segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Dia dos Pais

Feliz dia!

Hoje celebrem seus pais onde eles estiverem.
Se por perto, esteja juntos.
Se desencarnados, estejam juntos.
É o amor que nos une.
Por abraços ou pensamentos, da maneira que for possível, estejam juntos.
Te amo para sempre Pai!
Meu amor segue com você!

Érima de Andrade



domingo, 13 de agosto de 2017

Mudanças

Érima de Andrade

Freud sentenciou:“Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda”.

É verdade, a dor é motivadora, mas o amor também é. Mesmo assim, talvez
por associar mudança sempre com dor, a maioria das pessoas tem medo de mudar. De mudar a vida, ou de mudar qualquer coisa na vida.

Mudar é bom, mas “tem que” mudar? Por que? Se tudo está fluindo bem, se você está feliz com sua vida, por que “tem que” mudar?

Ter não tem. Mas
as mudanças ajudam na sua qualidade de vida. Qualquer mudança que você faça contribui para a sua saúde cerebral. E com o cérebro em ordem, todas as demais funções do organismo são favorecidas.

O cérebro não pensa para fazer movimentos repetitivos.
Se por um lado isso é desejável, por outro, o excesso de rotina, limita o cérebro, que vai entrando num processo de desuso, perdendo flexibilidade, atrapalhando a capacidade de assimilar conhecimentos.

Paula Abreu, na sua página virtual, pergunta:"Você alguma vez já sentiu que todos os seus esforços, todos os dias, são para construir uma vida que, lá no fundo, uma vozinha diz para você que não é o que você quer?" É dessa mudança que estou falando.

Uma mudança para quebrar suas barreiras, amarras e limitações. Mudar para ir ao encontro do que não conhece.  Mudar para ver e idealizar novas possibilidades na sua vida. 

Mesmo que tudo pareça impossível no momento,
mude alguma coisa. Saia da sua zona de conforto. Abra mão do que já não lhe cabe, dê um salto de qualidade na sua vida.

Eu sei, mudar dá trabalho. Até você acostumar com a mudança, você fica bem atrapalhado. 
Mas como experimentar o novo senão houver mudanças?

A mudança ideal é aquela decidida por você. Não existe um caminho mais fácil para a frustração do que fazer uma promessa de mudança que você não está plenamente disposto a cumprir, apenas por que “tem que” ser feito para agradar aos outros, a sociedade, ao companheiro, aos colegas de trabalho. 

Mude, mas faça por você, para se estimular, para se desafiar a novos aprendizados.
Uma vez que você decida mudar, você pode fazer isso.

Mas vá devagar. 
Busque novos caminhos reconhecendo seus limites, capacidades e apoios. Vá um passo de cada vez atrás das suas energias transformadoras, mas sempre com atitudes harmônicas e sadias. Nada de fazer coisas que vão lhe magoar ou dar medo. Ponderação é o caminho, pois você não vai mudar de uma hora para outra. É um processo.

Se não dá para mudar tudo de uma vez, também não dá para ficar parado.
Então escolha sua mudança e priorize por onde começar. Que tal colocar uma meta por semana? O que você pode fazer para criar resultados favoráveis para você nesta semana?

Entre todos os seus objetivos de mudança, qual você decide que será seu pontapé inicial? Qual hábito novo renovaria as suas energias para seguir com os seus objetivos de mudança? Seja lá o que for, comece.
Você merece ser mais feliz.

O Edson Marques tem um texto com
várias propostas de mudanças possíveis para todo mundo. Eu gosto tanto do texto, que já o coloquei várias vezes aqui no blog. Espero que lhe inspira a mudar.

"Mude.
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais, leia outros livros, viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova Vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde, ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude.
De novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!"
Edson Marques

domingo, 6 de agosto de 2017

Coisinhas da Vida

Érima de Andrade

Esse ano tenho desejado aos aniversariantes que eles tenham um ano cheio de coisinhas felizes, porque acredito, mesmo, que
a felicidade está nas pequenas coisas. Esse texto da querida Teresa Bessil, que está no livro dela Bordados do Coração, nos lembra como as coisinhas boas nos fazem bem! Boa leitura!

“Rir quando acordamos, porque acordar não é coisa garantida na hora de ir dormir. Andar devagar pela rua, somente para ver como é andar devagar pela rua em meio ao mar de gente atarefada demais para andar devagar pela rua. Abrir a janela para arejar a casa e ficar um longo tempo olhando o céu, daquele jeito que o olho se perde de tão profundo o azul sem nuvens, e ficamos ali, olhando nada, quase vendo tudo.

Acordar no meio da noite e ficar ouvindo os pequenos barulhinhos que só se mostram quando a cidade dormiu. Ouvir uma música nova e ficar sem saber se gosta ou não. Olhar para o amado que dorme acompanhando sua respiração e ficar comovida com a curva de sua boca, mesmo depois de décadas dormindo ao seu lado. Entrar em uma livraria só para sentir o cheiro dos livros enfileirados nas prateleiras, joias que apenas deixamos que repousem por ali, já que não temos tanta pressa de coisa alguma e ainda temos uma pilha de novidades em palavras que nos esperam em casa. Andar de mãos dadas na beira da estrada, vendo aquela flor pequena que nunca antes havia. Inventar nomes para as flores. Veja que linda essa Julietinha. Meu Deus, quantas Gertrudes nessa estrada. Aplaudir cada enfeite de Natal que penduramos na árvore.

Rir muito de qualquer coisa, só porque é bom rir muito de qualquer coisa. Ficar calado um tempão enquanto andamos juntos pela calçada. Procurar a lua no céu. Achar que a borboleta que cruzou por ali vinha trazendo um recado e se colocar a pensar nos anjos até virar nuvem pequena ou algo assim. Ver um filme muitas vezes, antecipando o gozo de cada cena que nos faz rir ou chorar. Fazer aviãozinho de papel. Parar o que se está fazendo somente porque o sol entrou de um jeito pela casa que deixou tudo dourado – parede, cadeira e sonho. E ficar olhando aquele dourado até sumir, coisa que logo se dá.

Fechar o olho e lembrar de um cheiro. Ficar em silêncio depois que lemos algo que nos move. Fazer tudo mais devagar de vez em quando, principalmente beijo. Beijar na testa com um jeito de ressaltar a alegria da amizade. Beijar bem de leve nos lábios, só pra deixar o corpo tremer antes que tudo aconteça. Sair escrevendo o que nos vem à cabeça e de repente parar, só porque nos lembramos das pessoas queridas que nos leem. Ler um poema muitas vezes como se fosse a primeira vez, não porque não temos memória, mas porque celebramos o ineditismo do viver.

