Érima de Andrade
“O que é um amigo? Eu lhe direi. É uma pessoa com a qual você ousa ser você mesmo. A sua alma pode se despir diante dele. Quando você está com ele, tem um sentimento de um prisioneiro que foi declarado inocente. Você não tem que estar em guarda. Você pode dizer o que pensa, conquanto isto seja genuinamente você. (...) Ele compreende. Você não tem que tomar cuidado. (...) Ele compreende. Ele compreende...” Autor Desconhecido
Amo essa explicação, gostaria muito de conhecer o autor.
Amigo, por definição, é o nome que se dá a um indivíduo que mantém um relacionamento de afeto, consideração e respeito por outro ser. E é tão fundamental para a nossa vida como se hidratar e respirar.
Amigo é aquela pessoa que tem o poder de acrescentar ao outro, com suas ideias, momentos de vida, informações, ou apenas alguém com quem você possa dividir momentos e sentimentos.
E como é bom ter amigos! Que delicia poder contar com pessoas queridas nas mais diferentes ocasiões.
E para quem convive com os animais, que delicia também poder contar com esses seres nas mais diferentes situações.
Somos seres gregários, gostamos e precisamos viver em grupo. Se para você é difícil fazer amigos, pergunte-se: o que me impede?
Afetos, consideração e respeito você dá e recebe. Você só dá aquilo que você tem, e amizade não é diferente. Então comece por você, seja primeiramente seu amigo, tratando-se com afeto, consideração e respeito.
Onde quer que você esteja, esteja por inteiro, sendo genuinamente você. Permita que os outros lhe conheçam. Permita a troca. Construa as relações. Não precisa de repente contar sua vida para todo mundo, tentar conhecer todos a sua volta de uma só vez. Apenas esteja aberto para que os encontros aconteçam.
Muitas vezes só precisamos de alguém que nos ouça. Apenas isso é suficiente para acalmar nossa alma. Então ofereça a sua escuta amorosa, o seu amor atento às necessidades dos que estão ao seu redor. E assim, as amizades vão sendo cultivadas.
Amigo é alguém com quem você ousa ser você mesmo e isso é libertador. Conquiste essa liberdade, seja você, seja seu amigo, seja amigo.
Eu não tenho dúvidas, sem os meus amigos eu não seria eu mesma.
E com muitos deles aprendi a importância de se hidratar. E por que água é tão importante? A água é considerada o segundo nutriente mais importante para o organismo, ficando atrás apenas do oxigênio.
Explicando: imagine que suas células são pequenas ilhas num mar de água limpa. Tudo que sobra de resíduo depois da respiração e da alimentação é jogado nessa água. Se a quantidade desse lixo aumentar muito, a comunicação entre as ilhas fica prejudicada, e os problemas começam a acontecer. Se aumentar mais ainda, a ilha não terá como se desfazer dos resíduos e o funcionamento dela também será prejudicado. E aí está você sentindo dores e desconfortos por conta do mau funcionamento do seu organismo sem saber como aconteceu...
A saída? Beber mais água e contribuir com a limpeza interna!
É a água que leva o resíduo proveniente das funções fisiológicas do organismo. Escolher não beber água é escolher manter os resíduos dentro de você. É o que você quer?
Se você não bebe água nunca e nem ao menos sente sede, você é um desidratado crônico. Precisa reaprender a beber água para poder aproveitar bem todo líquido que ingerir.
Se começar a beber grandes quantidades de cada vez, depois de um longo período de desidratação, a água será rapidamente eliminada pela urina. Não vai adiantar muito...
Para que organismo aproveite a água ela precisará vir aos poucos, se infiltrando lentamente até que o ressecamento do seu corpo acabe.
Ou seja, será necessário bebericar água ao longo do dia, reaprendendo a aproveitar a ingestão de líquidos.
E com esse calor que está fazendo, toda ajuda para criar o hábito de se hidratar é bem vinda. Como sua amiga lhe pergunto, você já experimentou água saborizada? A com limão é uma delicia, já experimentou? Conhece? É bem simples de fazer. Anote aí:
Numa garrafa d’água, acrescente pedaços de casca de limão e leve a geladeira.
