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domingo, 29 de abril de 2018

Indo para...

Érima de Andrade

(Ilustração Enrico Batalha)

Eu conheço muita gente assim, vê com clareza o caminho levando para o tombo, para o buraco, para o pé na jaca, e não se sente capaz de criar alternativa.

Tenho uma prima que está passando por isso,
se vê a caminho dos sintomas físicos e emocionais provocado por estresse, mas não consegue mudar a rota.

O motivo de não mudar o caminho, quase sempre são os outros: marido, filhos, mãe, trabalho, gatos, cachorro; que ocupam todo o tempo que poderia ser usado para sua qualidade de vida.

E não é só começar uma atividade física com dia e hora marcados. Ela também se sente incapaz de começar a ler um livro que a deixou curiosa, pois "não sobra tempo."

Não, não são crianças recém nascidas, e não, a mãe tem dificuldades físicas, mas tem autonomia e independência. Todos podem se virar sozinhos enquanto ela cuida de si.

Mas é ela, as escolhas dela, que a colocaram nesse caminho.

Sim, escolhas. Tempo é totalmente questão de preferência. Ela, e todo mundo, tem autonomia para escolher como preencher o seu tempo, como vai usá-lo, como vai desfrutá-lo melhor. Basta se empoderar dessa autonomia.

Minha prima é meditante há anos. Mas se embarreirou de tal maneira, que não atingiu, ainda, os benefícios da meditação.

Claro que separar um momento para sentar em silencio, observando sua respiração, estando presente para você, no aqui e agora, e ótimo. E sim, traz benefícios.

Mas a prática diária da meditação tem o objetivo de levar a meditação para todos os momentos da sua vida diária, em vez de ser restrita aquele momento determinado na sua vida diária.

Se você está presente no seu trabalho, você faz escolhas melhores. Se você está presente o dia todo para você, você está em meditação na sua vida diária. Se está presente para você nos seus relacionamentos, consegue, com clareza,  combinar, conversar, ouvir a fala do outro.  E uma comunicação clara é a melhor fonte de entendimentos.

Acredite, nós sofremos basicamente por falhas na comunicação. A gente acha que sabe o que o outro vai fazer, deduz a escolha que ele fará, sabe qual é a opinião dele em todos os assuntos, e nem precisa conversar a respeito. E de pergunta em pergunta não feita, a barreira entre vocês se torna maior e mais larga. Se você está vivendo isso, é hora de construir pontes e derrubar essas barreiras. 


Ou, quando se der conta, não conseguirá mais fazer contato, estarão os dois presos nas certezas das suas suposições.

Tem saída? É claro que tem! Comece fazendo uma agenda deixando espaço, por escrito, para você.

E vá anotando ao longo da semana, todas as desculpas que inventou para não cumprir esse compromisso pessoal. 


Algumas pessoas leem as desculpas da semana e percebem, sem nenhuma dúvida, o que é preciso mudar. Outras precisam de ajuda para sair dessa auto-sabotagem.  E tudo bem.

Se for o seu caso, eu conto que muitos caminhos levam ao autoconhecimento. São caminhos de todos os tipos, para todos os gostos, em todos os lugares, com custos variáveis. Procure aquele que você sentir que é o melhor para você. 


Ou então, converse comigo. Quem sabe eu posso lhe ajudar?

Bora sair dessas rotas de colisão inspirado em Fernando Sabino?

“Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."Fernando Sabino


domingo, 8 de abril de 2018

Protagonista da Própria Vida

Érima de Andrade

É muito interessante observar as pessoas que simplesmente esquecem que elas são a prioridade principal da própria vida. Elas se abandonam, não se dão importância, colocam todos e tudo como centro da sua atenção e, nem percebem que fazem isso. Tem sempre alguém dizendo 
como elas devem viver e agir. E elas ouvem, simplesmente por medo de tomar decisões.

Ser protagonista da sua vida é essencial para que você não fique preso em um mundo que não é seu, em uma realidade que você não quis para si, num emaranhado de desejos dos outros que você não quer realizar. Ser o protagonista da sua vida é essencial para que você possa praticar a evolução constante, para que você seja dono do próprio destino, e dite cada ação que irá acontecer no futuro.

Muitos autores já escreveram listas com
dicas de como tornar sua jornada nesse planeta mais significativa. Quem sabe é tudo que alguém que se colocou a margem precisa, um mapa da mina?

Essas listas são para objetivos variados, se organizar para uma grande viagem, empreender, tornar as atividades físicas um hábito, só para citar alguns exemplos.
Mas tem pontos em comum que cabem perfeitamente no seu processo de autoconhecimento, e no seu caminho de se tornar protagonista da própria vida. Se você faz parte do grupo que se abandona, tomara que lhe ajude a descobrir seu valor e a caminhar em direção a sua felicidade. Vamos a lista:



Seja protagonista, e não só figurante - Estar junto de alguém é ótimo. Abrir mão da sua vida para ser figurante na vida do outro é péssimo. Então, vá estudar, aprender, evoluir, mas vá como protagonista. E quando encontrar um caminho na sua área de interesse, lembre-se, aprende mais quem participa mais. Não abra mão dessa oportunidade, participe. Assuma a responsabilidade por seu aprendizado, pelo caminho que quer trilhar. Seu interesse, seu caminho, sua dúvida, não espere que perguntem o que você quer saber. Tem dúvidas? Pergunte.  Precisa de ajuda? Busque. Não sabe por onde começar? Pesquise os eventos, aulas, palestras, cursos que tenham a ver com suas escolhas de vida. Coloque-se como principal e faça valer as suas escolhas de protagonista.

Faça uma poupança direcionada - Não tem como investir agora no seu crescimento pessoal? Faça uma poupança. De qualquer valor. Apenas mantenha o compromisso de depositar todos os meses o valor escolhido por você. Pode ser que você ainda não saiba qual seu melhor caminho, mas estar preparado para quando ele aparecer, vai fazer toda diferença.