Pois era isso que eu ia lhes dizendo. Tem quem considere viver uma baita perda de tempo. Justo porque viver habita esse monte de coisas efetivamente sem qualquer função. Coisas, situações, sonhos, momentos. Pequenas e grandiosas coisas nas quais a vida simplesmente nos habita de um jeito meio maroto. Quase simples." Teresa Bessil

 (Bordados do Coração - "Perda de tempo", pág 29)

Que você tenha muitos momentos contentes todos os dias.

domingo, 30 de julho de 2017

Você sabe conversar?

Érima de Andrade

Vivemos numa democracia, e
numa democracia, falamos com pessoas e grupos que pensam diferente. Mesmo assim, tenho me deparado com muitas pessoas que não sabem mais conversar. Precisamos reaprender a conversar, precisamos voltar a cultivar a cultura do diálogo, pois é essa troca democrática que nos torna melhores, mais sábios e mais criativos.

Em tempos de polarização das opiniões, como tem acontecido,
conversar aberto para o que o outro tem a dizer, se torna mesmo uma arte a ser urgentemente cultivada.

Para início de conversa,
é bom saber que o objetivo de uma conversa não é convencer o outro do seu ponto de vista. Só os fanáticos não têm abertura para ouvir o outro lado. Mais que isso, fanáticos não ouvem e também não desistem de tentar impor sua opinião.

Numa boa conversa todos têm liberdade para se colocar, e
todas as opiniões são respeitadas. E tudo bem se você mudar de opinião numa conversa. Você não precisa, mas claro que pode. É essa arte de ouvir, e respeitar a opinião do outro, que precisamos cultivar diariamente para o bem viver numa sociedade livre. Respeitar, inclusive, quando o que ele viveu o fez mudar totalmente de opinião.

Se sua conversa nasceu da necessidade de tomar uma decisão conjunta, mais que ouvir e respeitar o outro, você, e ele,
vão precisar se abrir para alternativas que satisfaçam os dois lados. É preciso ceder um pouco de cada lado para chegar no caminho do meio, um caminho bom para todos. O objetivo de conversas assim não é convencer, é chegar nesse caminho do meio. Como dizia Dom Paulo Evaristo Arns,“Diálogo não leva a ter razões, mas a ver razões”. E quando é preciso tomar decisões, ver as razões torna a conversa democrática.

Por exemplo, se você quer amarelo e o outro quer o azul, vocês vão precisar juntar as duas cores, ou seja, vão precisar buscar o melhor de cada cor/lado, e, quem sabe, chegar num tom de verde que agrade amarelos e azuis. É assim, buscando o caminho do meio, que se respeita opiniões diferentes.

Mudar de opinião para agradar o outro, para não ter discussão, para não se aborrecer com uma conversa demorada, e as vezes, acalorada, só funciona até a página dois. Isso porque, você que mudou para não discutir, não vai ficar feliz com o resultado. E essa infelicidade vai influenciar suas atitudes, pensamentos e relações. Não é esse o caminho.

O caminho do entendimento começa no respeito, e segue para a empatia. Respeito por você, para não se agredir ao concordar com seja lá o que for que não lhe agrada; e pelo outro, para não forçar uma solução boa só para um lado. E empatia, que é se colocar no lugar do outro, com curiosidade pelos seus sentimentos e pensamentos.

Com empatia você faz perguntas e ouve os argumentos, e as motivações, dos que conversam com você. A partir da empatia, você pode se perguntar: o que está por trás dessa opinião? Ou, o que motivou essas palavras de defesa? Ou ainda, o que provocou aquele ataque durante a conversa?

Com empatia você consegue pensar com a cabeça do outro, e entender as razões por trás das opiniões, e assim, juntos, vocês podem chegar num consenso. Podem achar um caminho para ser feliz mesmo pensando tão diferente.

Mas pode ser que você prefira ter razão, em vez de ser feliz. E nessa busca de razão, se embarreirar nas suas opiniões, sem abertura para nada diferente dos seus pensamentos. Se assim for, cabe perguntar: de onde vem sua resistência a opinião alheia?

Todos nós temos nossas razões, temos nossos motivos. Você não precisa concordar com a opinião do outro para continuarem conversando, nem virar saco de pancadas. Mas é essencial, para o seu desenvolvimento como ser humano, que você esteja disposto a, pelo menos, entender as motivações alheias.

Antes de tentar medir o outro com a sua régua, procure, apenas por um momento, enxergar o mundo através dos olhos dele. Tente se interessar pelo que o outro está vivendo, pelo que o outro deseja, anseia e necessita. Tente julgar menos. Você tem seus motivos, ele também.

Quando você exercita a capacidade de tentar olhar o que se passa dentro do coração de cada um que cruza o seu caminho, quais foram os desafios, aprendizados e dificuldades vividos por essa pessoa, com certeza, sua conversa com ela, vai ter mais amor, respeito e consideração. Esse é um ótimo exercício, ver que o outro é alguém que, como você, só quer se tornar sua melhor versão e ser mais feliz.

Seja em casa com familiares, ou com amores, ou entre amigos, ou com colegas e chefes, quando você se colocar no lugar do outro, abrindo mão das suas crenças e prejulgamentos, estará pronto para realmente fazer das conversas uma ponte para o entendimento.

A beleza da democracia é a convivência com pensamentos diferentes. Existe uma riqueza a ser descoberta nas conversas com abertura para opiniões diferentes. Que você sabia aproveitar bem esses momentos.




(desconheço a autoria da foto)

domingo, 23 de julho de 2017

E o lixo?

Érima de Andrade

A destinação do lixo tem chamado cada vez mais minha atenção.
Tenho claro o quanto a destinação errada do lixo é um desrespeito tanto a natureza, quanto aos outros seres humanos. Também é claro, para mim, que por total inconsequência, as pessoas se desfazem dos seus resíduos, do seu lixo, sem nenhum cuidado.

Costumamos pensar que inconsequentes são os adolescentes. Mas será que só eles mesmo?
Pense na humanidade em geral, você considera que, como humanidade, nós somos inconsequentes?

Aqui vale lembrar o que inconsequente é aquele ser que não se preocupa com as consequências dos seus atos. Inconsequentes só se preocupam com a solução imediata, ou o prazer imediato, ou a atitude imediata. O que vem depois não interessa a eles.