Simples assim.
Mas tem seus segredinhos...
Lave bem o limão antes de descascar. E use apenas a parte verde da casca. O branco da casca vai deixar a água amarga, então seja cuidadoso ao cortar o limão, coloque na sua água só a parte verde. É cortando bem fininha a casca que você vai conseguir isso. Dizem que ralando a parte verde e colocando na água também fica bom, mas eu não experimentei. E sinceramente, não pretendo experimentar, gosto de tirar sem dificuldades a casca do meu copo quando eu me sirvo e ela por acaso vem com a água.
Outra coisa boa para refrescar é a água com hortelã. Mais fácil ainda, escolha as folhinhas da hortelã, lave bem e coloque na sua água. Um tempinho na geladeira e ela já estará saborizada e deliciosa.
Ou se preferir, junte os dois. E crie seu próprio sabor. Se isso vai lhe ajudar a beber mais água ao longo do dia, está valendo. Dica de amiga.
E o ar? Não tem um amigo por perto quando suas emoções estão fervilhando? Respire, vai lhe ajudar. Uma respiração longa, lenta e profunda cria dentro de você, um paraíso particular de harmonia, paz e saúde em qualquer situação que você se encontre.
Respirar conscientemente nos leva ao nosso paraíso interno, e de lá, todas as nossas reações ficam melhores. Você entra em contato com sua capacidade de escolha, aquela que nasce na sua melhor parte, e que lhe diz que há mais vida para viver e mais amor para sentir.
A respiração é um processo consciente e inconsciente ao mesmo tempo. Pode ser alterada conscientemente, de acordo com nossa vontade, e inconscientemente por nossos estados emocionais. A respiração é o inconsciente manifesto no corpo.
Mesmo que você não se dê conta, a sua respiração varia de acordo com o ritmo em que você vive. Um ritmo respiratório suave, cadenciado e fluido deixa as emoções, e a mente, suave, cadenciada e fluida. Emoções agradáveis tornam a respiração mais lenta e profunda, a frequência por minuto diminui; nas emoções desagradáveis a respiração fica acelerada.
Quanto maior a tensão emocional, mais superficial será a expiração. É na expiração que o organismo relaxa. Suspirar devagar várias vezes ajuda inclusive a dissolver o estresse de estar vivendo uma situação ruim sem nenhum amigo por perto.
Então, o que está esperando? Para uma vida melhor, torne consciente a sua respiração, beba água suficiente e abra-se para construir amizades.
Amigos, água e ar, simples, fácil e ao seu alcance.
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domingo, 24 de abril de 2016
Amigos, água e ar
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
Agir com positividade
Érima de Andrade
Positividade é olhar com honestidade o que acontece no momento e reagir de acordo.
Tenho escrito sobre isso aqui no blog com alguma frequência, mas sempre vale a pena lembrar que positividade não é, de maneira alguma, olhar a vida por um óculos cor de rosa. É olhar o que lhe acontece no momento e agir de acordo.
A nora de uma amiga querida foi assaltada num arrastão. Levaram tudo, inclusive o carro dela. Se você tem a felicidade de não saber o que é um arrastão, eu explico: arrastão é um assalto coletivo. Várias pessoas se unem para assaltar, ao mesmo tempo, o maior número possível de pessoas de um mesmo lugar. Uma rua que eles fecham (foi esse o caso), e assaltam todos os carros; um trecho da praia que avaliam como interessante; um restaurante; um shopping; e onde mais a imaginação sugerir. Consiste no roubo coletivo de dinheiro, telefones, relógios, joias, bolsas e às vezes até mesmo a roupa da pessoa que teve o azar de estar ali naquele momento. É muito rápido e muito violento. Eles têm pressa, e você pode se machucar mesmo que não reaja.
Dá para ser positivo num momento assim? Dá. Positividade é reagir de acordo, e nesse caso, é ir para a delegacia fazer um boletim de ocorrências, o B.O.. Foi o que ela fez.