Gere clareza -  Olhar com clareza o caminho que leva aos seus objetivos, faz com que você caminhe melhor. Mas isso só é possível se você sabe onde quer chegar. Se ainda não sabe seu objetivo, muito menos tem claro onde quer chegar, faz parte do seu trabalho agora, gerar clareza dos seus desejos. Observe-se, descubra o que lhe dá prazer, descubra com o quê, ou com quem, você gosta de trabalhar. É o seu trabalho, usando seus dons e talentos, que vai lhe colocar no caminho da felicidade. Perceba o que sente fazendo cada coisa que você faz atualmente. Abra-se para essa descoberta. Seu coração vai lhe mostrar o melhor caminho. 

Trabalhe no seu crescimento pessoal e profissional ao mesmo tempo - Seus dons e talentos são seu caminho para uma vida com mais significado.
Aprender uma técnica é ótimo, mas ela só será, de fato, motivo de felicidade, se você colocar o seu crescimento pessoal junto com seu crescimento profissional. Conhecer a si mesmo é um passo essencial para tomar as rédeas da sua vida. Reflita sobre quem é você, seus gostos, qualidades, defeitos, ambições, habilidades, competências. 
Sabendo quem você é, do que gosta, do que não gosta, você pode escolher, com clareza, onde usar seus dons e talentos.  Ter um salário bom é ótimo. Estar infeliz no trabalho é péssimo. Por isso você precisa se conhecer. Sua vontade de crescer como pessoa, precisa estar junto do seu desejo de crescimento profissional. O seu negócio, seu trabalho, seu caminho profissional só crescerão se você crescer junto. Pense a respeito.

Pare de dar desculpas - Se você quer algo, faça acontecer. Voltando ao primeiro item,
seja protagonista da sua vida, e priorize suas metas. Em vez de ficar se escondendo atrás dos porquês de não fazer isso ou aquilo, comece a criar maneiras de como fazer isso ou aquilo. É sua a escolha. 


Faça uma lista ou crie seu quadro de visualizações - Uma lista de metas, ou um quadro com imagens daquilo que você deseja fazer, funciona muito bem. Muitas pesquisas mostram que colocar suas metas no papel ajuda a concretizá-las. Coloque-as onde possa ver, ou ler, sempre.
É uma maneira de lembrar esse compromisso que assumiu com você. Importante, coloque datas para alcançar cada uma das metas escritas ou visualizadas. Sem data é apenas sonho. E objetivos são sonhos com datas para se realizarem. Vamos?

Consistência é a chave dos resultados - Fazer hoje, pular amanhã. Fazer de novo, pular dois dias. Dar um tempo e não fazer por uma semana… não, né?
Se você quer, crie rotinas para fazer sempre. Paciência, persistência e prática, os três “p’s” da consistência da sua caminhada.


Abra caminho para o novo - Você quer novidades, energias novas na sua vida? Que tal dar uma olhada na sua casa, no seu local de trabalho, nas situações que você vive com mais frequência, e se desfazer de tudo que não lhe serve mais?
Abra espaço para o novo se livrando de tudo aquilo que não é essencial na sua vida. Doe ou venda aquelas coisas que você já não usa faz tempo. Tem muitos sites que você pode se inscrever para fazer sua energia circular vendendo suas coisas que não tem mais função para você. Além de melhorar a energia levando felicidade para quem vai comprar, você ainda ganha um dinheiro extra para sua poupança de investimento em você. Libere espaço para que a energia flua melhor na sua vida. Pode ser também fazendo trabalhos voluntários, eles são ótimos para movimentar as energias paradas. E para mostrar mais positividade aos seres humanos, espalhando seu amor para o mundo. Nosso planeta é lindo, entre nessa corrente de ver as energias circulando e o melhor se manifestando.

Seja grato pelas suas conquistas -
Seja grato pelo que já conquistou; energia da abundância, em vez de frustrado pelo que ainda falta conquistar; energia da escassez. Quando geramos sentimentos de gratidão em nossos pensamentos, ativamos o sistema de recompensa do cérebro. Esse sistema é responsável pela nossas sensações de prazer e bem estar. Com que olhar você tem visto a sua vida? Pela abundância ou pela escassez?

Vá atrás do seu próximo nível - Mesmo com todos os avanços conquistados, não pare de buscar. Não entre na energia de “agora eu já sou foda e já sei tudo”, essa energia que gera escassez.
Todos nós temos sempre um próximo nível na nossa frente. Se ainda estamos vivos, nesse planeta, é porque ainda tem algo a ser aprendido. Qual é o seu próximo nível? Qual o seu próximo passo? Qual a sua próxima conquista?


Ser protagonista da sua vida não é uma tarefa fácil, mas, tenha em mente sempre, que ser dono da sua vida é algo insubstituível.

Bora começar?

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Reforma Íntima

Érima de Andrade

Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, propôs 20 exercícios para ajudar na sua reforma íntima, e tornar melhor sua experiência nesse mundo. 
O caminho para se tornar sua melhor versão, passa pela sua reforma íntima. Como se tornar uma pessoa melhor é o objetivo de quase todas as pessoas, e se você é uma delas, vale colocar algumas dessas sugestões em prática no seu dia a dia. Vamos a elas:

“1. Executar alegremente as próprias obrigações.” - Sim, você tem obrigações. Tem deveres que precisa executar todos os dias para sua higiene, alimentação e saúde, por exemplo. É o custo de se manter com qualidade de vida. Em vez de reclamar de tudo que precisa fazer, lembre-se dos motivos de fazer o que está fazendo. Descubra o valor dessa sua tarefa, e permita-se transformar seu sofrimento com suas obrigações, em alegria.

“2. Silenciar diante da ofensa.” - Se você não é, não se identifica, nem se reconhece no que falaram de você, então não precisa responder. Silencie. Se você é exatamente da maneira que falaram, também não precisa responder, é um reconhecimento, um fato. Se você não gosta dessa sua característica que foi descrita, cabe somente a você reformá-la.

“3. Esquecer o favor prestado.”
- Favor é o que você faz para alguém de graça, sem obrigação, por amor ao próximo. Fazer um favor, ajudar o outro esperando recompensa, não é um favor. É, na verdade, a sua maneira de se valorizar perante o outro, se colocar como melhor que ele, se vangloriar. Com certeza esse não é o caminho da sua melhor versão. Repense suas atitudes quando fizer um favor novamente.