Então pensa de novo, são só os adolescentes que são inconsequentes? Como humanidade, temos nos preocupado com o que acontecerá depois? Por exemplo, houve preocupação do que fazer com satélites quando acabarem a vida útil no espaço? Já pensou na lixeira a céu aberto que é nossa atmosfera por conta dessa inconsequência?

Tudo bem, são poucos seres que vão se reconhecer nesse exemplo. Mas nós, o conjunto de pessoas que vive no planeta Terra, também poluímos, também transformamos em lixeira o nosso entorno, também descartamos o nosso lixo em qualquer lugar. Desde que nos livremos dele com rapidez, já que é o que nos interessa, nos livrar dele.

E aqui cabe a personagem inspiradora desse post. Uma conhecida, da área de saúde, fato que me causou mais espanto ainda, que contava, entre gargalhadas, que na viagem que fez com o marido e o filho pequeno, foi “confeitando a estrada com as fraldas descartáveis sujas”.(sic) Oi? “Não vou mais passar por ali, deixa para quem vem depois”.(sic).

Triste, bem triste.

Não adianta ter tanta informação de higiene e saúde e não aplicar em todos os seus momentos. Quem é ela de fato? A que nos atendimentos dá uma boa orientação, ou a que na vida faz o que for menos trabalhoso?

É dessa inconsequência que estou falando. Das pessoas que não vão mais voltar ali, dos que acham que podem sujar as ruas e estradas porque tem quem limpe, dos que não se importam com o lixo que deixam em praias, trilhas, cachoeiras, etc. São as pessoas que não pensam no depois, pensam menos ainda no quanto é desrespeito com quem vem depois. Resumindo, são os inconsequentes.

Muitos têm buscado o autoconhecimento, e isso é ótimo. Mas para além de cuidar dos aspectos emocionais, intelectuais, espirituais e físicos, é preciso cuidar também dos aspectos social e ambiental. O seu bem-estar tem que envolver o seu entorno.

Como humanidade, precisamos desenvolver o senso de comunidade, a consciência do pertencimento, a responsabilidade com o mundo que é de todos, a importância de respeitar pessoas e ambiente. Precisamos tomar consciência do quanto cada atitude individual impacta o entorno. Inclusive as pequenas resoluções.

É por não ter esse olhar para o ambiente que nos cerca, que matamos fontes de água limpa, que jogamos o lixo no chão, que descartamos, seja o que for, sem nenhum cuidado. Não tem a ver com consciência ambiental, tem a ver com respeito pelo espaço público e pelas pessoas que serão afetadas por nossas atitudes.

Como humanidade, agimos exclusivamente para resolver uma questão imediata, deixamos os problemas que surgirão de atitudes assim, para serem resolvidos pelas próximas gerações. Possivelmente seus filhos e seus netos também serão afetados pela inconsequência geral da humanidade. Não serão só os “outros” afetados, os “seus” também.

Jogar fora é só uma figura de linguagem. Do ponto de vista do planeta, não tem fora. O seu lixo mal descartado, isso é, sem ser encaminhado para reaproveitamento ou reciclagem, vai continuar a existir mesmo não estando perto dos seus olhos.

Precisamos, urgentemente, nos conscientizar que fazemos parte da solução. Precisamos respeitar o planeta que nos recebe.

E sim, você é responsável pelo lixo que produz, pelo destino dos seus resíduos, pelo ambiente que vai deixar para as próximas gerações. Não tem como fugir dessa responsabilidade. Num mundo com tanta informação disponível, não saber é uma escolha. Você pode escolher não saber, e mesmo assim, continuará responsável pelos resíduos que descarta.

Ter consciência da questão é o primeiro passo para a mudança. Mesmo com tantas campanhas de conscientização, e elas existem aos montes, seguimos sendo, na maioria, uma população terrestre inconsequente. Por isso pensar em, ao menos, reduzir seu lixo é um bom começo.

Lembra do filme Wall-E? Um desenho animado com jeitinho de aula de ecologia? Esse mesmo. Ele fala do excesso de lixo que foi produzido no planeta. Mostra que os terráqueos precisaram abandonar a Terra, porque ela não deu conta de nos sustentar. O filme mostra que sujamos demais, e o planeta não aguentou. Parece possível?

É uma fantasia. É um futuro possível, entre tantos possíveis. Mas tem a intenção de acender um alerta para as questões ambientais que afetam a todos. Nos cabe escolher como continuar. Está nas nossas mãos evitar esse futuro.

Vale dar uma olhadinha no trailer oficial:

                               

“Sou um só, mas ainda assim sou um.
Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.
Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.
O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor.”
Max Gehringer


Que o descarte correto do lixo faça parte da sua vida.

domingo, 16 de julho de 2017

Redes Sociais

Érima de Andrade

A conversa inspiradora dessa semana aconteceu por causa de um personagem de um programa de reforma na TV. O senhorzinho que teria o quarto transformado, contou, todo feliz, que aprendeu a usar o computador com os netos.
Disse que agora aprende a tocar viola com os vídeos da internet e, como passatempo, entra nas Redes Sociais para bisbilhotar a vida dos outros.

Parece bem comum, mas além de ouvir “eu também faço isso”, eu ouvi “mas ele pode fazer isso?”.

Sim, ele pode e nem é o único a fazer.

O objetivo das redes sociais é esse mesmo, socializar, oferecer uma ligação social e possibilitar a conexão entre pessoas. Por ser uma conexão virtual, as redes amenizam as distancia geográficas, permitindo que você se conecte com todo mundo, em todo lugar. Por isso dá para bisbilhotar a vida dos outros. Redes Sociais são uma ferramenta de interação e conexão com o mundo.

A socialização numa rede acontece através das postagens. Se gostou do que leu numa rede, você pode “fazer amizade” com quem postou, e passar a seguir a pessoa, isto é, passar a ver sempre que ela postar alguma coisa nova. Pode puxar uma conversa, pela internet, em particular. Pode ir num mesmo evento que ela e conhecê-la pessoalmente, ou apenas descobrir que tem várias pessoas que gostam das mesmas coisas que você, e se sentir feliz. Estas são algumas maneiras de socializar através das redes.

A surpresa de quem perguntou “mas ele pode fazer isso?”, deixa claro que a pessoa não sabe o alcance que as coisas postadas em redes sociais podem ter.
Antes de continuar a conversa é bom que se diga que, em qualquer rede social da internet, você tem controle sobre quem pode e quem não pode ler/ver o que você posta. Também é bom que se diga, que quando você faz a opção “todos”, são todos mesmo, ou seja, todos que um dia se inscreveram nessa rede. E não apenas “todos” os seus amigos.