Não dá para sentar no meio fio e chorar sem fazer nada. Chore, é mesmo uma situação ruim, mas aja. E liga para um conhecido para ir com você. Não é por que você é positivo que não precisa de apoio. Precisa e merece. Tome as rédeas da sua vida nas mãos, mas vai sabendo que tem muita gente que pode lhe ajudar, nem que seja para chorar junto. Não dá mesmo para abraçar o mundo, mas dá pra abraçar algumas pessoas e fazer a diferença. E minha amiga foi com a nora, para dar a mão, para estar junto, para dizer conta comigo, para fazer a diferença.
Ser positivo é fazer o seu melhor com o que está lhe acontecendo no momento. É não deixar a impotência tomar conta. É não alimentar pensamentos do tipo, “mas não vai adiantar nada...”. Vai sim, o seguro do carro pede o B.O., e cobra da policia a solução. E carros são recuperados, e ladrões são presos. Tem muita injustiça por aí? Tem, mas também tem justiça acontecendo.
Esse é o caminho da positividade, fazer o melhor possível com o que lhe acontece. É assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas e decisões, é encarar as falhas como aprendizados, é abraçar o novo sempre que o antigo não mais parecer satisfatório, é aceitar os obstáculos como necessários.
Aceitação não é o mesmo que resignação. Resignação tem a ver com conformismo, com aceitar mesmo não concordando. Resignação traz sofrimento, pois mantém o desejo que a realidade seja diferente da que se apresenta. Nos resignamos sempre que não nos movemos em direção ao que desejamos para a nossa vida.
Aceitação é a ação que nasce da presença no aqui e agora, tem a ver com uma atitude ativa, com olhar com honestidade o que lhe acontece, com procurar as melhores opções no momento. A aceitação não nos agride. Ao aceitar assumimos a realidade sem sofrer por ela, percebemos uma razão para o fato e aceitamos.
Agir com positividade alimenta, em nós, a esperança, a convicção de que aquilo que desejamos é possível, ainda que tudo indique o contrário. Sou apaixonada por essa explicação de G. K. Chesterton: ““Contos de fadas não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fadas dizem que dragões podem ser mortos.” Essa é uma lição que não podemos esquecer, os dragões podem ser vencidos. E nem ao menos precisamos lutar sozinhos contra eles. Os dragões podem ser vencidos, e os amigos estarão sempre ao nosso lado. É bom saber disso.
Positividade é olhar com honestidade o que acontece no momento e reagir de acordo.
Tenho escrito sobre isso aqui no blog com alguma frequência, mas sempre vale a pena lembrar que positividade não é, de maneira alguma, olhar a vida por um óculos cor de rosa. É olhar o que lhe acontece no momento e agir de acordo.
A nora de uma amiga querida foi assaltada num arrastão. Levaram tudo, inclusive o carro dela. Se você tem a felicidade de não saber o que é um arrastão, eu explico: arrastão é um assalto coletivo. Várias pessoas se unem para assaltar, ao mesmo tempo, o maior número possível de pessoas de um mesmo lugar. Uma rua que eles fecham (foi esse o caso), e assaltam todos os carros; um trecho da praia que avaliam como interessante; um restaurante; um shopping; e onde mais a imaginação sugerir. Consiste no roubo coletivo de dinheiro, telefones, relógios, joias, bolsas e às vezes até mesmo a roupa da pessoa que teve o azar de estar ali naquele momento. É muito rápido e muito violento. Eles têm pressa, e você pode se machucar mesmo que não reaja.
Dá para ser positivo num momento assim? Dá. Positividade é reagir de acordo, e nesse caso, é ir para a delegacia fazer um boletim de ocorrências, o B.O.. Foi o que ela fez.
Não dá para sentar no meio fio e chorar sem fazer nada. Chore, é mesmo uma situação ruim, mas aja. E liga para um conhecido para ir com você. Não é por que você é positivo que não precisa de apoio. Precisa e merece. Tome as rédeas da sua vida nas mãos, mas vai sabendo que tem muita gente que pode lhe ajudar, nem que seja para chorar junto. Não dá mesmo para abraçar o mundo, mas dá pra abraçar algumas pessoas e fazer a diferença. E minha amiga foi com a nora, para dar a mão, para estar junto, para dizer conta comigo, para fazer a diferença.