“4. Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.” - Completa o item acima. Além de esquecer, de não cobrar por um favor, se você quer ser uma pessoa melhor, também não cobre dos seus amigos gentilezas que confirmem que você é querido. Se anda sentindo um vazio interno, que pede sinais externos de amor, preciso lhe informar que nenhum sinal, por mais explícito, maravilhoso, amoroso que seja, vai preencher esse seu buraco. Só a você cabe alimentar seu amor-próprio. Não coloque nos seus amigos essa obrigação.

“5. Emudecer a nossa agressividade.” - Agressividade é uma expressão da sua raiva. Raiva é o sentimento que dá limites, que diz ‘até aqui você pode, daqui em diante não pode mais.’ Mas nenhuma raiva autoriza sua agressividade, nem a sua violência. Você tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel, violento e agressivo. Emudeça, e vigie-se para não juntar mais raiva, para não explodir sem controle, para não voltar a ter motivos de ser agressivo.

“6. Não condenar as opiniões que divergem da nossa.” - Várias opiniões diferentes têm o poder de abrir nosso horizonte, de nos mostrar um mundo amplo de possibilidades. Ouça, se gostar, aplique na sua vida. Senão gostar, respeite quem escolheu viver, pensar, sentir, diferente de você.

“7. Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.” - Jogar conversa fora é bom, mas só é bom quando é aquela conversa que flui bem, sem assunto pré-definido, sem tensões, sem uma agenda de discussões a ser cumprida. Senão é com alguém próximo, ou íntimo, a sua conversa, para quê perguntar coisas que não afetam em nada a sua vida? Para quê fazer perguntas que constrangem quem é perguntado? Esteja a aberto para ouvir o outro em qualquer conversa que acontecer, mas foque no melhor do outro, no que ele lhe acrescenta de bom, nas possibilidades de aprendizado mútuo.

“8. Repetir informações e ensinamentos sem qualquer azedume.” - Se você está vivendo um momento de amargura, se anda azedo com a vida e com todo mundo, abstenha-se de repetir qualquer ensinamento, ou dar qualquer informação. Não é o momento, cuide antes de você. É muito ruim ir pedir uma orientação e a pessoa responder azeda, com cara fechada, sem nenhum interesse em, de fato, lhe explicar. Causa até constrangimento em seguir perguntando, mesmo quando ainda não entendemos. Todos temos momentos na vida mais azedos. Passa. Até lá, compartilhe apenas o que lhe deixa mais doce.

“9. Treinar a paciência constante.”
- Essa é uma das maiores lições que precisamos aprender nesse mundo, ter paciência, desenvolver a ciência da paz. E o mundo nos dá muitíssimas possibilidades de treinar essa lição. Aproveite.

“10. Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem biografar nossas dores.” - Se você se abriu para ouvir o outro, ouça-o com a sua mais amorosa atenção. O outro está lhe contando a dor dele, e como ela o afeta. Você não contribuí em nada se o interromper para falar das suas dores. Menos ainda, se comparar sua dor a dele. Dor não se compara, se sente. Precisa conversar? Procure alguém. Mas se lhe procurarem para conversar, apenas ouça.

“11. Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.” - Sem afetação é o grande exercício nesse item. Atitudes de “eu sou o máximo”, “olha como sou bom”, “tenho muitas habilidades especiais”, não o torna mais útil. Veja onde você pode ajudar, ser mais útil, em cada situação. Você pode ser mesmo poderoso nos seus talentos, mas pode ser que seja mais útil apenas sendo mais um elo na corrente humana formada para armazenar doações, por exemplo, do que usando todas as suas habilidades.

“12. Desculpar sem desculpar-se.” - Ao colocar-se na condição de quem erra, você consegue desculpá-lo. Essa é a proposta, primeiro desculpe o outro, suas faltas, falhas e erros. Olhe o outro e o desculpe. Depois volte-se para você, e desculpe-se também. A sua reforma íntima passa por se perdoar. Você também merece ter seu erro compreendido, aceito e perdoado. Você merece acabar com qualquer conflito interno que o encha de culpa. Desculpe-se, liberte-se dessa dor.

“13. Não dizer mal de ninguém. - Somos humanos, e nessa condição, imperfeitos. Estamos todos aprendendo e nos esforçando para melhorar. Erros acontecem, mas acertos também. Use os erros para aprender, e valorize os acertos que acontecerem. Falar mal, criticar, menosprezar, só cria ao seu redor uma energia de descontentamento e infelicidade. É esse o seu objetivo?

“14. Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.” - É isso. Somos seres sociais, vivemos em sociedade, comungamos várias experiências. Treine seu olhar para ver a melhor parte de quem está com você nessa jornada.

“15. Alegrar-se com a alegria dos outros.” - A vida não é uma competição onde você perde sempre que o outro ganha. A vida é energia, e você pode escolher sempre que frequência sintonizar. Escolha a alegria, escolha sintonizar com a alegria do outro, escolha valorizar o que provocou essa alegria. Permita que a alegria do outro eleve suas melhores vibrações.

“16. Não aborrecer quem trabalha.” - Se você não pode ajudar de maneira alguma, você, com certeza, pode não atrapalhar. Quem está trabalhando, agradece.

“17. Ajudar espontaneamente.”
- Ajudar quando pedem ajuda é muito bom. Mas ajudar antes que peçam ajuda, é muito melhor. Experimente.

“18. Respeitar o serviço alheio.”
- Respeitar é importar-se com o próximo. Coloque-se no lugar de quem prestou o serviço, e respeite. Vale em todas as situações, desde manter limpo o ambiente que alguém teve o trabalho de limpar, até 
estacionar o carro corretamente para não atrapalhar a vaga do próximo. Você pode até não gostar do serviço prestado, mas é fundamental manter o respeito para a boa vida em sociedade.

“19. Reduzir os problemas particulares.” - Todos temos problemas. Algumas vezes temos problemas realmente grandes. Mas na maioria das vezes, apenas aumentamos nossos contratempos como se eles fossem a maior tragédia da humanidade. Essa glamourização das suas dificuldades, não ajuda em nada a resolvê-las. Pense nisso antes de sair de novo por aí reclamando de tudo e todos.