Para você que não conhece, eu conto que as Redes Sociais são ótimas, por exemplo, para divulgar seu trabalho. Também são ótimas para conhecer pessoas com os mesmos interesses. Cabe a você escolher o que postar, e onde.

Se você deseja divulgar o seu trabalho, e também compartilhar situações da sua vida pessoal, a minha sugestão é que você tenha duas páginas. Numa você fala da sua vida profissional, e aceita como amigo todo mundo que se interessar. Porque quanto mais gente souber o que você faz, mais chances de bons contatos profissionais você terá. Na outra você aceita os seus amigos, conhecidos e pessoas sugeridas por amigos que você confia.

Eu tenho duas páginas com o mesmo nome, Érima de Andrade. Uma recebe, pontualmente, todo domingo, o texto novo aqui do blog. Nessa eu fico muito grata a cada um que curtiu e/ou comentou. Outra é pessoal e particular. Só aceito a “amizade” de quem eu conheço na vida. Não quero mostrar as fotos das minhas gatas, por exemplo, para gente que não me conhece. Acho íntimo, prefiro me preservar.

Mas tem gente que gosta mesmo de se expor, e tudo bem. É essa diversidade de opiniões, ideias e comportamentos que colorem a vida. Desde que todas as opiniões, escolhas e ideias e comportamentos sejam respeitadas, é claro.

Se você é do time que se viu perguntando “mas ele pode fazer isso?”, sugiro que comece a prestar mais atenção a tudo que você partilha nas redes sociais. Eu gosto de pensar que as redes sociais são um mural público. Uma vez colocada sua opinião ali, todo mundo que passar pelo mural, poderá ler. E aí cabe perguntar: se fosse para escrever num mural colocado num lugar movimentado, sem nenhum controle sobre o ir e vir das mais variadas pessoas, você publicaria o que publica nas suas Redes Sociais? Essa é a reflexão a ser feita.

Sim, você pode escolher a privacidade da sua publicação. Sim, algum conhecido seu pode gostar demais do que você comentou num post dele e decidir compartilhar com o público que ele alcança. Sim, você tem controle, mas não tanto assim para impedir que o que colocou numa rede social seja visto por pessoas que você não escolheu. Acontece, é bom ficar sabendo.

Então, antes de postar seja lá o que for, se pergunte: eu quero mesmo tornar público o que vou postar? Se sim, siga em frente. Se não, deixe para compartilhar com seus amigos quando estiver com eles, quem sabe numa festa, quem sabe dividindo uma refeição. Simples assim, as formas “antigas” de socialização, que continuam valendo. Arrisco dizer que continuarão valendo para sempre.

Sabendo usar, qualquer rede social que você escolher fazer parte, se tornará sua aliada para se relacionar, conversar, se entreter e se informar. Use sabendo como funciona e divirta-se.



Bom proveito!

domingo, 9 de julho de 2017

Caminhos Internos

Érima de Andrade

Criei os encontros que estou chamando de Caminhos Internos, por insistência de uma amiga, que há mais de ano, pede/sugere que eu trabalhe com grupos.

Demorei esse tempo todo para me decidir porque não conseguia pensar numa maneira de trabalhar com grupo que não fosse curso com princípio, meio e fim, nem um grupo terapêutico tradicional.
Nos casos de psicoterapia sigo preferindo o atendimento individual.

Caminhos Internos não é um curso porque
não tem um objetivo a ser atingido pelo aluno no final de um período de tempo. Também não é psicoterapia porque não vou trabalhar com as questões trazidas pelas pessoas em cada encontro, e sim com temas que vou propor a cada encontro.

Mas Caminhos Internos é um trabalho de autoconhecimento
na medida que permite que você entre em contato com seus sentimentos, seus pensamentos e suas crenças em relação a cada tema abordado.

Vou propor um tema em cada encontro, e claro,
buscarei temas que tenham a ver com as pessoas que formarão cada grupo. Por exemplo, num encontro poderemos conversar sobre o tempo, sobre “eu não tenho tempo”, ou “tenho tempo demais”.

Vamos colocar clareza
no que acontece internamente com você para que não tenha tempo. Ou o que acontece para que seu tempo sobre e você não consiga tornar satisfatório esse seu tempo livre.

Vamos começar a conversa com perguntas do tipo: que mensagens mentais estão por trás da sua falta de tempo? Você cresceu acreditando que para ter sucesso tem que estar sempre ocupada? Suas crenças dizem que o desocupado não chega a lugar nenhum? Para você o ócio é a oficina do diabo? Ou é a sua exigência de perfeição que impede que você tenha tempo para reconhecer o que sente e o que pensa? Como você marca a sua passagem de tempo?

Não será um questionário, as pessoas não precisarão responder uma a uma essas questões.
As perguntas têm a função de dar início a conversa. E a maneira de cada um de lidar com o tema proposto dará a continuidade desse papo.

Os grupos acontecerão no Spaço Dosha, aqui mesmo em Itaipu.

Se essa proposta de trabalho lhe interessa, seja muito bem vindo a nossa roda!

Oficialmente estou divulgando assim:
           
             
Espero vocês!

domingo, 2 de julho de 2017

Reclamações e Soluções

Érima de Andrade

Uma das lições mais importantes a ser aprendida por quem quer trabalhar com gente, é:
o tempo é pessoal. Cada um têm o seu de lidar com o que lhe acontece.

Mudanças, internas ou externas, começam com a consciência do que deseja modificar.
Você só muda uma mesa de lugar, se souber, se tiver consciência, de onde ela está. Acontece o mesmo quando quer fazer reformas internas, você só muda o que tem consciência.

Ter consciência é diferente de ter informação.
Ao tomar consciência você se percebe sentindo e/ou pensando sobre como aquela informação lhe afeta. E é aqui, nessa etapa de autoconhecimento, que quero chamar sua atenção nesse texto. O tempo que cada um leva para tomar consciência das informações que recebe, é pessoal e intransferível.

Já ouvi de psicólogos, professores e fisioterapeutas, queixas do tipo: está demorando muito a evolução do paciente/aluno. Se você quer trabalhar com gente, a primeira grande lição a ser aprendida é essa: o tempo interno é individual.