Ser positivo é fazer o seu melhor com o que está lhe acontecendo no momento. É não deixar a impotência tomar conta. É não alimentar pensamentos do tipo, “mas não vai adiantar nada...”. Vai sim, o seguro do carro pede o B.O., e cobra da policia a solução. E carros são recuperados, e ladrões são presos. Tem muita injustiça por aí? Tem, mas também tem justiça acontecendo.
Esse é o caminho da positividade, fazer o melhor possível com o que lhe acontece. É assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas e decisões, é encarar as falhas como aprendizados, é abraçar o novo sempre que o antigo não mais parecer satisfatório, é aceitar os obstáculos como necessários.
Aceitação não é o mesmo que resignação. Resignação tem a ver com conformismo, com aceitar mesmo não concordando. Resignação traz sofrimento, pois mantém o desejo que a realidade seja diferente da que se apresenta. Nos resignamos sempre que não nos movemos em direção ao que desejamos para a nossa vida.
Aceitação é a ação que nasce da presença no aqui e agora, tem a ver com uma atitude ativa, com olhar com honestidade o que lhe acontece, com procurar as melhores opções no momento. A aceitação não nos agride. Ao aceitar assumimos a realidade sem sofrer por ela, percebemos uma razão para o fato e aceitamos.
Agir com positividade alimenta, em nós, a esperança, a convicção de que aquilo que desejamos é possível, ainda que tudo indique o contrário. Sou apaixonada por essa explicação de G. K. Chesterton: ““Contos de fadas não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fadas dizem que dragões podem ser mortos.” Essa é uma lição que não podemos esquecer, os dragões podem ser vencidos. E nem ao menos precisamos lutar sozinhos contra eles. Os dragões podem ser vencidos, e os amigos estarão sempre ao nosso lado. É bom saber disso.
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domingo, 7 de fevereiro de 2016
Levata, sacode a poeira e dá a volta por cima
Érima de Andrade
Carnaval é realmente a grande festa do povo brasileiro. Moro numa rua quase sem trânsito, 1,5km da estrada principal, e mesmo assim não tem como esquecer que é carnaval. Resolvi então escrever sobre isso, aproveitar a folia e falar sobre resiliência: levanta sacode a poeira e dá a volta por cima...
Acredito que todo mundo já cantou esse samba um dia. Mas quais são as qualidades dos que realmente dão a volta por cima? Rosario Linares fez uma lista com doze características das pessoas que praticam a resiliência:
1 – “São pessoas que tem consciência das suas potencialidades e limitações” - Saber até onde você pode ir, lhe dá segurança. Saber suas limitações lhe ajuda a não criar expectativas irreais. E isso nem de longe significa que você tem que se limitar. Resilientes usam suas potencialidades para superar suas limitações ampliando seu campo de atuação.
2 – “Resilientes são pessoas criativas” – Felicidades e frustrações mudam o comportamento, e as pessoas resilientes transformam sua experiência dolorosa em algo belo e útil. E isso nos leva a próxima característica dos resilientes.
3- “Reconhecem as dificuldades como uma oportunidade para aprender”- Sempre se perguntam: o que eu posso aprender com isso? Me faz lembrar uma historinha: “Discípulo: Como faço para ter sua sabedoria? Mestre: Faça boas escolhas. Discípulo: E para fazer boas escolhas? Mestre: Tenha experiências. Discípulo: E para ter experiências? Mestre: Más escolhas.” Pois é, no mínimo você adquire experiência para boas escolhas.
4 – “Resilientes confiam em suas capacidades” - Se prepararam, estudaram, colocaram em prática e sabem que são capazes. Se você souber tudo sobre natação, mas nunca entrar na água para colocar esse conhecimento em prática, não tem como confiar na sua capacidade de nadador. A autoconfiança vem da disciplina na prática diária de qualquer coisa que você resolva aprender: nadar, falar um idioma, correr, desenhar, etc. E enfrentar a insegurança com otimismo é uma competência que também pode ser aprendida.