“20. Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.” - Sim, você pode adoecer, pode ficar temporariamente enfermo e preso numa cama. Mas nem por isso precisa ser o ranzinza do lugar. Compreenda os processos do seu tratamento, treine sua paciência em cada etapa, e colabore para a sua recuperação cultivando positividade e amorosidade, para com você mesmo, e para com os outros. O amor é o caminho sempre.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

E se eu não fizer nada?

Érima de Andrade

Amo o perfume do manacá. Comprei uma muda, plantei no meu quintal. Ela cresceu, floresceu e segue muito bem, obrigada.

Na terra que veio com ela, veio junto a semente de uma outra planta, uma árvore, que não conheço. Eu sempre penso que, senão matar minha muda, eu não preciso arrancar.
Considero que é um presente e deixo nascer. E ela brotou, uma árvore de crescimento rápido. Tudo ia bem até que ela começou a ficar alta demais. Cresceu com aquela aparência de árvore de floresta fechada, alta com o tronco fino. Ai começou a criar problemas… um vento um pouco mais forte colocava em risco meu telhado.

Cortei a árvore. Uma poda drástica com a intenção de podá-la sempre que volte a ficar alta. Não preciso matá-la para proteger meu telhado.
Sabia que voltaria a brotar, então deixei apenas um metro de tronco. E me surpreendi com a “reação” dela. Além de começar a brotar no tronco, de todas as raízes também brotaram rebentos, ou seja, novas árvores. De uma árvore cortada parece que pode surgir uma nova floresta. E isso é sempre impressionante. 


Ela não morreu em nenhum momento, nem era essa a intenção, mas dá para dizer que voltou a vida. Os brotos anunciam que ela vai se regenerar. A natureza realmente se recompõe, é só dar espaço. 

Uma pesquisa rápida confirma que algumas árvores reagem à poda fazendo brotar novos rebentos da sua raiz. Algumas árvores têm a particularidade de emitir, a uma certa distância do tronco, novos rebentos a partir do seu sistema radicular, mas que progressivamente se libertam da raiz original para levar uma vida independente. Removê-los não mata as raízes e pode até estimular o surgimento de outros rebentos. 

Por mais que isso seja impressionante, aqui não é possível deixar seguir, a menos que eu queira matar a árvore-mãe, e não quero.
Os que nasceram aqui em casa, não tem distância suficiente do tronco para se tornar independentes sozinhos sem danificar a árvore-mãe. Posso até tentar fazer mudas deles, mas não posso deixar onde estão. Ou seja, nesse caso não dá para não fazer nada. 

“Devem-se arrancar ou deixar estar estas ramificações? A dúvida é comum a muitas pessoas”, afirma Ana Carvalho, engenheira agrária. Ela explica:“Os rebentos chamam-se rebentos ou ramos ladrões. Devem ser removidos, uma vez que retiram a força de crescimento do tronco principal. Eles podem ser retirados em qualquer época do ano sem prejuízos para a árvore principal”. 

(Cléo, Chica, o manacá e os rebentos.) 


Na sua vida também é assim, mesmo que pareça que tudo vai florescer bem, nem sempre é possível deixar como está. Se vários novos caminhos se abrem a sua frente, você precisa escolher um. Mesmo que todos os caminhos que se abriram para você sejam maravilhosos, você vai ter que eliminar todos os outros que não foram escolhidos.

Não dá para não fazer nada, você realmente precisa escolher uma das muitas possibilidades. Precisa escolher, por exemplo, se quer a árvore ou rebento. Ou que caminho você vai querer trilhar, o antigo ou o novo que se apresenta. Precisa escolher quais rebentos, ou caminhos, serão descartados, e virarão adubos, que fortalecerão a sua escolha. Nada se perde. Só de parar e avaliar atentamente cada caminho para escolher um deles, você aprende e alimenta sua escolha com mais tranquilidade, consciência e confiança. Senão escolher, você perde todas s possibilidades.

Se você se conhece pouco, se vive uma incerteza com relação a quem é e o que quer da vida, possivelmente você tem dificuldades de fazer escolhas. Essa dificuldade faz de você uma pessoa apegada, alguém que se torna incapaz de abrir mão de qualquer opção, deixando tão difícil a tomada de qualquer decisão.

Pessoas apegadas adiam, enrolam e postergam indefinidamente suas tomadas de decisão. Esquecem que ao não escolher também fizeram uma escolha, já que a vida continua e existem consequências. Há sim uma perda quando se faz escolhas, e pode gerar sofrimento, mas cabe a você continuar da melhor maneira possível.

“Apegos perturbam a mente e nos impedem de agir com liberdade”, explica a monja Coen.“É preciso ter consciência se você está se apegando demais à comida, a uma pessoa, a uma situação qualquer e isso está atrapalhando os seus relacionamentos. É preciso distinguir os benefícios. Se é gostoso e saboroso, mas fiquei presa numa teia e vai me causar mal, é hora de desapegar”, ensina.“Tudo que começa a causar muitos impedimentos para a vida, deixa de ser uma coisa boa, deve ser desapegado”, completa.

Para desapegar, é importante ir pelo caminho do meio, desapegando até mesmo do desapego obrigatório. “Possuo uma velha roupa de monja. Olho para ela e são tantas as memórias de um certo mosteiro que não largo a roupa”, reconhece a monja.

Desapegar não é abandonar tudo, é ter equilíbrio, é soltar o que lhe causa impedimentos, é ter disposição de encarar os novos ciclos quando se apresentarem. É possível ser desapegado e ter desejos de viver de maneira confortável nesse mundo. Apesar disso, garante a monja Coen, o desapego liberta.

Pessoas desapegadas são mais tranquilas nas suas escolhas, se conhecem melhor, conhecem sua essência e sabem que perder alguma coisa, ou se distanciar de alguém, não muda sua verdadeira natureza. Pessoas desapegadas fazem as escolhas com mais compreensão, vivem com mais harmonia, calma e receptividade, especialmente quando mudar o caminho não for uma opção sua.

Fazer escolhas certas é uma questão de saber o que você está procurando com o resultado da sua decisão. É confiar que continua se movendo em direção dos seus objetivos, se renovando, aprendendo e se tornando uma pessoa melhor.