Sempre a você só caberá mostrar o caminho. A decisão de caminhar é do outro. O tempo que leva para caminhar também é uma decisão do outro. Pode até ser que você tenha forçado bastante a barra e levado a pessoa, arrastada, até a beira do rio. Mas não vai conseguir que ela beba a água. Ela precisará escolher beber.

Por que estou batendo nesse ponto? Porque tenho escutado muitas reclamações. Reclamações vindas de todo tipo de pessoa. Ter estudo, ou cultura, não interfere no tempo interno. Você pode ser super diplomado, mas se não escolher aplicar em si seu conhecimento, nada muda. O que muda o tempo interno é sua decisão, consciente, de mudar.

Você pode se queixar por anos do seu emprego. Enquanto não tomar consciência de que coube a você a escolha de estar trabalhando com isso, você não conseguirá mudar. E, insisto, o tempo de sair da queixa para buscar soluções é individual.

Parece um paradoxo. Gosto dessa palavra, paradoxo. Cabe muito no texto de hoje. Vem do latim, paradoxum, significa "aparentemente absurdo, mas mesmo assim, verdade." E é a mais pura verdade: a solução dos seus problemas depende de você. Mesmo que o problema não tenha iniciado a partir de você, se lhe afeta, a solução depende de você.

Se você está no meio de uma situação desagradável, pergunte-se, "como eu posso colaborar para que isso mude?" E a pergunta vale tanto para você que não está gostando dos rumos da politica da sua cidade, estado ou país, quanto para você que não está feliz no seu emprego. A sua resposta vai lhe levar a solução do seu problema.

Se sua queixa for sobre política, a pergunta "como posso colaborar para que isso mude", vai levar a respostas de mudanças imediatas, do tipo: se tornar voluntário numa Ong que presta o serviço que você percebe como falho, ou fundar uma Ong para isso. E também respostas de mudanças mais a frente: se informar, de todas as maneiras, sobre os próximos candidatos para votar consciente em ideias que correspondam aos seus anseios. É o voto consciente que muda a politica que você não gosta.

Se é do seu trabalho que você reclama, a pergunta "como posso colaborar para que isso mude", também vai levar a respostas imediatas e para o futuro. 


Imediatamente, você pode se lembrar o que motivou sua decisão de trabalhar aí. Busque essa motivação no seu momento presente. Ainda é forte o suficiente para permanecer nesse emprego? Se sim, passe a se alimentar, diariamente, das positividades proporcionadas por esse seu trabalho. Faça o exercício do post passado, se obrigue a procurar, ao menos, uma coisa positiva para cada negatividade que você perceber. Pode acreditar, suas reclamações diminuirão. Talvez até desapareçam.

Se ao começar seu questionamento interno você descobrir que não lhe satisfaz, de maneira alguma, seu atual emprego, se pergunte: o que eu gostaria de estar fazendo agora? E busque as oportunidades de colocar em prática aquilo que lhe dará prazer e sustento. 

E pode ser que precise se requalificar, fazer cursos, formações, estágios. E tudo bem. Se ainda não está pronto para uma mudança de profissão, precisa mesmo se preparar. E durante esse processo de preparação, caberá a você manter o foco na motivação da sua mudança. Ou continuar reclamando.

As soluções estão sempre dentro de você. Não consegue sozinho? Busque ajuda. Mas vai sabendo que não é mágico. Para mudar, consciência é apenas o primeiro passo. Intenção o segundo. E ação o terceiro. E precisará também de persistência para se manter na ação. Mesmo assim, vale a pena.

Prefere continuar apenas reclamando? Tudo bem, eu respeito o seu tempo. Respeito todo o tempo que você precisa para descobrir que só se responsabilizando pela sua felicidade, você será feliz. Use o tempo que achar necessário. O tempo interno é mesmo individual.


Concordo com Rosa de Luxemburgo quando diz: "A liberdade que importa é a liberdade de quem discorda de nós". Para o post de hoje: o tempo que importa, é o tempo que o outro precisa. Nunca o tempo da sua ansiedade de terapeuta.

Que você encontre a paz necessária para fazer bem o seu trabalho. Que você seja feliz. Que você esteja em paz. Que você viva com alegria, dignidade e respeito. 

Que suas reclamações levem a muitas soluções.



sábado, 24 de junho de 2017

Como você é de fato?

Érima de Andrade

As pessoas lhe conhecem de verdade?
Você se conhece?

Com alguma frequência ouço uma música que diz “sua raridade não está naquilo que você possui ou que sabe fazer”. E conheço muita gente que se assusta com essa informação: você não é o que possui, nem o que sabe fazer. E se assustam, porque não sabem estar na vida sem seu talento, nem seus bens.

Talento é maravilhoso, mas não é você. O que você faz com o talento que possui é que diz quem você é. Se o seu talento é acolher pessoas, ótimo. Possivelmente as pessoas ficam agradecidas com isso. Mas você é, de fato, o que sente e o que pensa quando faz isso, quando, nesse exemplo, acolhe alguém.

Se ao acolher você se sente superior, você não é caridoso, é orgulhoso. Se além de se sentir orgulhoso, você ainda avalia e critica a maneira como a pessoa está, como se veste, como chegou até você, você é desdenhoso também. Ou seja, o que à primeira vista parece uma boa ação, é carregada de uma energia tão negativa, que não acolhe verdadeiramente, é apenas uma representação. Você parece acolher, mas o que faz é desdenhar e desmerecer quem chega. Bem triste não é?

Talvez, você que está lendo esse texto, se reconheça no exemplo. E tudo bem. Consciência é mesmo o primeiro passo para qualquer mudança. O segundo passo é a intenção de mudar. Então responda: você quer mudar? O terceiro é colocar em prática essa intenção.

Pode ser que você viva entre pessoas que só destacam o lado ruim de tudo, e que tenha aprendido a ser assim desde muito pequeno. E está tudo certo. Fomos mesmo educados olhando o erro, o pior, o que não funciona.

Por amor, chamavam nossa atenção ao que estava errado. Era uma maneira de tomar consciência e consertar. E, muitas vezes, o certo não merecia uma única palavra. Era o que era possível, e acredite, quem lhe tratava assim, fazia o seu melhor.

Mas ao tomar consciência dessa maneira de ver a vida, você pode mudar. Um bom exercício é dar “tratos à bola”, como dizia minha avó. Ou seja, é pensar, vasculhar suas lembranças, procurar internamente ao menos uma positividade para cada coisa negativa que você destacar.

