas procurar crianças que precisavam de ajuda na escola.

Fazendo uma reação com nossos aspectos, o nosso aspecto intelectual é a nossa visão do mundo, nossos valores, regras, julgamentos, análises, o quê e como pensamos, ou seja, nossas capacidades cognitivas.

Os itens testados no QI, para nos avaliar cognitivamente, variam de problemas baseados no raciocínio abstrato a concentração na aritmética, vocabulário e conhecimentos gerais.
O teste de QI considera a inteligência uma habilidade mental tão mensurável quanto a altura ou o peso. O resultado desse teste é apenas um número. E descobriu-se que ter um QI alto não era garantia de sucesso em nenhuma área da vida. Muitas pessoas bem-sucedidas têm QI alto, e muitas pessoas com QI alto são um tremendo fracasso em tudo que fazem.

Por caminhos que desconheço, surgiu a necessidade de estudar as emoções, cientificamente, e descobriu-se a inteligência emocional, a IE, ou
QE, quociente emocional, que nos contava que podíamos ser um fracasso matemático e ao mesmo tempo, um sucesso social, por termos inteligência emocional para manter relações sociais. O nosso aspecto emocional é a expressão dos nossos sentimentos e emoções, por isso a inteligência emocional é tão intimamente ligada a inteligência social.

Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade, e com isso leva em consideração os próprios sentimentos e o dos outros nos momentos de decisão. O termo inteligência emocional, IE, foi criado por Daniel Goleman. De acordo com Goleman, a inteligência emocional pode ser subdivida em cinco habilidades específicas: autoconhecimento emocional, controle emocional, automotivação, empatia, habilidades sociais, que é o mesmo que desenvolver relacionamentos interpessoais.

A inteligência emocional, para grande parte dos estudiosos do comportamento humano, pode ser considerada mais importante do que a inteligência mental para alcançar a satisfação em várias áreas da vida.

Compreensão é luz, e colocar luz nas nossas inteligências, nos ajudar a entender qualidades e habilidades é maravilhoso. E como a curiosidade é infinita, surgiu no mundo acadêmico a compreensão de uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos.

É o quociente de inteligência espiritual, o QS (Spiritual Quocient). O QS tem a intenção de estudar e compreender a alma. O aspecto espiritual é a nossa essência, o nosso verdadeiro eu, de onde vem a nossa sabedoria interna, a intuição e os insights. O que vivemos antes somado ao que aprendemos agora, nos leva a criar situações novas, e é essa habilidade que está sendo chamada de inteligência espiritual.

Quociente de inteligência espiritual, não tem nada a ver com religiosidade. Muitas pessoas que se dizem religiosas têm sabedoria espiritual baixíssima porque agem mais por condicionamento, tradição, crenças, etc.

QI, quociente de inteligência, é a capacidade de compreender e manipular símbolos matemáticos e linguísticos; IE ou QE, quociente emocional, revela nosso autoconhecimento, autodisciplina, persistência e empatia. QI e QE podem trazer crescimento profissional e financeiro, porém, paz interior e alegria só com inteligência espiritual, só com QS.

Com inteligência espiritual nós desenvolvemos capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e de lidar com problemas existenciais que surgem em momentos de fracasso, de rompimentos e de dor. Sem essa inteligência, até pessoas inteligentes, e sensíveis às necessidades dos outros, sentem um vazio enorme.

No início dos anos 90, Michael Persinger e Vilayanu Ramachandran identificaram no cérebro o “módulo Deus”, que aciona a necessidade humana de buscar um sentido para a vida. O“ponto Deus”mostra que o cérebro evoluiu para fazer perguntas existenciais, para buscar sentidos e valores mais amplos.

Nos leva a indagar, por exemplo, se queremos estar nessa situação, se o nosso trabalho está nos dando a satisfação de que necessitamos, ou se esta é a vida que queremos levar. A inteligência espiritual dá à pessoa a capacidade de avaliar o sentido da vida e é a base da QE, inteligência emocional, e do QI,inteligência intelectual.

Dana Zohar, autora do livro Inteligência Espiritual, identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes: 

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo;
2. Têm espontaneidade e capacidade de ser flexível;
3. Celebram a diversidade;
4. Têm capacidade de enfrentar a dor, de aprender com o sofrimento e de encarar e utilizar a adversidade;
5. Têm capacidade de se inspirar com ideias e valores;
6. Têm compaixão e relutância em causar danos nos outros;
7. Têm tendência para ver conexões entre realidades distintas, são pessoas holísticas;
8. Têm tendência para se questionar sobre suas ações e desejos, perguntam sempre “Por quê?”: Por que agir de tal maneira?, ou: O que aconteceria se eu agisse de outra maneira?;
9. Têm independência e capacidade de seguir as próprias ideias e ir contra as convenções;
10. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo.

Com inteligência intelectual analisamos, nomeamos, julgamos, racionalizamos nossas ações. Com inteligência emocional, nos relacionamos melhor com as outras pessoas. Com inteligência espiritual vemos aquilo que nos une e entendemos que o bem que faço, gera o bem para mim. A inteligência espiritual leva ao bem-estar e a compreensão que somos um com todos e que a nossa felicidade está atrelada ao bem de todos.

Claro que todo terapeuta ocupacional, e todo profissional da área de saúde, reconhece também a inteligência corporal. Nosso corpo físico é fantástico. O aspecto físico é o nosso aspecto concreto, palpável, sólido. Através dele manifestamos pensamentos do intelecto, sentimentos da emoção e a presença do espírito. Mas ainda não é sobre isso esse texto.