“Não há caminho errado, mas sei que há caminhos que trazem menos felicidade porque são caminhos desconectados de nossa essência. Somos seres projetados para sermos felizes e a felicidade está onde a essência está.” Paula Quintão


E se eu não fizer nada? Nada muda. E os caminhos que se abriram, deixam de existir.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Consequências

Érima de Andrade

Carnaval bombando.
Os que gostam da festa estão na folia. Os que não gostam estão procurando séries, filmes, livros interessantes para aproveitarem esse tempo de folga. Ou não...

Se você faz parte do grupo que está procurando alguma coisa para assistir, na Netflix tem uma série que vale a pena, Grace e Frankie. É muito divertida, e,
para mim, uma alegoria ótima de como não é possível fugir das consequências das suas escolhas. 



A série conta a história de dois casais, Robert e Grace, Sol e Frankie. Os homens são amigos e sócios num escritório de advocacia. Por conta dessa amizade, compraram juntos uma casa na praia onde as duas famílias ficam juntas nos feriados, fins de semana e férias. Um dia avisam as esposas que precisam conversar. Marcam dia para essa conversa por se tratar de algo que mudaria a vida deles. As esposas têm certeza que vão anunciar a aposentadoria, e se preparam para isso.

As conversas acontecem separadamente, cada casal na sua própria casa, falando a mesma coisa, ou seja, o marido anunciando que tem um caso com o outro marido, e que eles decidiram se assumir para viver plenamente esse amor. É a partir disso que a série começa. 


Repito sempre no consultório que não aprendemos automaticamente com o que nos acontece. Precisamos escolher aprender com o que nos acontece. E a série, entre outras
coisas, mostra isso, como mesmo passando por situações intensas, elas só aprendem quando decidem olhar o que aconteceu, entender, integrar.

Ao longo dos episódios de Grace e Frankie descobrimos que cada uma, a sua maneira era infeliz no casamento, e fugia dessa realidade se drogando. Uma bebia e mergulhava no trabalho. A outra chapava com maconha para abrir canais sutis de inspiração e criatividade. Por melhores que fossem as intenções e os resultados, o que elas faziam mesmo era fugir. E se você não olha a sua realidade, você não pode modificá-la. Simples assim, tudo fica do mesmo jeito. 


A vida deu essa rasteira na dupla, o casamento, apesar de longo, não era sólido. E ao longo dos episódios vamos acompanhando as muitas confusões que provocavam por não agirem de acordo com o que acontece no momento, por não quererem lidar com o que acontecia, com a negação pura e simples. Até onde conseguiram, elas continuaram fugindo das consequências das suas escolhas. Fugiam, especialmente, de assumir a responsabilidade por não escolher.

É divertido, mas vamos nos divertindo com os maus humores e trapalhadas, com ironias, e muita negação do óbvio. Como alegoria é ótima! Como diversão também. Se você quiser, faz pensar, senão quiser, você apenas se diverte. 

       

Uma das personagens, numa das temporadas, se recusa a descer do salto, literal e emocionalmente. Gasta uma energia impressionante para negar um problema no joelho que acaba evoluindo para uma cirurgia reparadora. Até chegar nesse ponto, ela passou por disfarçar a dor com remédios, a subir e descer a escada que leva ao próprio quarto sentada nos degraus, a beber quando a dor estava insuportável e os remédios não faziam mais efeito, mas seguiu se recusando a pedir ajuda as pessoas, ou a usar a bengala sugerida pelo médico. 


A outra personagem se enrolou tanto nas mentiras que inventava tentando esconder sua desatenção, que, um belo dia, quando foi ao banco pegar um novo cartão da sua conta, teve o pedido recusado por estar morta no sistema. Consequência de fingir ser a sua irmã de luto por ela, para não ter que pagar por ter perdido, mais uma vez, a chave da sua caixa no correio. Essa informação foi parar no sistema do seguro social, e gerou baixa em todos os serviços, a deixando sem conta no banco, sem documentos, sem direitos. Morreu, oficialmente falando. 


Você só aprende com o que escolhe aprender. E elas escolheram continuar a negar os problemas que surgiam até que ficassem grandes demais para serem ignorados. E mesmo grande, você só aprende com eles se escolher aprender. Como não pode ignorar um problema que ficou enorme, você o resolve. Mas precisa escolher aprender com a situação. Precisa escolher não permitir de novo essa bola de neve. Precisa querer mudar o que levou você até esse ponto.


A série é mesmo bastante divertida. Uma alegoria que mostra que não adianta ser cada vez mais eficiente em fugir dos seus problemas, as consequências chegarão. E isso vale para a série e para vida. Vale para todas as vezes que você forçou a barra só mais um pouco sem dormir ("Tenho que entregar esse material amanhã sem falta."); ou forçou o carro que estava fazendo cada vez mais barulhos estranhos ("Não posso ver isso hoje, preciso do carro."); ou forçou o computador que vivia dando sinais de que ia falhar ("Assumi um compromisso, tenho um trabalho importante para entregar, não posso parar agora."). Sim, você não pode, não quer, não escolheu.

E apesar de você não ter escolhido parar quando percebeu os sinais de desgaste, você é obrigado a parar quando o corpo não responde mais, e precisa de um atendimento de emergência; ou quando seu carro parar de vez e precisar de um reboque para chegar numa oficina; ou quando precisar informar a sua cliente que não vai poder cumprir o prazo, porque o computador pifou de vez. Pois é, mesmo que negue todos os sinais, e se torne eficiente em fugir da realidade, as consequências chegarão. Você vai sim colher o que plantou. 


         

Na série a gente se diverte com situações assim, na vida a gente se desgasta com essas coisas. Consequências. Se você vê alguma coisa que precisa de cuidado, cuide. As consequências dos seus cuidados com você, e com os outros, pessoas, animais, coisas, são sempre melhores do que as consequências da sua negação. 


Aproveita o carnaval da maneira que achar melhor. Mas vai informado que tudo o que você fizer, ou deixar de fazer, vai ter consequências. Bom feriado para você!


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Síndrome de Fevereiro

Érima de Andrade

Fevereiro é um mês de exceção: é menor, tem carnaval, e na minha infância era o último mês das férias. Hoje não é mais assim, mas nossas aulas começavam em março.

