Mostrando postagens com marcador corpo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corpo. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de janeiro de 2018

Vivendo na Matéria

Érima de Andrade

Somos todos um, e os mosquitos, o trânsito, as águas confirmam isso.
Não somos todos a mesma personalidade, somos todos o mesmo ambiente, as mesmas condições de tempo e trânsito, os mesmos problemas ambientais.

Mas também somos todos parte da solução. Se não cuidarmos dos focos dos mosquitos pensando em ser um com todos, não resolveremos problema algum. O mosquito não está interessado em saber se você está no seu quintal limpo, e ele nasceu no quintal ao lado cheio de depósitos interessantes para as larvas. Ele vai atrás de qualquer um, e de todos, inclusive de você.

Também não adianta dizer que na sua casa o lixo é bem descartado. Quando chove, a água ignora de onde veio o lixo. Ela vai se acumulando onde tem espaço. Pode ser na sua rua, no seu quintal, as vezes até dentro da sua casa. A água não quer saber se você fez a sua parte. Ela simplesmente ocupa os espaços necessários ao seu volume.

A solução é sempre coletiva, porque o problema é coletivo. Cada parte contém o todo, somos mesmo um com a vida ao nosso redor. Não tem como fugir disso.

Nós, aqui em Itaipu, somos todos da mesma comunidade, vivendo os mesmos transtornos. Atualmente somos uma comunidade que sofre com o caos do trânsito por conta de uma obra na estrada.

Não tem alternativas paralelas, não tem diferença entre tipos e modelos de carros, não tem nenhuma vantagem estar a pé, de bicicleta, de ônibus, de carro, de caminhão, nem de ambulância. Nada consegue ir mais rápido.

Uma e outra queixa direto na prefeitura, uma e outra conversa entre moradores, um e outro post na internet sobre a obra, e de eficiente, que consiga explicações, prazos, alternativas, não temos nada. Possivelmente porque não nos tornamos um com todos em busca de soluções e esclarecimentos, não agimos como um único indivíduo em busca de uma solução boa para todos.

Não tenho dúvidas que uma das nossas principais missões nesse planeta é aprender a lidar com o material, o físico, o meio ambiente. E temos muito que aprender.

Se no mundo espiritual conservamos pensamentos, sentimentos e crenças, é possível afirmar que, entender nosso corpo físico, cuidar dele, faz parte da nossa missão nesse planeta.

Entender o nosso corpo não é o mesmo que estudar anatomia, ou fisiologia. Entender é aprender os limites, possibilidades, reações, habilidades, necessidades.

De modo geral cuidamos muito mal do nosso corpo. Esse que é o nosso aspecto mais palpável e concreto. Quase todos somos inconsequentes nos cuidados com o corpo. Quase todos desconhecemos as consequências dos nossos cuidados, ou da nossa falta de cuidados.

Quantas pessoas você conhece que, um belo dia, se surpreendeu por estar acima do peso? Quantas só se deram conta quando se perceberam sem folego, fazendo esforço para se movimentar, se sentindo desconfortável nas próprias roupas?

E ninguém ganha peso de repente. Ganha gradativamente, através das pequenas escolhas de todo dia. Vai ganhando peso por deixar de pensar nas consequências dos pequenos excessos quase que diários.

Também é por não se perceber que muitos desidratam. Nem ao menos se dão conta das consequências de deixar de beber água. E, de repente, uma dor de cabeça mais persistente no fim do dia, um cansaço “inexplicado”, um ressecamento que não sabe de onde vem. Faltou água, faltou perceber que faltava água.

Também conheço pessoas que depois de um dia particularmente cansativo, não sabem o que fazer para relaxar, e garantir um sono de qualidade. E não sabem por nunca ter observado o que lhes faz bem, nem o que lhes relaxa na hora de dormir. Não se conhecem.

E atividade física? Você sabe que movimentos lhe dão prazer? Você já descobriu que atividades lhe dão prazer e satisfação, e de quebra, mantém seus músculos e articulações saudáveis?

Da maneira que eu vejo, somos mesmo muito inconsequentes com os cuidados com o corpo. E se não cuidamos bem dessa casa do nosso espírito, muito provavelmente também somos inconsequentes com nossa casa comum, o planeta.

É por pura inconsequência que não cuidamos do que descartamos. É por inconsequência que matamos nascentes, destruímos florestas, permitimos que os rios sejam assoreados, que sujamos matas, trilhas, praias, mares, oceanos.

Se viemos a esse planeta para aprender a lidar com a matéria, ainda temos um bom caminho pela frente até nos tornarmos uma humanidade melhor.