Danah Zohar explica os 12 princípios da Inteligência Espiritual:

“ 1. Tenha pensamentos positivos, sempre. Não pense como vítima das circunstâncias, pense que sofrer é uma oportunidade de ser forte. “A crise econômica atual” é uma oportunidade de pensar nossos valores”, lembra Danah.

2. Descubra quem você é. O que me faz levantar de manhã? Para que eu vivo, por o quê daria minha vida? O que me motiva para fazer coisas todos os dias? Quem eu sou realmente? Comprar, trabalhar, sair com os amigos faz parte de nosso universo, mas o “ser” é mais do que isso. Quando eu digo “minha vida é minha oração”, significa saber que minha vida é um presente de Deus e que precisamos fazer a diferença nesse planeta.

3. Tenha humildade. Precisamos saber que o que fazemos parte de um sistema, e que precisamos prestar atenção nos outros, lembrando que existem diversos pontos de vista, não o seu, unicamente.

4. Viva a compaixão. A origem dessa palavra significa “sentir com”. Sentir a dor do outro como se fosse a sua dor. Lembre-se sempre: eu sinto que sou você, e que você sou eu.

5. Reveja seus valores. Precisamos pensar menos em “eu, mim” e mais em “nós, nossos”. E precisamos rever nossos valores para servir uns aos outros. Como fazer isso? Pergunte a você mesmo, qual é o melhor que você pode dar.

6. Viva o presente. Tire o peso do passado e das preocupações, e viva o agora!

7. Estamos conectados, e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro. Se me sinto negativo, espalho essa negatividade para minhas relações, minha comunidade. Mas se me sinto esperançosa e que posso fazer melhor, espalho essa atitude para as outras pessoas.

8. Responda a uma questão fundamental: por quê? Sempre perguntar por quê! Nós nos fechamos se não questionamos.

9. Mude a sua mente, seus paradigmas, e coloque seus pontos de vista sob uma nova perspectiva. Precisamos de uma revolução do pensamento também nas lideranças e na educação. Educação significa memorização, imposição? Ou é ajudar as crianças a fazerem boas perguntas? É preciso ajudar as pessoas a formarem consciência crítica.

10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares. Entretanto, não seja arrogante de que está certo, mas questione-se. Escute os outros, mas veja o que você quer acreditar, para o que você quer lutar.

11. Celebre a diversidade. Isso não significa numa empresa, por exemplo, colocar uma mulher ou negro num cargo alto, mas construir um pensamento do que significa a diferença para você, e o que ela tem a lhe ensinar. Dizer “obrigada por ser diferente, por me fazer questionar a mim mesmo”.

12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a diferença. Você não precisa ser o Gandhi ou o Barack Obama. Cozinhar um bolo para sua família, um pai que vai brincar com seu filho, dando o seu melhor, é uma maneira de servir a humanidade com o melhor que temos”. Drª Dana Zohar - Oxford

Se você quer desenvolver sua inteligência espiritual, comece se fazendo estas perguntas que fornecem alimentos que proporcionam condições, e a oportunidade, se essa for a intenção, de nos olharmos e avaliarmos o que é realmente essencial, e o que não for, transformar, transmutar:

– Quais os meus limites?
– Por que certas coisas me incomodam?
– Qual o meu propósito de vida?
– Estou sendo verdadeiro com este propósito ou o estou traindo?


Você está aqui a serviço da humanidade e todo movimento que você fizer para dentro, ou seja, para seu autoconhecimento, vai beneficiar e impactar outras pessoas ao seu redor.

Até pouco tempo atrás, era mais fácil falar de amor, união, paz e espiritualidade. Agora chegou o momento que, além de falar, é preciso viver o que falamos. Está cada vez mais difícil sustentar esse desalinhamento entre palavras e ações. A consciência está expandindo e pode ser bastante doloroso entrar em contato com essas contradições e perceber que você fala uma coisa e faz outra: fala de paz mas faz guerra; fala de bem-estar social, mas gera sofrimento para a sociedade.” Sri Prem Baba


QS, vale a pena desenvolver.

domingo, 12 de novembro de 2017

Ilustrações

Érima de Andrade

Algumas pessoas têm o dom de colocar uma imagem numa frase e torná-la ainda mais especial. Outras nem precisam de uma frase, constroem uma imagem que já diz tudo. 

Vira e mexe eu recebo ilustrações, com ou sem texto, que me afetam de várias maneiras, todas muito positivas. Hoje decidi postá-las aqui no blog. Quem sabe uma delas seja exatamente o que você quer dizer hoje? 

Eis minha pequena coleção:












Não são inspiradoras?


domingo, 5 de novembro de 2017

Adulto Índigo

Érima de Andrade

Eu me descobri adulto índigo e resolvi falar sobre isso. Os índigos começaram, na sua maioria, a
encarnar no planeta depois da segunda grande guerra. Na década de 70 houve um aumento tão grande de índigos encarnando que eles não puderam mais ser ignorados. Se é que foram em algum momento.

Índigos tem a missão de mudar a maneira de ver e fazer as coisas, independente de fronteiras e de classes sociais.
Os índigos têm por missão de vida ser responsáveis por cada uma das suas ações, palavras, sentimentos e pensamentos. Vieram ajudar na transição positiva do planeta. Em outras palavras, vieram mudar o mundo para melhor.