Funciona assim: se pegou reclamando do seu chefe. Ok. Agora pare e pense, ele não é seu chefe à toa. Ele tem qualidades, por isso é chefe. E procure as qualidades que você está deixando passar. Busque pontos de afinidades, talentos, méritos. Não precisa falar para ele, o exercício é de apenas mudar o seu olhar sobre ele. E com isso, mudar sua vida para melhor.

E faça assim com tudo que você destacar como negativo nas pessoas, nos lugares, no clima e etc.. Você vai se surpreender com o tanto de coisa boa que você deixou passar sem notar. Está tudo aí, o bom e o ruim. Sempre esteve. A você cabe escolher onde colocar o seu foco. 

Se nesse momento da vida você está educando uma criança e ficou confusa essa explicação, vou detalhar melhor. É claro que é sim para mostrar o que deu errado. Só assim você vai dar a oportunidade dela acertar numa próxima tentativa. O seu exercício, nesse caso, é ficar atento para elogiar também o que deu certo.

Já se deu conta de quantos “não” você diz a uma criança no processo de educação? Não mexa nisso, não pule aí, não abra aquilo... E está certo. Ela não tem noção de segurança, precisa mesmo ser alertada para não se colocar em risco. Nesse caso, seu exercício será dizer, pelo menos, dois “sim” para cada “não” que você disser.

Mais ou menos assim: “não mexa nisso (seria bom explicar porque não mexer, mesmo que você ache que ela ainda não tem idade para entender). Mas olhe, aqui e ali você pode mexer sem problemas.” Um “não” e dois “sim”. Não é difícil, e só colocar atenção ao que está fazendo. 


Também não vai ser de uma hora para outra que você vai conseguir. É uma prática diária. Pratique até que se torne um hábito, que sem esforço você veja o lado bom, o melhor das situações, a melhor versão das pessoas. Você precisará escolher diariamente colocar sua atenção no melhor, só assim se tornará um hábito.

Explica Prem Baba: “Nosso destino é desenhado a partir dos nossos pensamentos, palavras e ações. Pensamentos, palavras e ações são como pedras que podem construir e edificar, assim como podem destruir, soterrar e matar. Eles podem nos aproximar ou nos afastar da auto realização. Então, se pudermos conduzir nossos pensamentos, palavras e ações de forma consciente, seremos capazes de construir uma vida melhor. Caso contrário, seremos levados por impulsos inconscientes e destrutivos. Para isso, precisamos desenvolver a qualidade da presença, que é a capacidade de colocar-se total na ação. É estar em estado de atenção plena a cada movimento e atitude.”

Estando presente você pode apreciar a riqueza da sua condição atual, e deixar a alegria tomar conta da sua vida. A alegria vai lhe salvar da melancolia, do mau humor, da desesperança. Vai lhe salvar de focar no pior. Alegria e apreciação, observar a emoção da alegria e apreciar seu momento, é um bom caminho para sua mudança.

Gustavo Gitti explica: “Se eu me alegro apenas com os eventos da minha vida, fico feliz a cada seis meses, com sorte. Porém, se me alegro com as alegrias dos outros, é difícil não me sentir nutrido todos os dias. A alegria não vem de coisas, mas da capacidade de se alegrar com qualquer coisa."

Você tem um belo caminho para se tornar sua melhor versão de si mesmo:
observar suas emoções, alegrar-se com a alegria dos outros, e apreciar a riqueza da sua condição atual. A mim só cabe indicar caminhos. A você cabe a escolha de percorre-los.

"Agora é o seu mais belo momento de realizar o bem. Ontem passou e amanhã está por vir.
Qualquer encontro é uma grande oportunidade. Pense nas sementes minúsculas de que a floresta nasceu. Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir. Quem sabe escutar pacientemente, encontra pistas notáveis para o êxito no serviço que abraçou. Fuja de cultivar conversações menos dignas. O interlocutor terá vindo buscar o seu respeito a Deus e à vida, a fim de equilibra-se. Não dê tempo as lamentações. Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo, muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos. Não mostre um rosto triste. Muita gente precisa da sua alegria para levar alegria aos outros. Não menospreze quem bate à porta, conquanto esteja você disponível. Em muitas ocasiões, aquele que aparentemente incomoda é o portador de grande auxílio. A ninguém considere inútil ou fraco. Um palácio, comumente, é a construção enorme; no entanto, nem sempre oferece agasalho ou acesso, sem a colaboração de uma chave. Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias. Em muitos casos, um simples prego, atacando uma roda, pode retardar a viagem num carro perfeito. Auxilie a todas as criaturas que lhe partilham o clima individual. Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria mais avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo: você pode sorrir." André Luiz

E se você ainda precisa de estímulos para cultivar o seu melhor, veja essa bela experiência:


Desejo que você se descubra identificado com o amor e a alegria de cada momento.

domingo, 18 de junho de 2017

São planos ou expectativas?

Érima de Andrade

Sim, porque são diferentes.
Quando você traça um plano, você lista as providências, medidas e etapas que tem que percorrer para atingir um objetivo. 

É ótimo fazer planos, eles dão a direção para que seu objetivo seja alcançado. E tanto faz o objetivo que você escolheu, estudar, se conhecer, iniciar uma atividade, mudar o estilo de vida. Tendo claro onde quer chegar, e as etapas necessárias para que isso aconteça, mesmo que ocorram obstáculos, você chegará lá.

Expectativa é mais que um estado de quem espera por algo ou alguém. Embora possa ser usada nesse sentido também. Mas a expectativa que eu me refiro, tem uma tensão, uma ansiedade. É um desejo intenso por alguma coisa, uma espera baseada em probabilidades, pressupostos ou promessas de que algo aconteça. E aí, você deixa de ser o dono da ação, fica na expectativa.

E nesse ponto a história se complica. Você tem um sonho, claro que vai criar uma expectativa de vê-lo realizado. É ótimo quando você consegue ver como quer estar daqui a cinco anos e usa essa expectativa como entusiasmo para se planejar e correr atrás do seu objetivo.

Criar expectativa é muito bom quando a expectativa tem formato de fé, de acreditar em si mesmo, de esperança, de correr atrás do que deseja com amor e paciência, de entrar em sintonia com a vibração daquilo que você quer alcançar.

Acreditar em si mesmo, sintonizar com sua melhor parte para ultrapassar cada etapa com amor, respeito e paciência, pois a realização do seu objetivo pode não ser no tempo do seu desejo, esse é um bom caminho.