Talvez por isso, por conta dessa memória infantil, algumas pessoas sentem uma urgência especial de
“aproveitar ao máximo” o mês de fevereiro, porque, afinal de contas, o ano vai começar, mesmo, depois do carnaval. E nem precisa estar de férias, alguns sentem assim, apenas por ser fevereiro. Uma angústia similar ao que se chama de “Síndrome do Fantástico”, que causa tristeza em quem ouve a música tema do programa, por ser o anúncio do fim do fim de semana. Se você vive esses sentimentos, é um sinal de que você precisa mudar alguma coisa na sua vida.

(Mais sobre a "Síndrome do Fantástico"-“Domingo à noite. Você ouve uma música acompanhada da voz de um tradicional locutor de TV. Ao mesmo tempo começa a sentir o estômago retorcer, as mãos suarem, a cabeça doer. Um mal-estar completo toma conta do seu corpo. Parabéns! Você foi contemplado com uma doença que atinge muito mais gente do que deveria: a “Síndrome do Fantástico”.
O problema: pensar que o domingo está quase no fim e, com isso, a segunda-feira está chegando e tudo vai recomeçar. Mas as consequências da “Síndrome do Fantástico” são mais catastróficas. A insatisfação te faz prestar menos atenção no que faz, porque sua cabeça fica tentando te distrair – porque o que está sendo feito não te agrada. A qualidade do seu trabalho cai e as pessoas todas pegam no seu pé e a sua insatisfação só aumenta. Você não se compromete mais com as atividades que deve cumprir. Sem comprometimento, acaba fazendo escolhas ruins – o que resulta em retrabalho, dificuldades e mais dor de cabeça, no sentido literal e também no figurado. E a “Síndrome do Fantástico” só faz crescer… Há, entretanto, cura para este mal.
Então, antes de cair de uma vez, que tal levantar a cabeça e olhar o que mais o mundo tem a oferecer? Ou ainda olhar para dentro de si e ver qual é o desejo mais premente de sua alma? O máximo que pode acontecer é ser feliz. Não é Fantástico?” Prof. Thiago Costa)


Aqui cabe ajudar essas pessoas com “Síndrome de Fevereiro”, perguntando: Por que ao longo do ano você não consegue se divertir? Que crença é essa que lhe faz sentir autorizado a se divertir apenas no mês do carnaval? O que faz você acreditar que não pode se divertir enquanto aprende, ou trabalha? Você é do tipo que acredita que só pode se divertir se houver recreio? Você separa um tempo na sua agenda para o seu recreio?

Aprendemos com a física quântica que tudo é energia e que cada vibração corresponde a um sentimento. Somos uma usina de energia, e vamos atrair sempre a mesma energia que estivermos vibrando.

Então, se você vibra uma crença que lhe diz que pessoas sérias trabalham sem se divertir, que divertimentos atrapalham crescimento, que o recreio da sua vida só pode acontecer em fevereiro, e se isso lhe deixa infeliz, está na hora de mudar sua vibração.

Somos seres vibracionais, e no mundo vibracional existem apenas duas vibrações, a positiva e a negativa. Nada em si é positivo ou negativo em essência, como essa vibração lhe afeta é que a torna positiva ou negativa.

Recebi um texto sobre isso, desconheço o autor, mas o texto diz que devemos prestar atenção em 7 itens que podem mudar nossa vibração: pensamentos, companhias, músicas, coisas que assistimos, ambiente, palavras e gratidão. Vamos entender:

1 – Pensamentos – Seus pensamentos emitem uma frequência, e é essa a frequência que voltará para você. Por isso é tão importante aprender a cultivar pensamentos positivos. Se você passa a maior parte do seu tempo alimentando pensamentos de raiva, tristeza, medo, desânimo, é isso que você receberá de volta. Coisas ruins acontecem com todos nós, mas podemos escolher olhar para tudo com positividade. Isso é, olhar o que acontece no momento e agir de acordo. Se, nesse momento, você sente raiva, reconheça e use-a para dar limites ao que lhe incomoda. Isso é agir com positividade. Se você apenas sente raiva, não faz nada a respeito, e passa o resto do seu dia ruminando essa situação, você está cultivando pensamentos negativos, e é isso que receberá de volta. Vale a pena?

2 – Companhias – é importante observar com quem você anda, quem lhe faz companhia a maior parte do tempo, e como essas pessoas vibram. As vibrações delas vão lhe influenciar, da mesma maneira que sua vibração as influenciará. Se você está sempre acompanhado de quem só reclama sem fazer nada para mudar, ou de quem vê tudo ao seu redor com pessimismo, a consequência será ter dificuldade para fazer a lei da atração vibracional funcionar a seu favor. Você não pode mudar ninguém, só a si mesmo. Então cuide de cultivar a sua vibração positiva para atrair companhias que colaborem com sua intenção de estar nesse mundo vibrando positivamente.

3 – Músicas - Músicas são a linguagem universal e são poderosíssimas. Elas afetam suas emoções, seus pensamentos, suas vibrações. Você atrai para sua vida exatamente aquilo que você vibra. Então selecione as músicas que quer ouvir, escolha as que vão lhe ajudar na vibração que você quer cultivar. De novo, nada é em si mesmo negativo ou positivo. Uma música agitada não é adequada para você se concentrar, mas é ótima para estimular sua atividade física. Se você faz caminhadas, perceba que ritmo de música faz seu exercício ser mais eficiente. Se você quer sentir abandono, tristeza, angústia, perceba que tipo de música é mais eficiente para essa vibração. Como você quiser, assim será.

4 - Coisas que você assiste – As músicas afetam você pela audição, as imagens afetam você pela visão. Ver sempre programas, filmes, peças, que falem de desgraças, mortes, traições, faz seu cérebro aceitar tudo isso como a única realidade, e libera uma química no seu corpo que afeta sua frequência vibracional. Sim, tem muita coisa ruim acontecendo no Brasil, em especial aqui no estado do Rio. Mas também tem muita coisa boa. Procure e achará imagens que lhe façam bem e que ajudam a elevar sua frequência.