Isso não significa que todo índigo vai se tornar uma referência mundial, nem ao menos referência nacional. Muitos índigos têm a missão de impactar apenas uma vida e sabem que ao trazer qualidade ao seu entorno, somará com outro índigo ao lado, que também trouxe qualidade ao seu pedaço de mundo, que se
somará a muitos outros em todo o planeta, e assim, a mudança acontece.

A energia índigo veio abrir caminho para a chegada da energia cristal, que veio em grande número uma geração depois. Na sua grande maioria, os cristais encarnaram a partir dos anos 2000, então é mais difícil falar de adultos cristais. Porém muitos índigos já se tornaram adultos e já estão por aí impactando o planeta.

Pode ser que você não tenha nascido índigo, mas que tenha sido impactado por um índigo e passou a desenvolver características índigos. Que ótimo! Se assim for, você já está colaborando para a mudança positiva que queremos ver na Terra.

Também por ter sido impactado por cristais, você pode estar desenvolvendo características cristais e dessa maneira ajudando o mundo a se tornar um lugar melhor.

Pessoas índigos e cristais tem algumas características que as destacam. Recém saímos da Era de Peixes, entramos na Era de Aquário. Índigos e cristais estão mais preparados para essa nova era. Na Era de Peixes havia uma energia de cardume, de coletivo, uma sociedade que valorizava todo mundo fazer tudo do mesmo jeito. Era comum que os mais jovens aprendessem com os mais velhos, que por fazerem tudo sempre igual, já sabiam como se comunicar, conviver, trabalhar, exatamente como seus pais fizeram.

Na Era de Aquário valorizamos a individualidade, cada um segue a sua verdade, busca sua independência, a sua maneira de viver e ser feliz independente do roteiro social estabelecido. (Já reparou como é cada vez mais difícil combinar dia e hora para todos os seus amigos se encontrarem? 
Cada amigo tem uma rotina muito diferente dos demais. Totalmente Era de Aquário. Como também me lembrou uma amiga, em Peixes eram dois gêneros reconhecidos. Agora já são socialmente reconhecidos em torno de cem gêneros. Totalmente Era de Aquário.) Índigos e cristais vieram ajudar a mudar esse paradigma de todo dia tudo sempre igual, todo mundo vivendo da mesma maneira, todos aprendendo da mesma forma; vieram provocar uma revisão de valores. E nos tornamos a primeira geração a aprender com os mais novos. Eles simplesmente sabem mais. 

Índigos foram educados com os paradigmas da Era de Peixes, tiveram poucos ou nenhum modelo índigo para imitar. De modo geral tinham aversão aos trabalhos repetitivos e obrigatórios da escola. Se esforçaram para seguir o roteiro da vida tradicional, do trabalho tradicional, das relações tradicionais, do “felizes para sempre” tradicional.

Mas a alma índigo não ficou satisfeita com sua vida adulta pré determinada, essa vida não trouxe a felicidade prometida. E muitos foram atrás de vidas e trabalhos mais significativos. Você conhece alguém que mudou de carreira depois de já estar estabelecido? Pois é, muitos mudaram, foram viver uma vida com mais propósito, flexibilidade e qualidade. Talvez sejam índigos.

Como os índigos são uma energia de transição, eles se sentem diferentes. Têm dificuldades para achar quem pense, sente e acredite como eles. Índigos precisam sempre saber por quê de qualquer coisa, especialmente quando se pede a eles que façam algo. São comumente questionadores, por conta disso, muitos foram considerados rebeldes e pessoas difíceis de conviver, mesmo tendo um forte senso de moral e ética. Sabe aquele seu conhecido que discute por tudo? Então, pode ser índigo.

Índigos têm um grau elevado de criatividade e apreciam fazer coisas, buscando a mudança justamente a partir disso. Têm profunda empatia pelos outros, embora tenham uma intolerância à estupidez. Podem ter problemas em se concentrar em determinadas tarefas, e podem ficar pulando para lá e para cá durante as conversações. E tudo bem, no fim tudo dá certo.

Índigos têm uma inteligência natural, apesar de não terem tido as melhores notas na escola. Eles olham situações, questões, problemas e sabem como resolvê-los, mas não são capazes de dizer o passo a passo. Simplesmente sabem a resposta, possuem um conhecimento, muitas vezes sem explicação. São intuitivos, espiritualizados, sensíveis as energias, e desde muito cedo, têm interesse por assuntos espirituais e esotéricos, se sentindo mais confortáveis em lugares mais místicos. Podem, inclusive, ter tido experiências psíquicas desde muito novos.

Os índigos têm um grande senso de missão, um desejo de fazer mudanças e ajudar as pessoas, mesmo que a princípio não saibam como fazer isso. Índigos sabem que estão aqui para ajudar, aprender e ensinar, e sentem urgência por querer mudar ou melhorar o mundo, se esforçando para alterar tudo o que consideram que não serve mais à humanidade. São adultos que se sentem bastante incomodados com desigualdades entre pessoas, destruição do planeta, e sentimentos e atitudes movidos pelo egoísmo.

Índigos são dinâmicos, inquietos, buscam manter acesa a faísca da transformação e da evolução permanente. Qualquer pessoa pode ter algumas dessas características, mas os índigos têm a maioria ou todas elas.

Os cristais se destacam por ter uma intuição ainda mais aguçada, e por serem mentalmente mais ágeis. Pensam no universo como um todo e não na unidade. São sensíveis e têm o poder de se desconectar do mundo, sentindo necessidade de se isolar em alguns momentos. São muito ligados a natureza, e tem uma personalidade mais tranquila e relaxada que os índigos. Cristais raramente se irritam, e têm o poder de acalmar todos o seu redor. Lugares com muito movimento, ou lotados, geram incômodos aos cristais. Eles gostam particularmente do contato com a água, tem necessidade de estar limpo, e de usar roupas leves e de fibras naturais.