Como não dá para viver tudo numa vida só, aprender com a experiência do outro se torna fundamental. Estamos vivendo mesmo numa boa época de compartilhamentos de vivências e experiências.

Nunca tivemos tanta informação sobre alimentação, hidratação, higiene do sono, atividades físicas e soluções criativas para problemas comuns as pessoas e as cidades. Temos acesso ao que funciona e o que não funciona, para cada um, e em cada lugar. Podemos aprender com esses relatos.

Sou otimista. Acredito que muitos já despertaram para essa necessidade de pensar nas consequências de todas as escolhas, ações e atitudes. Muitos já perceberam que somos mesmo todos um.
 E que sendo um, seremos todos afetados pela falta d’água, pela poluição, pelos mosquitos, pelo trânsito...

Bora melhorar esse mundo!

domingo, 20 de setembro de 2015

Qualidade de vida, você tem?

Érima de Andrade

O que você pensa quando perguntam sobre sua qualidade de vida? Se você está bem em casa e no trabalho?

É uma boa avaliação.
Afinal relacionamentos profissionais e familiares saudáveis contribuem em muito para nossa qualidade de vida. Mas ainda é uma avaliação que deixa de fora como você está se proporcionando uma boa qualidade de vida.

Nós, seres humanos, temos quatro aspectos distintos: físico, emocional, intelectual e espiritual. Para uma avaliação ampla dos seus cuidados com você, você pode examinar como anda cuidando de cada um desses aspectos.

Então vejamos:

Como você tem tratado seu corpo? Como é a sua alimentação, seu sono, sua ingestão de água? Você costuma reparar na sua respiração? Que avaliação você faz da sua respiração? Que atividades físicas você tem praticado? Tem se permitido paradas ao longo do dia para espreguiçar, mexer as pernas, fazer um lanche, beber água?

Olhando agora apenas o seu aspecto físico, responda, como anda sua qualidade de vida?

E se a pergunta fosse para seu intelecto, como ele está? Intelectos são muito curiosos. Intelectos gostam de leituras, debates, conversas, estudos, análises, estratégias, cálculos, novidades e descobertas. Como você tem alimentado o seu intelecto?

E suas emoções, como você as tem tratado? Você é do tipo que reprime suas emoções há tanto tempo que nem sabe mais identificar seus sentimentos? Ou você é do tipo que faz questão que o mundo saiba o que você anda sentindo e por isso, está sempre se queixando, extravasando ou se expondo?

Emoções podem ser alimentadas com exposições de arte, com dança, teatro, cinema, livros, conversas, cuidados com pessoas, animais, plantas, encontros, viagens, fotos e com tudo aquilo que desperta em você sensações e sentimentos.

Pensando nas suas emoções, como está sua qualidade de vida?

E espiritualmente como você está? Como anda o seu contato com sua sabedoria interna? Você tem se permitido uma conexão maior com sua essência? Tem dado ouvidos a sua intuição? Tem alimentado sua inspiração?

Você tem se dado tempo para parar, e em silêncio observar sua respiração deixando sua mente sem nenhum foco? Essa á uma boa prática de contato com seu espírito. Basta parar e se colocar aberto para sua sabedoria interna, aberto para entrar em contato com seus recursos internos de cura e compreensão.

Para alimentar seu aspecto espiritual pode usar práticas de meditação, de auto-observação ou de respiração consciente.

Como anda sua qualidade de vida agora que você viu cada um desses aspectos em separado? Sua resposta mudou?

Somos também seres sociais, e nossa qualidade de vida também está vinculada a nossa saúde social. Como anda a sua? Todos os seus encontros (eu com o outro) são focados no seu trabalho? Há quanto tempo você não faz um programa de lazer com sua família? Há quanto tempo você não vê seus amigos? Há quanto tempo não para para ouvir os seus colegas? Que atividades você pratica em grupo com regularidade? Como é a sua participação na vida comunitária? Faz algum trabalho voluntário? Defende alguma causa? Se interessa pelo que acontece ao seu redor? Como você cuida da sua saúde social?

Depois de focar nesses cinco aspectos, físico, emocional, intelectual, espiritual e social, responda, como está sua qualidade de vida? Tem alguma coisa que você precisa mudar nas suas atitudes? Você precisa de ajuda para mudar? Você tem cuidado de você e de todos os seus aspectos?

Lembre-se, viver bem com você, cuidar de você, envelhecer em paz com você é parte essencial da experiência de estar vivo com qualidade.

Você tem colocado qualidade na sua vida?