5 - Ambiente – Ambiente aqui não se refere apenas ao meio ambiente, mas também ao ambiente da sua casa e do seu trabalho. Não tem como vibrar positivo num ambiente desorganizado, sujo, feio. Se para você é difícil participar de atividades que restaurem o meio ambiente, limpe rios e praias, salvem nascentes e florestas, com certeza, a sua casa você pode limpar e organizar. Cabe a você cuidar do seu ambiente, cuidar do que você já tem, com responsabilidade e carinho. Assim você vibra para o universo a mensagem de estar apto a receber muito mais.

6 - Palavras - “No principio Aquele que é a palavra já existia. A palavra já existia e a palavra era Deus. E por meio da palavra, Deus criou todas as coisas.”As palavras têm poder, não duvide disso. Sua frequência vibracional é afetada pelas palavras que você diz. Falar mal e reclamar vibra muito diferente de elogiar e incentivar. Fazer dramas e se vitimizar vibra muito diferente de olhar o que acontece no momento e agir de acordo. São escolhas de palavras. A mudança da sua vibração é de sua responsabilidade
, responsabilize-se por suas palavras e pelas vibrações que elas transmitem. 

7 – Gratidão – Torne um hábito agradecer por tudo que lhe acontece. A gratidão abre portas para que coisas boas aconteçam na sua vida. A gratidão afeta positivamente sua frequência vibracional. Agradeça por tudo, de bom e de ruim. Coisas ruins acontecem, e podemos aprender com elas. Agradeça. Coisas boas acontecem e confirmamos que estamos no caminho certo. Agradeça. Agradeça todas as suas experiências, seus aprendizados, suas vivências. Simplesmente agradeça e sinta sua vibração melhorar.

E eu acrescento o amor a essa lista. É o amor que dá sentido a vida, e faz com que todos os meses do ano sejam especiais, e não só o mês de fevereiro. É o amor que lhe ajuda a vibrar positivo e com isso se transformar na sua melhor versão.

Termino esse texto com essa história que recebi de uma amiga, que diz que exite um conto israelita, de um jovem que foi visitar um sábio conselheiro, e ouviu dele esse ensinamento:

“— Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento.
Amar é dedicação e entrega; amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é um exercício de jardinagem.
Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparado porque haverão pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda.
Simplesmente ame!

Sabes porquê?
Porque a inteligência, sem amor, te faz perverso;
A justiça, sem amor, te faz implacável;
A diplomacia, sem amor, te faz hipócrita;
O êxito, sem amor, te faz arrogante;
A riqueza, sem amor, te faz avarento;
A docilidade, sem amor te faz servil;
A pobreza, sem amor, te faz orgulhoso;
A beleza, sem amor, te faz ridículo;
A autoridade, sem amor, te faz tirano;
O trabalho, sem amor, te faz escravo;
A simplicidade, sem amor, te deprecia;
A política, sem amor, te deixa egoísta;
E a vida sem amor, não tem sentido.



domingo, 14 de janeiro de 2018

Vivendo na Matéria

Érima de Andrade

Somos todos um, e os mosquitos, o trânsito, as águas confirmam isso.
Não somos todos a mesma personalidade, somos todos o mesmo ambiente, as mesmas condições de tempo e trânsito, os mesmos problemas ambientais.

Mas também somos todos parte da solução. Se não cuidarmos dos focos dos mosquitos pensando em ser um com todos, não resolveremos problema algum. O mosquito não está interessado em saber se você está no seu quintal limpo, e ele nasceu no quintal ao lado cheio de depósitos interessantes para as larvas. Ele vai atrás de qualquer um, e de todos, inclusive de você.

Também não adianta dizer que na sua casa o lixo é bem descartado. Quando chove, a água ignora de onde veio o lixo. Ela vai se acumulando onde tem espaço. Pode ser na sua rua, no seu quintal, as vezes até dentro da sua casa. A água não quer saber se você fez a sua parte. Ela simplesmente ocupa os espaços necessários ao seu volume.

A solução é sempre coletiva, porque o problema é coletivo. Cada parte contém o todo, somos mesmo um com a vida ao nosso redor. Não tem como fugir disso.

Nós, aqui em Itaipu, somos todos da mesma comunidade, vivendo os mesmos transtornos. Atualmente somos uma comunidade que sofre com o caos do trânsito por conta de uma obra na estrada.

Não tem alternativas paralelas, não tem diferença entre tipos e modelos de carros, não tem nenhuma vantagem estar a pé, de bicicleta, de ônibus, de carro, de caminhão, nem de ambulância. Nada consegue ir mais rápido.

Uma e outra queixa direto na prefeitura, uma e outra conversa entre moradores, um e outro post na internet sobre a obra, e de eficiente, que consiga explicações, prazos, alternativas, não temos nada. Possivelmente porque não nos tornamos um com todos em busca de soluções e esclarecimentos, não agimos como um único indivíduo em busca de uma solução boa para todos.

Não tenho dúvidas que uma das nossas principais missões nesse planeta é aprender a lidar com o material, o físico, o meio ambiente. E temos muito que aprender.

Se no mundo espiritual conservamos pensamentos, sentimentos e crenças, é possível afirmar que, entender nosso corpo físico, cuidar dele, faz parte da nossa missão nesse planeta.

Entender o nosso corpo não é o mesmo que estudar anatomia, ou fisiologia. Entender é aprender os limites, possibilidades, reações, habilidades, necessidades.

De modo geral cuidamos muito mal do nosso corpo. Esse que é o nosso aspecto mais palpável e concreto. Quase todos somos inconsequentes nos cuidados com o corpo. Quase todos desconhecemos as consequências dos nossos cuidados, ou da nossa falta de cuidados.

Quantas pessoas você conhece que, um belo dia, se surpreendeu por estar acima do peso? Quantas só se deram conta quando se perceberam sem folego, fazendo esforço para se movimentar, se sentindo desconfortável nas próprias roupas?

E ninguém ganha peso de repente. Ganha gradativamente, através das pequenas escolhas de todo dia. Vai ganhando peso por deixar de pensar nas consequências dos pequenos excessos quase que diários.

Também é por não se perceber que muitos desidratam. Nem ao menos se dão conta das consequências de deixar de beber água. E, de repente, uma dor de cabeça mais persistente no fim do dia, um cansaço “inexplicado”, um ressecamento que não sabe de onde vem. Faltou água, faltou perceber que faltava água.