Quer saber se você é índigo ou cristal?

É fácil. Existe um questionário que foi elaborado pela Dra. Mariella Norambuena, com a colaboração de Ester Munizaga. A Dra Mariella é diretora e fundadora do Centro Niños Índigo, no Chile, que tem como propósito difundir a temática relacionada a criança índigo e cristal e desenvolver uma metodologia educativa que sirva às necessidades de todas as crianças da América Latina.

São 40 perguntas, nenhuma é certa ou errada, mas todas devem ser respondidas com tempo e sinceridade. Leia atentamente cada afirmação e marque com um “v” em verdadeiro, significando que você se identifica com essa situação ou característica. E “f” em falso, quando não se sente representado pela característica descrita.

Responda com V (verdadeiro) ou F (falso):

1 – Fui considerado pelos demais como um adolescente problemático.

2 – Minha mãe conta que, antes de nascer, eu lhe disse qual era meu nome.

3 – Sempre fui rebelde e contestador. Custa-me respeitar às normas.

4 – Sinto um amor profundo pelas crianças e pelos animais. Existe uma conexão especial com eles.

5 – Aprendo facilmente de forma exploratória e experimentando. Resisto a aprender de memória.

6 – Tenho um olhar profundo e penetrante.

7 – Em geral, é difícil concentrar-me. No entanto, se algo me interessa, consigo concentrar-me com facilidade e persevero até que consigo o que me proponho.

8 – Necessito passar um tempo sozinho, sinto que poucas pessoas entendem minha necessidade de solidão.

9 – Sou capaz de antecipar-me às situações, em geral eu uso minha intuição.

10 – Tenho tendência a evitar as multidões; as aglomerações de centros comerciais, do metrô em horários de pico, os engarrafamentos, os ônibus cheios etc. me fazer mal.

11 – Sou capaz de perceber, de adivinhar o que os demais sentem e/ou pensam.

12 – Sou sensível e/ou alérgico a alguns alimentos, produtos químicos, luz solar e frequências eletromagnéticas (rádio, TV, microondas etc.)

13 – Não suporto mentira e manipulação.

14 – Sou muito sensível e a intensidade de minhas emoções faz-me sentir vulnerável.

15 – Concentrar-me nas aulas me custava muito, entretanto, se eu me apaixonasse pelo assunto, aprendia tudo com muita rapidez.

16 – Necessito estar diariamente em contato com a natureza, sinto que isso me equilibra e limpa todas as energias não harmoniosas.

17 – Sinto-me à vontade com o caos que parece reinar em minha vida. Prefiro viver em mudança constante.

18 – Sinto-me desconfortável e incomodado quando outras pessoas brigam ou sentem emoções negativas. Quando chego a um lugar percebo logo a energia negativa (o baixo astral) que domina o ambiente.

19 – Necessito me sentir respeitado para poder respeitar os demais.

20 – Comunico-me com facilidade com meus guias e mestres espirituais. Sempre converso com eles.

21 – Desde criança me diagnosticaram com Síndrome de Déficit de Atenção ou Hiperatividade ADD/ADHD.

22 – Não dou minha opinião a menos que me peçam conselho. Não gosto de interferir na vida dos demais.

23 – Sempre tive problemas com autoridade, questionando-a sempre. Necessito respeitar as lideranças para poder cumprir com as ordens.

24 – Não tolero ruídos altos, sons agudos e/ou gritos.

25 – Sempre me senti atraído pelo mundo espiritual.

26 – Quando me sinto irritado ou estressado, tomar um banho, nadar ou brincar na água me relaxa.

27 – Sempre fui muito curioso, necessito conhecer o porquê das coisas.

28 – Às vezes, eu costumava ter períodos de grande melancolia e tristeza.

29 – Em minha vida há certo caos e nem sei o motivo.

30 – Necessito vestir-me com roupas de fibra natural, outras roupas me irritam ou me carregam com eletricidade. Prefiro roupas cômodas e, se posso, evito vestir-me.

31 – Desde criança, expressava meus sentimentos e pensamentos não importando quem me escutava. Muitas vezes, tive de refrear essa característica.

32 – Prefiro consumir comida saudável e natural. Prefiro os vegetais a carne. Algumas vezes, os aditivos químicos me provocaram alergias, enxaquecas ou me deixaram irritável.

33 – Desde criança, sempre fui muito alegre, otimista e enérgico.

34 – Às vezes, me “desconecto”, em especial em situações muito intensas e traumáticas.

35 – Em minha idade adulta mantenho a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, o que é visto como dispersão.

36 – Necessito ajuda para aprender a conectar minha energia, por meio da atividade física, da natureza, dos esportes, das artes marciais, da yoga ou da dança.

37 – Sinto-me em harmonia com a natureza, tenho alto interesse pelos temas ecológicos.

38 – Custa-me muito expressar minhas emoções por medo de parecer diferente dos demais.

39 – Desde criança tinha amigos imaginários.

40 – A habilidade de tranquilizar e de curar os outros com minhas mãos sempre foi natural em mim.

Interpretação do resultado: “Atualmente, a maioria dos seres humanos possui um percentual das características índigo e cristal, e uma tendência não exclui a outra. Para saber seu resultado, some as vezes que respondeu “V” nas perguntas ímpares; o resultado corresponde à sua pontuação índigo. Some as vezes em que respondeu “V” nas perguntas pares; o resultado corresponde à sua pontuação cristal.