Um mau caminho é esperar que tudo aconteça exatamente como você planejou. É criar uma expectativa em forma de ansiedade, de querer que as coisas aconteçam do seu jeito e não aceitar de qualquer outra forma. De querer a perfeição e nada menos do que isso. Hum... problemas à vista se sua expectativa é essa.

Ninguém é perfeito. Todos temos insucessos, fracassos e fases de mediocridade. É um traço comum da nossa humanidade, somos imperfeitos.

A fórmula para o sucesso passa necessariamente pela aceitação da vida e do que ela traz a cada momento. Quanto mais brigamos com a realidade, menor é nossa capacidade de alterá-la.

Você será sempre o ponto de partida dos seus planos, por isso o autoconhecimento é tão importante. Para traçar planos possíveis de serem realizados, você precisa saber quem você é, quais as suas habilidades, quais suas limitações, o que você sente e pensa diante das situações fora da sua zona de conforto, porque elas vão acontecer.

Querer que as coisas aconteçam exatamente do seu jeito não é planejamento, é controle. Significa que você não reconhece que existe um momento certo para tudo, e que isto está além da sua possibilidade de determinação e controle.

E é essa tentativa de controle que torna a expectativa uma ansiedade tensa, um gasto energético sem tamanho, um sofrimento desnecessário.

Com determinação, de coração aberto, com bondade, respeito e a dignidade que lhe for possível, você estará pronto para abraçar com positividade as oportunidades que a vida oferece. Estará pronto para alcançar seus objetivos.

É importante deixar claro que você pode ser cuidadoso sem a tensão da preocupação e do medo. Sem dúvida, um pouco de preocupação, além de relevante, é saudável para todas as pessoas. Aliás, todos os sentimentos na dose certa e no momento oportuno são bons. O problema acontece quando exageramos e perdemos completamente o equilíbrio, e com ele a capacidade de tomar decisões pertinentes.

Sonhar é bom, mas é preciso ancorar a consciência no presente. É preciso contemplar o que a vida nos traz e como estamos respondendo a ela. Feridas do passado, ou antecipação do futuro, não são boas conselheiras para tomadas de decisão no agora.

Lembre-se, nada é positivo ou negativo por si mesmo, nem a expectativa. O que você faz com o que lhe acontece é que torna algo positivo ou negativo.

“Eu prefiro acreditar, ter fé, sonhar, imaginar e correr atrás daquilo que eu quero com a expectativa de que vou realizar do que viver me protegendo da possibilidade de ficar frustrada e nunca buscar nada, nem sonhar. Eu prefiro me jogar no presente e ao mesmo tempo me permitir o prazer de sonhar e acreditar no amanhã do que reprimir os meus desejos e vontades por medo de uma possível decepção. De uma forma ou de outra estamos imaginando o futuro, sem a menor certeza do que virá. Já que é pra imaginar o futuro, que seja de forma gostosa, positiva e do jeito que a gente quer!Stephanie Gomes

domingo, 11 de junho de 2017

Tempo externo, tempo interno, tempo pessoal

Érima de Andrade

Tempo é o assunto da semana. De fato,
cada um tem um tempo de digerir acontecimentos, emoções, mudanças. E está tudo bem. É o tempo que você precisa e ele é pessoal, ponto.

Estou chamando de tempo pessoal o tempo necessário para cair a ficha, para entender o que está acontecendo, para reconhecer seus sentimentos, para que as informações ouvidas façam sentido, para que você possa digerir tudo o que está vivendo.
Seu tempo pessoal. Mesmo que muitos vivam situações similares, cada pessoa terá seu próprio tempo de processamento do seu momento de vida, terá seu próprio tempo pessoal.

O tempo pode ser objetivo e subjetivo. Nós, humanos, observamos os ciclos da natureza, amanhecer e anoitecer, as estações, as gestações, o desenvolvimento, o envelhecimento, e
criamos maneiras de mensurar essa passagem de tempo, de medir esses movimentos da vida.

Chamamos essa mensuração de tempo objetivo, ou tempo externo, aquele que pode ser marcado e medido. É o tempo do mundo, da natureza, das árvores, dos compromissos, relógios e calendários.
É um tempo público e verificável. Pode ser medido e todos concordarão com essa medição.

O tempo subjetivo, ou interno, é o
tempo de amadurecimento, tempo necessário para compreender, assimilar, aprender, se organizar, e as vezes, se conformar. É tempo das experiências mentais, dos eventos da consciência, e envolve percepções, imaginação, recordações.

Tempo subjetivo é o tempo interno, privado e variável.
É o tempo que você estima para um determinado evento ou intervalo. É algo baseado na sua interpretação individual, e pode não ser válido para todos.

O tempo objetivo nos permite situar um evento, marcar um horário para uma consulta, agendar um encontro,
atuar no mundo externo. Mas é no tempo subjetivo que vamos vivenciar e conhecer a relação entre esses acontecimentos e o que se passa em nosso mundo interior.

Os nossos sentidos, e a nossa tradição cultural, introjetaram a
noção de tempo como um fluxo continuo seguindo em uma única direção, do passado ao futuro, do antes ao depois. Mas internamente não é assim que funciona. Não é linear e exato como o de um relógio.

O tempo interno tem sequências. Os eventos seguem ou antecedem um ao outro, mas
não é possível cronometra-los. Não tem como medir o tempo interno pelo tempo do mundo.

É bem comum que o tempo que passa no relógio não seja o mesmo que passa dentro da você. E também é comum não seguir um calendário ao recordar eventos marcantes e significativos.
Memórias e sentimentos são subjetivos, nosso tempo interno também é.

O tempo objetivo é o tempo do relógio, onde 1 hora será sempre 60 minutos e 1 minuto é sempre 60 segundos. Mas no tempo interno, que é seu, individual e intransferível, seus sentimentos marcam um tempo totalmente subjetivo. Cada minuto pode não ser mais de 60 segundos, pode parecer 10 segundos ou 10 horas, depende do que você estiver vivendo.

De modo geral, sentimos que o tempo acelera em situações prazerosas, e quase para em situações desagradáveis. E dependendo do que você viveu, na sua memória os fatos podem estar totalmente fora da ordem cronológica.

Seu tempo pessoal é mais que o tempo interno ou subjetivo. É o tempo de construção da sua identidade, um tempo para ressoar dentro tudo o que viveu. É o tempo de 
construção da pessoa que você se tornou com tudo que aprendeu, ou com tudo que a sua alma relembrou. O tempo pessoal a gente cria, e num espaço de tempo tão curto quanto um segundo, você pode escolher mudar tudo.