Também conheço pessoas que depois de um dia particularmente cansativo, não sabem o que fazer para relaxar, e garantir um sono de qualidade. E não sabem por nunca ter observado o que lhes faz bem, nem o que lhes relaxa na hora de dormir. Não se conhecem.

E atividade física? Você sabe que movimentos lhe dão prazer? Você já descobriu que atividades lhe dão prazer e satisfação, e de quebra, mantém seus músculos e articulações saudáveis?

Da maneira que eu vejo, somos mesmo muito inconsequentes com os cuidados com o corpo. E se não cuidamos bem dessa casa do nosso espírito, muito provavelmente também somos inconsequentes com nossa casa comum, o planeta.

É por pura inconsequência que não cuidamos do que descartamos. É por inconsequência que matamos nascentes, destruímos florestas, permitimos que os rios sejam assoreados, que sujamos matas, trilhas, praias, mares, oceanos.

Se viemos a esse planeta para aprender a lidar com a matéria, ainda temos um bom caminho pela frente até nos tornarmos uma humanidade melhor.

Como não dá para viver tudo numa vida só, aprender com a experiência do outro se torna fundamental. Estamos vivendo mesmo numa boa época de compartilhamentos de vivências e experiências.

Nunca tivemos tanta informação sobre alimentação, hidratação, higiene do sono, atividades físicas e soluções criativas para problemas comuns as pessoas e as cidades. Temos acesso ao que funciona e o que não funciona, para cada um, e em cada lugar. Podemos aprender com esses relatos.

Sou otimista. Acredito que muitos já despertaram para essa necessidade de pensar nas consequências de todas as escolhas, ações e atitudes. Muitos já perceberam que somos mesmo todos um.
 E que sendo um, seremos todos afetados pela falta d’água, pela poluição, pelos mosquitos, pelo trânsito...

Bora melhorar esse mundo!

domingo, 24 de dezembro de 2017

Que venha 2018!

Érima de Andrade

Penúltimo post do ano. No último farei uma retrospectiva do blog em 2017. Nesse post já vou falar de 2018. Mas sempre é tempo de desejar uma linda noite de natal! Boas festas aí! 
O despertar do amor foi o grande assunto na minha vida em 2017. Então vou começar lhe desejando tempo para fazer os reparos necessários no seu coração, antes que o ano acabe, para que o amor desperte plenamente em você em 2018. 


Aproveita o jantar, a ceia, os encontros de hoje, e limpe seu coração para o ano novo. Se prepare para viver com muito amor, e coração limpo, o ano novo que vai chegar.



Eu desejo que antes que chegue 2018, você possa realmente limpar seu coração de todas as mágoas que ainda restam desse ano que passou. Desejo que você perceba que não vale a pena virar o ano com essa água parada, essa má-água, essa mágoa, esse ressentimento, essa contaminação que impede os bons relacionamentos.



É isso que a mágoa tira de você, bons relacionamentos. Os relacionamentos contaminados não tem verdade, honestidade, transparência, cooperação. Você quer se relacionar sem nada disso nesse ano que vai começar? Se não, abra-se para dar, per-doar, doar o seu perdão para limpar suas relações e abrir caminho para receber a água nova da vida. Deixe entrar o ar novo, o ar do ano novo, a água nova e purificadora que permite um fluxo de vida livre de ressentimentos. Um ano novo livre da contaminação.



A gente cresce na relação com o outro. Ao longo do ano você pode ter se deparado com situações difíceis, obstáculos e limites. Você pode ter precisado abrir mão. Você pode ter se dado conta do tamanho de um problema. Você pode ter pedido ajuda por não dar conta sozinho. Coisas ruins realmente acontecem.

Mas também, com certeza, você pode perceber os bons resultados.
Você pode constatar muita coisa concreta e sólida que conquistou na sua vida nesse ano. Você pode viver encontros, reencontros, alegrias, amizades. 

Um dia pode ter sido muito difícil, mas houve outros com tudo de bom. Onde você vai colocar o seu foco nessa virada? No que deu errado, nas mágoas, ou no que deu certo e lhe trouxe felicidade?



Você pode escolher um novo e mais feliz ano. Suas escolhas fizeram o seu caminho nesse ano que passou, e agora você pode se abrir para novas escolhas, novos caminhos, novas possibilidades, novos desafios e novas responsabilidades. Você pode escolher ser feliz com o que lhe acontece todos os dias, pode escolher ter um feliz ano novo.



Eu acredito que o momento presente sempre tem tudo que precisamos para lidar com o que quer que seja. Acredito que sempre existe uma forma de aprender com tudo o que acontece. Acredito que o melhor sempre se manifesta, mesmo que a gente não sinta assim em cada situação. 

Mas olhar o que lhe acontece sabendo que é o melhor que pode lhe acontecer, ajuda a agradecer e a lidar seja com o que for. Assim a vida fica mais leve, amorosa e divertida. Agradeça, agradeça, agradeça.


Desejo que para além de um ano com pragmatismo, eficiência e dedicação, que você tenha bons encontros. Que você possa se organizar para trocar compromissos por encontros. Que possa verdadeiramente estar com o outro, nos eu-com-outro que a vida vai lhe oferecer.



Que você possa fazer as mudanças necessárias para a vida que deseja ter. Saiba que deixar de fazer o que fazia, é uma mudança; e passar a fazer o que não fazia antes, também é.

Permita-se dividir com suas pessoas queridas, tudo que lhe acontece. É muito bom poder compartilhar. Permita-se dividir coisas boas, conquistas, responsabilidades, dificuldades, sucessos, desafios, bons resultados.
Permita-se cultivar relacionamentos saudáveis, construtivos, estimulantes. 

Celebre, mesmo que discretamente, suas vitórias. Aprenda com suas derrotas. Faça do ano um ano novo permitindo que as sementes de um novo tempo, feliz e próspero, fecundem seu coração, sua mente, seu corpo, sua alma. 

“Assim é a vida.
Sempre outra, sempre a mesma.” José Maria Gomes Neto 
Que o amor lhe acompanhe sempre. 
Bem-vindo 2018 com suas bençãos! 

Obs: desconheço a autoria das imagens.