Se em cada grupo as suas respostas foram superior a 15, você é uma pessoa que se identifica ou manifesta características desse grupo.

As pessoas que apresentam o mesmo percentual em ambos os grupos, estão atravessando um processo de mudança vital.

As pessoas que responderam como verdadeiras menos de 15 questões, não necessariamente indica que, as características índigo ou cristal, não estão presentes em sua vida, senão que não são as que predominam nessa etapa de sua vida.”


Se descobriu índigo ou cristal? Bem-vindo ao time!

Se não faz parte desses grupos, tudo bem também! Onde quer que esteja, faça o seu melhor, independente do seu resultado.

“Você é um convidado. Deixe esta terra um pouco mais bonita, um pouco mais humana, um pouco mais amável, um pouco mais perfumada para todos os hóspedes desconhecidos que virão depois de você.

Deixe a sua marca. Você pode ter ido, mas o seu riso pode permanecer. Você pode ter ido, mas a sua dança pode permanecer. Você pode ter ido, mas a maneira como você viveu vai continuar criando suas vibrações próprias. No futuro as pessoas lembrarão, com gratidão, de que são herdeiros de um grande planeta e de uma grande raça de seres humanos.” Osho

domingo, 29 de outubro de 2017

Amigos Inspiradores

Érima de Andrade

Tenho amigos inspirados que são muito inspiradores.
Eles dividem o que pensam e eu fico encantada com seu olhar para o mundo, com a escolha das palavras, com a simplicidade e beleza dos seus textos.

São amigos que se apresentam como professores, astrólogo, instrutora de meditação, escritora, artista, empreendedora e curiosa, missionária do amor incondicional, e uma delas, Márcia Alves, nos informa que “Meu dever na vida é de permanecer verdadeira comigo mesma”. É ou não para se inspirar neles?

Eles me lembram que sempre é possível escolher palavras que tornem o texto mais amoroso, mais doce e mais gostoso de ser lido. Tão simples e tão genial a maneira que eles se expressam, a maneira deles de nos mostrar a vida, que desejo muito dividir com vocês essas ideias. Eles, de fato, me inspiram. Que você também se sinta inspirado. Boa leitura!

“Amor = o que só acaba se nunca começou”. Ana Paula Ramos

"A lembrança de si mesmo traz a certeza de onde se pode chegar.” José Maria Gomes Neto

“Braços abertos
Há braços abertos
A-braços abertos
Abraços
 

Acolhimento” José Maria Gomes Neto

“De preferência, dê preferência ao que te faz bem. É uma questão de educação consigo mesmo!” Márcia Alves 

“Eu sou imensamente grata por sua presença em meu caminho, a presença de cada uma e cada um de vocês faz essa caminhada muito mais rica e divertida. Ontem foi o último dia do ciclo e mais uma vez eu pude vivenciar o quanto é precioso tirar um momento do dia para olhar atentamente para cada uma das bençãos que preenchem a nossa jornada. E é precioso não somente por nos ajudar a realizar que temos muito a apreciar, mas também por ser uma prática que nos ajuda a compreender que basta um ajuste na nossa forma de olhar para que uma nova luz e uma nova paisagem se apresentem.
Meu olhar terno de amor para:
- a habilidade que o nosso corpo tem de responder à expansão da consciência;
- a inteligência de cada uma das nossas células;
- a beleza da respiração e sua capacidade de transformar agitação em calma e mansidão;
- pessoas que dedicam suas vidas a cuidar dos outros seres;
- a incrível coragem de quem trilha a jornada da saúde diante dos intensos desafios que nos chegam seja na forma de uma doença grave, de um turbilhão emocional, de uma dor profunda… Essas pessoas me inspiram imensamente;
- a possibilidade de viver em um lugar onde há paz;
- as crianças tão educadas aqui da vizinhança;
- a voz cheia de leveza e carinho da minha mãe;
- minha querida avó Landa que nos abasteceu com tanto amor e tantas lembranças boas, que hoje, no dia que marca os dois anos de sua transição para o não-físico, nosso coração consegue encontrar o alento, a tranquilidade e a amplidão para sentir saudades, para celebrar o lindo convívio que tivemos e para vivenciar nossa infinita unidade na totalidade.” Bárbara Petri 


“Hoje quero agradecer, simplesmente agradecer por poder estar podendo passar por toda esta experiência de vida, de união e amizade, mesmo com tudo tão difícil e delicado… mesmo em pleno Parivartan, em pleno Kali Yuga… eu quero agradecer o amor, a união e a amizade.
Aqui em Alto Paraíso de Goias eu pude ver o amor em movimento, as pessoas se unindo e criando um movimento que foi além daqui e tocou o mundo todo!!! Este é o presente que veio, neste pacote um tanto estranho e triste… veio a união e a experiência de que juntos somos muitos, juntos somos fortes.
Eu quero agradecer especialmente a este grande guerreiro do amor, Michel Shivanand, meu amor, amado e querido companheiro nesta vida, por toda sua dedicação e força nesta batalha do amor!!
São muitos os guerreiros… mas este é o cara que mora comigo lá em casa.” Sônia Lima