Você pode estar consciente dos tempos interno e externo ao mesmo tempo. Mas o importante é você saber que, além do tempo do relógio, você precisa de um tempo pessoal para se reorganizar após experiências e aprendizados. Pode ser que, nesse momento, para você, o relógio ande rápido, e seus sentimentos, pensamentos e comportamentos precisem de mais tempo para se manifestar.

Respeite essa percepção de estar vivendo em dois tempos diferentes. Respeite seus ritmos interno e de vida. Respeite seu tempo e o tempo de cada um.

Mudanças, por escolha, ou por imposição da vida, exigem tempo para pôr ordem no corpo e nas emoções, para reaprender a viver e conviver nessa nova realidade.
Não existe um padrão comum de comportamento após uma mudança. Cada um tem seu tempo de desconstruir o antes para construir o agora. O tempo desse processo é pessoal, individual e relativo.

Para você pode ser rápido, mesmo que para os de fora, pareça que demorou. É o seu tempo, o tempo necessário para que você acomode dentro as histórias vividas antes, durante e depois de cada virada que a vida dá. Respeite-se e respeite. O tempo pessoal é isso mesmo, pessoal e único. É pessoal e interno, mas nem por isso você precisa estar sozinho.

Se você precisar expressar emoções e sentimentos provocados por mudanças, e não sabe como, busque ajuda. Amigos podem lhe ouvir, e um profissional pode ajudar a mudar a perspectiva dos fatos, permitindo uma ressignificação do ocorrido, abrindo espaço para a compreensão, aceitação e, quem sabe, para a confiança, o perdão e a gratidão pelo aprendizado.

Ressignificar pode curar um pouco mais o que ainda lhe dói, pode ajudar a aceitar a vida e o que ela traz a cada momento, pode abrir um espaço em você para que o seu melhor se manifeste.

Ressignificar não muda o que aconteceu. Muda sua maneira de lidar com o que aconteceu. No seu tempo, no seu ritmo, dentro da sua possibilidade. 

                                                                                                                                                                                                             

domingo, 4 de junho de 2017

Troque intolerância por respeito.

Érima de Andrade

Esse é o caminho de bem conviver
, respeito pelo outro. Pelo que o outro é, pelo que o outro acredita, pelo que o outro escolhe.

Respeito é a atitude de aceitar as diferenças entre as pessoas.
Com respeito é possível conviver sem conflitos com todos os seus contatos, mesmo aqueles que não foram uma escolha sua.

Respeito é a melhor maneira de demonstrar que você aceita o direito do outro de ser quem escolheu ser, aceita a sua individualidade, aceita sua totalidade como a pessoa que é, e não como você gostaria que ela fosse.

Respeito significa aceitar o outro mesmo quando não concorda com suas escolhas, decisões, opiniões ou comportamentos. E se for o caso, você sempre pode, respeitosamente, expressar sua opinião, mostrando o seu ponto de vista diferente.

Em qualquer fase da sua vida, você pode escolher se educar para respeitar diferenças. Repito, você pode se educar para ter respeito em qualquer fase que esteja na vida.

Se não sabe como, comece considerando que a sua maneira de ser é apenas uma possibilidade entre muitas outras. Porque é só isso, uma entre muitas possibilidades.

É muito difícil respeitar quando você supõe que a sua postura é a única possível, quando tem certeza absoluta que sua verdade é única, 
quando você quer ter razão a qualquer custo.

Então faça esse exercício, se pergunte: o outro está mesmo errado ou apenas é diferente da minha maneira de ser, agir, pensar, sentir? Ao se abrir para a descoberta de outras maneiras de estar no mundo, você contribui para aumentar o respeito num momento que ele tem nos feito tanta falta.

Para essa postagem separei 3 títulos de matérias jornalísticas que me assustaram e acenderam em mim um alerta do tipo "precisamos falar disso". Muito!

E como, ainda bem, já tem bastante gente falando a respeito, separei junto um cordel maravilhoso do Bráulio Bessa que ajuda a pensar sobre intolerância.


Estudo mostra raio-x da intolerância nas redes sociais do Brasil
- Expressões como cabelo ruim, gordo, vagabundo, retardado mental, boiola, malcomida, golpista, velho e nega predominam nas palavras encontradas

Boicote a “Mulher-Maravilha” – Líbano bane exibição de “Mulher-Maravilha” em função da protagonista Gal Gadot, que é israelense. 

Intolerância contra professores - Saiba por que educadores sofrem censura de pais e alunos.

Bráulio Bessa faz cordel sobre intolerância – Programa Encontro com Fátima Bernardes




"Será mesmo que o respeito
anda mesmo em desuso?
Pra mim soa tão confuso
Essa tal necessidade 
de alguém que é diferente
enfrentar um mar de gente
lutando por igualdade.

E talvez essa igualdade
Essa tal pluralidade
seja a mais pura vontade
de viver a liberdade.

De ser só o que se é.
De ser homem, ser mulher. 
de ser quem você quiser. 
de ser alguém de verdade.

Seja transparente! 
Seja simplesmente gente.
Mesmo que alguém lhe julgue diferente!
Mesmo que você mesmo se julgue diferente!
Eu reforço: Seja gente! Urgente! 

Há quem nasceu pra julgar.
Há quem nasceu pra amar.
e é tão simples entender em qual lado a gente está.

E o lado certo é amar.
Amar para respeitar!
Amar para tolerar!
Amar pra compreender
que ninguém tem o dever
de ser igual a você.

O amor é a própria cura
remédio pra qualquer mal
cura o amado e quem ama
o diferente e o igual
talvez seja essa a verdade:
É pela anormalidade
que todo amor é normal.

A minha simples poesia
tem o poder de alertar:
Se você quiser respeito
aprenda a respeitar
Seja mais inteligente
pois pra alguém diferente
o diferente é você 
ninguém no mundo é igual
normal é ser anormal
Não é difícil entender.

Entender que nós estamos
percorrendo a mesma estrada
pretos, brancos, coloridos 
em uma só caminhada 
não carece divisão 
por raça, religião 
nem por sotaque, Oxente.
seja homem ou mulher
você só é o que é
por também ser diferente.

Seja menos preconceito! 
Seja mais amor no peito!
Seja amor, seja muito amor
E se mesmo assim for difícil ser
não precisa ser perfeito
se não der pra ser amor
seja pelo menos RESPEITO!" Bráulio Bessa

Respeito, use sem moderação.