“Olhe, seu moço, a verdade é que ando com vontade de falar coisa que nunca disse, viu? Nem é por muito saber ou coisa assim. Sei do pouco que sei das coisas todas do mundo, e é mais por conta do respeito que tenho que tanto me calo. Mas é que vou lendo coisa aqui e acolá, vou estranhando um tanto ou muito, sei lá, viu, seu moço? Já notou como é que acontece por aqui? Aparece gente que vive de gritar e chega aqui a falar de gentileza como quem a conhecesse. Gente que consome drogas e pessoas com voracidade sem fim a maldizer os consumistas. Gente que se apequena em mesquinhos e talvez nem merecidos patrimônios a falar de igualdade. Gente que não tolera opinião nem emoção contrária, seja de si mesmo ou vindo de fora, e fica bradando sobre os intolerantes. Gente que gera tensão por onde passa e passa por aqui posando de bacana, maternal e o escambau. Gente que nunca se moveu para olhar ou cuidar de quem quer que fosse e aponta quem faz, só por desprezar a fé daquele em um Deus que não reconhece. E tudo isso com ares arrogantes de dar afastamento de conversa qualquer. Ah, seu moço, venho desassossegando devagar, alguma hora acaba que vou sair falando o que nunca disse, viu?
Entendo um pouco dessa coisa da pracinha do face, sempre gostei daqui. Parecia uma praça mesmo, lugar que convida a parar um cadinho os afazeres e ficar olhando os outros passando, ouvindo as novidades de todo lugar," vendo as modas", como se dizia no tempo das praças mesmo. Lugar de encontro, descanso, brincadeira e trocas mais ou menos profundas, a gosto de quem se encontra. Entendo que quando a gente sai para passear a gente se arruma um cadinho. Passar pente e batom para dar uma volta é coisa marota, bem sei, uso e abuso, nem tudo é caso de falsear quem somos, é mais pra enfeitar encontro mesmo. Mostrar fotografia para compartilhar momento que vivemos ou sonhamos viver também cabe. Mas diga-me lá, seu moço, usar como palco para tanta desfaçatez, como se ninguém nos soubesse, ou, coisa bem pior, usar exclusivamente para palanque de um gritar sem fim... Na praça era assim, seu moço. Uns brincando, outros conversando mais sério, outros namorando, outros olhando os outros para aprender a ver a si, outros mais quietos, olhando a si para entender mais os outros... Mas volta e meia chegava alguém que ia só pra arrumar briga, daí tomava conta, o pessoal já ia se indo embora, não era caso de expulsar ninguém, mas quem só quer gritar geralmente nem faz questão de par de ouvidos, dirá alguma coisa que venha da alma.
Entendo tudo isso, seu moço. Meu coração é pequeno mas entende um cadinho das coisas de amar. Mas confesso que vez em quando vejo cada uma por aqui... Mas é melhor acabar logo com essa conversa, seu moço, senão alguma hora acaba que vou sair falando o que nunca nem disse, viu?” Teresa Bessil


“Estamos vivendo um momento desafiador no Brasil. Na verdade creio que a onda que está revolvendo nossas entranhas é global.
A sombra veio à tona. O escondido está sendo revelado, e isso não se refere apenas à situação político-econômico-social, mas a cada um de nós.
A forma como reagimos a esse momento revela também nossas sombras. Isso não é ruim. Só podemos limpar a sujeira que enxergamos.
Mas ouça. Enquanto nos ocupamos em apontar a escuridão lá fora, nos outros, na política, naqueles que atacamos por pensarem diferente de nós, deixamos de agir e transformar o que nos cabe.
Nós mesmos.
Pense que cada um de nós tem dons e habilidades que servem ao todo. Uns tem uma mente clara e ótimas ideias, outros são ágeis em encontrar soluções criativas. Uns sabem usar agulhas para curar, outros têm o dom da oratória. Uns amam estar em grupo e iniciar movimentos que se expandam, outros preferem ficar no jardim cuidando de uma única sementinha.
O momento requer que cada um de nós descubra seu dom e o coloque a serviço do todo.
Existe algo que só você tem a dar, entende?
Precisamos evitar a armadilha de sermos sugados por essa ilusão coletiva que diz que o nosso destino está nas mãos de alguém, que não nós próprios.
Enquanto ficamos aguilhoados pela revolta, reclamando, atacando uns aos outros, alimentando essa onda que causa angústia e medo, deixamos de fazer a única coisa que poderia ser verdadeiramente revolucionária.
Existir.
Ser a luz que somos.

Não importa a sombra que nos rodeie, estamos aqui para manifestar nossa luz. Uma única vela acesa rompe a escuridão.
Se você for alguém influente na política, seja luz. Se você for influente na educação, seja luz na educação. Se for dono de um quiosque na praia, coloque amor ao preparar os sanduíches.
Onde quer que esteja, faça o seu melhor.
Pare de desperdiçar sua energia julgando, polarizando, atacando. Isso não resolve. Apenas aprofunda esse véu de separatividade e cega a todos nós.
Essa é a última tentativa da sombra de nos afastar de nós mesmos.
Temos um poder imenso e tudo pode se transformar se formos sábios e corajosos para fazer a única coisa que nos cabe.
Não se deixe iludir pelo que vê à sua volta. Respire. Faça o seu melhor. Vibre a luz que você é.
E confie.

Estamos a caminho!” Patrícia Gebrim

domingo, 22 de outubro de 2017

Saudade, Falta, Nostalgia

Érima de Andrade

Temos na língua portuguesa uma riqueza de vocabulário tão grande, que podemos expressar com clareza o que estamos sentindo. E, por conta disso, quando algo ou alguém está longe, podemos usar saudade, falta ou nostalgia.
Três palavras que representam três sentimentos diferentes.

Saudade é uma palavra que só existe em português, e no dicionário é definida como sendo uma recordação ao mesmo tempo triste e suave de pessoas, ou coisas, distantes, ou extintas, acompanhadas do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.” Sentir saudade é mais que lembrar e recordar, é “um pesar pela ausência de alguém que nos é querido, uma lembrança nostálgica e ao mesmo tempo suave”.

Mesmo que na definição você possa achar que nostalgia e saudade são a mesma coisa, elas não são. Nostalgia é saudade do que você não viveu. E não viveu porque foi extinto, ou porque está distante de você.

Por exemplo, uma relação que acabou definitivamente. Pode acontecer de você ver alguma coisa que gostaria que essa pessoa estivesse vendo com você. Vocês quando estavam juntos nunca viram isso, não viveram essa experiência. Mesmo assim, lhe deu vontade de dividir essa experiência com esse alguém que lhe deixou. Nesse caso, não é saudade, é nostalgia, saudade de algo que você não viveu.

Ou você que nasceu nos anos 2000, mas é apaixonado por uma época anterior ao seu nascimento. Chega a ter “saudades” dessa época. Pois é, você está nostálgico, está tendo saudades de coisas que não viveu. Pode inclusive estar sofrendo de melancolia causada por essa impossibilidade de viver o passado. E nostalgia não é saudade.

Saudade fala do amor.
Você só sente saudade de alguém, ou de algo, que você amou. A saudade vem junto com a vontade de reviver experiências, situações ou momentos já passados, e tenho certeza que ninguém vai querer reviver algo que não amava. A gente sente saudade de gostos, momentos, sons, pessoas, histórias, de tudo podemos ter saudade. Mas se algo ou alguém marcou a sua vida sem despertar o seu amor, quando está ausente você sente falta, e isso não é saudade.

É claro que a gente sente falta de quem ama, e dói muito quando acontece. A gente sente falta do cheiro, da voz, e até do som do caminhar. Sentir falta é quando dói dor física. Quando o coração fica apertado. Quando falta a razão. Sentir falta é voltar a se encontrar com o vazio que uma partida nos deixou, e isso dói muito.

Mas também a gente sente falta de vagalumes que víamos sempre e não vemos mais; falta de um chaveiro que pesava na bolsa e que agora não é mais necessário; falta de um monte de coisas que em algum momento fizeram parte da nossa vida e nem por isso gostávamos. Mas saudades só sentimos de algo ou alguém que amamos.

Ana Paula Ramos foi muito feliz quando falou de saudade. Disse ela: “essa lembrança se constitui de todas as cores, sabores, emoções, ruídos e cheiros do invisível. Da memória do que foi vivido. Da memória do que se perdeu. Do que se construiu, do que se modificou, do que se aprendeu, do que se sentiu, de todas aquelas pequenas grandes coisas da vida emolduradas na boniteza e na eternidade das nossas rotinas, de como o tempo se eternizou dentro da gente, às vezes num único instante. O poder do invisível, de tudo o que não está ali, palpável, ao alcance dos olhos do corpo, mas que se materializa dentro da gente quando se encontra com alguma experiência que a gente viveu.”

Saudades resgatam boas lembranças de momentos vividos. Renovam na alma da gente memórias que não envelhecem, memórias de um tempo que não se perde, nem se deteriora com o passar dos anos. É a saudade que você leva para sempre que faz lembrar que os momentos bons não se apagam com o tempo.

Saudade fala do que não morre, do que ninguém pode tirar de você. A saudade provoca lembranças que confortam quando a ausência se faz sentir. Por isso a definição diz que é um sentimento suave, é um sentimento que nos conforta.

A gente vê partir a pessoa, mas nunca verá partir o amor. Saudade é o amor que fica confirmando que nada do que você viveu se perdeu, foi transformado e continua dentro de você.

Se você sente saudade, é amor. Se sente falta pode ser hábito. Se nunca sentiu saudade, nem falta, hum… você está mesmo vivo?

Que você se permita sentir e ter saudade. 

domingo, 15 de outubro de 2017

Conflitos internos

Érima de Andrade

Nos meus atendimentos individuais, ou em grupo, sempre falo dos nossos quatro aspectos: emocional, intelectual, espiritual e físico. Já falei deles muitas vezes aqui no blog, mas se você quiser ler a respeito, dê uma olhada nesse post aqui.

De uns tempos para cá, tenho repetido, cada vez com mais frequência, como eu enxergo os conflitos da adolescência a partir dos nossos quatro aspectos. Explico que em algum momento na adolescência, surge, em algum nível de consciência, a constatação de que o seu intelecto está adulto, mas a sua emoção continua criança.

Ai o adolescente se empolga com sua própria adultice e resolve que vai ser adulto mais rápido, e para isso “inibe” suas “emoções infantis”. Ê estratégia ruim… Não valorizar o que sente atrapalha muito a vida. Mas quase todos nós já vivemos isso. Quase todos escolhemos ser adultos mais rápido e imaginamos que inibindo nossas “emoções infantis” conseguiríamos.

Quando se busca um trabalho de autoconhecimento com o objetivo de ser mais feliz, em qualquer linha que se busque, mesmo que isso não seja dito explicitamente, o trabalho será no sentido de fazer as pazes entre seu intelecto adulto e sua emoção criança. Um dos objetivos do seu trabalho de autoconhecimento será, necessariamente, trazer de volta ao seu dia a dia essa emoção que, em algum momento, você considerou inadequada, e integrá-la.

E claro que para isso, sua emoção deverá voltar a participar da sua vida, e crescer até sua idade atual. Sim, existem emoções infantis, mas o que se busca são as emoções adultas e integradas.

Ao bloquear as emoções infantis você, de imediato, bloqueia junto as características da criança saudável. Entre elas espontaneidade, criatividade, curiosidade, despreocupação, deslumbramento com o novo, interesses variados, descobertas, ousadias, inovações e tudo mais que colore a vida, levando junto a motivação. Bloqueia, inclusive, os insights que lhe ajudariam a descobrir o seu propósito nessa encarnação.

Por exemplo, você adolescente assistindo alguma coisa em grupo. Pode ser filme, vídeo, palestra, conversa, tanto faz. As vezes, sem nem ouvir os comentários ao lado que se dividem entre gostar ou não do que estão assistindo, você já vive esse conflito. Em vez de colocar consciência nas suas sensações e sentimentos, você se pega “avaliando” qual seria a melhor reação adulta para, enfim, expressar o que “sente”. Não tem espontaneidade que sobreviva em situações assim.

Esse conflito intelecto/emoção não é o único a complicar seu objetivo de ser um ser integral. E, as vezes, ainda na adolescência, também se vive um conflito espírito/corpo.

Tenho percebido que é cada vez mais comum a consciência, ou compreensão, de sermos um ser espiritual vivendo uma experiência material. É legal ver esse despertar da espiritualidade independente da religião. Isso é ótimo, e todos os caminhos para esse despertar são bem-vindos. Mas junta esse desejo de ser cada vez mais espírito, e mais adulto, e pronto, as barreiras a felicidade e a satisfação pessoal vão ficando mais e mais largas, colocando lá no fundo, bem escondido, suas emoções, sensações e descobertas.

Muitos caminhos não religiosos promovem o despertar da espiritualidade e a consciência de sermos espíritos vivendo uma experiência nesse corpo, nesse planeta, nessa matéria. E mesmo repetindo sempre, me parece que nem todos se dão conta do significado total dessa frase: somos espíritos vivendo uma experiência na matéria.

Então, se assim for, faz parte dessa experiência aprender a lidar com esse corpo, nessa matéria, nesse planeta. E, nesse caso, permitir as sensações, sentimentos, vibrações que acontecem em cada momento, independente se você considera, ou não, que é uma reação infantil.

Você precisa conhecer suas sensações, seus movimentos, suas crenças, afetos/emoções, necessidades, possibilidades, desejos, cuidados, prazeres, para aprender a lidar com eles. Faz parte dessa experiência nessa vida se sentir seguro no próprio corpo para acessar os pacotes de ondas de emoções tão comuns da adolescência. E só se conhecendo você se sentirá seguro.

Se não gostar do que sentiu, ou da maneira que alguma experiência afetou você, primeiro aceite, e depois investigue, usando seu intelecto, para descobrir porque você reagiu assim. Tem uma lição aí a ser aprendida. É dessa forma, aceitando e conhecendo, que você vai integrar suas emoções e sim, viver plenamente sua experiência como ser humano.

Nesse corpo humano temos um cérebro. E é através das sensações que o seu cérebro percebe o mundo e se relaciona com ele. Em terapia ocupacional, dizemos que você usa seus recursos pessoais para organizar suas experiências. E os seus principais recursos organizadores de experiências pessoais são: cognição, emoção, movimento, sentidos externos, sensações corporais e internas. Ou seja, tudo que essa experiência na matéria pode lhe oferecer de melhor.

Por isso só falar, racionalmente, sobre suas experiências, acessando assim somente o neocórtex, não é suficiente para integrar seus afetos. Olha o que eu escrevi como subtítulo do blog aí em cima: as vezes o que você precisa é mais do que só falar. É verdade. 
Só falar não é suficiente. Você também precisa acessar as regiões subcorticais para se conhecer, e só conseguirá isso com movimentos e sensações significativas.  

Você está vivendo uma experiência na matéria, aproveite todos os recursos que estão a sua disposição para saber quem é e o que veio fazer aqui. Use seus quatro aspectos para se conhecer.

Faz parte do autoconhecimento e 
da autoaceitação deixar que seus quatro aspectos percebam o que é de fato da sua natureza. Não brigue com essas percepções. Estar em equilíbrio é perceber-se em conforto consigo mesmo, reconhecendo a sua essência e não brigando com ela. 

O fato é que, negligenciar uma parte em você que não lhe agrada, suas emoções ou seu corpo, não faz com que deixem de existir. Também não a torna melhor. Reconhecer esses aspectos "negativos", torná-los seus com aceitação e acolhimento, lhe dá a possibilidade de transformá-los em úteis, e até benéficos.

Sim, o autoconhecimento é o caminho para saber quem você é, como se tornou quem é, e quais são as suas potencialidades e limitações, quais talentos possuí e quais ainda precisa desenvolver.

E se precisar de ajuda para se conhecer e para lidar com conflitos intelecto/emoção, ou espírito/corpo, procure um terapeuta. Esteja você na adolescência ou não. 


Terapeutas ajudam a lidar com conflitos em qualquer idade que eles apareçam. Também faz parte dessa experiência na Terra reconhecer que existem muitos seres que só esperam o seu pedido para lhe ajudar a viver plenamente essa vida. Peça ajuda, você não precisa passar por tudo sozinho.

Crescer dá trabalho mesmo, mas desejo que você faça um pacto de paz com seus aspectos e seja bem feliz vivendo essa sua experiência material.



(Desconheço a autoria da foto e do texto na foto.)