5 – “Praticam a consciência plena adquirida na meditação” - Usam essa prática milenar para estar sempre no momento presente, vivendo no aqui e agora, aceitando com gratidão e amorosidade a realidade que se apresenta, pois sabem que é exatamente o que precisam viver. Simples assim, se é o que você está vivendo, tem aí alguma coisa que você precisa aprender.
6 – “Resilientes veem a vida com objetividade, mas sempre através de um prisma otimista” – Conhecem o seu potencial, têm clareza das suas metas e dos recursos que têm ao seu alcance. Veem com otimismo o caminho que ainda têm que percorrer.
7 – “Buscam conviver com pessoas que tenham atitudes positivas” - Uma visão positiva dos acontecimentos torna mais fácil focar nos talentos ao invés dos defeitos. Atitudes positivas não significa olhar o mundo com um óculos cor-de-rosa. Positividade é olhar com honestidade o que acontece no momento e reagir de acordo.
8 – “Pessoas resilientes não tentam controlar as situações” – Uma das principais fontes de tensão e estresse é o desejo de querer controlar todos os aspectos da nossa vida. A tentativa de controle total frustra, estressa, trava a flexibilidade e a criatividade. Pessoas resilientes passam longe dessa armadilha, com autoconsciência podem se olhar e falar: “olha eu de novo querendo ser o dono do mundo...” E relaxam.
9 – “Resilientes são flexíveis diante das mudanças” - As pessoas resilientes têm consciência da sua capacidade e sabem perfeitamente onde querem chegar. Mas também tem flexibilidade suficiente para adaptar seus planos e mudar suas metas quando isso for necessário. Elas sabem que existem momentos da vida em que somos desafiados a compreender a importância de caminhar deixando paisagens para trás e se abrem para o novo.
10 – “Resilientes são tenazes nos seus propósitos” – Ser flexível não implica de maneira alguma em renunciar as suas metas. Se tem uma coisa que se destaca nos resilientes é a perseverança e a capacidade de lutar pelo que deseja. Perseverança não tem a ver com teimosia. Teimosia é quando você faz sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente. Perseverança é quando você procura maneiras diferentes de fazer algo em busca dos seus objetivos.
11 – “Enfrentam a adversidade com humor” – uma das características essenciais das pessoas resilientes é o seu senso de humor. Elas são capazes de rir das suas dificuldades e fazer piadas dos seus infortúnios. O bom humor não se identifica com as dificuldades. A alegria dos bem humorados estimula a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, e por isso mesmo, enxergam saídas, soluções e oportunidades onde os mal humorados veem apenas rigidez e estagnação. Com jogo de cintura dá até para perceber que o caminho é outro e parar de dar murros em ponta de faca.
12 – “Buscam ajuda dos amigos e apoio social” – quando as pessoas resilientes passam por um evento potencialmente traumático, seu primeiro objetivo é superá-lo. Mas elas têm consciência da importância do apoio social, e não tem nenhuma dificuldade para buscar ajuda profissional quando necessitam. Cultivam amizades, têm um interesse genuíno pelos problemas dos outros e vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise. Sabem que não precisam caminhar sozinhas, e que podem contar com os amigos nos fracassos e nos sucessos.
E já que ainda é carnaval, vamos cantar o hino da resiliência, “Volta por Cima”, música de Paulo Vanzolini?
Carnaval é realmente a grande festa do povo brasileiro. Moro numa rua quase sem trânsito, 1,5km da estrada principal, e mesmo assim não tem como esquecer que é carnaval. Resolvi então escrever sobre isso, aproveitar a folia e falar sobre resiliência: levanta sacode a poeira e dá a volta por cima...
Acredito que todo mundo já cantou esse samba um dia. Mas quais são as qualidades dos que realmente dão a volta por cima? Rosario Linares fez uma lista com doze características das pessoas que praticam a resiliência:
1 – “São pessoas que tem consciência das suas potencialidades e limitações” - Saber até onde você pode ir, lhe dá segurança. Saber suas limitações lhe ajuda a não criar expectativas irreais. E isso nem de longe significa que você tem que se limitar. Resilientes usam suas potencialidades para superar suas limitações ampliando seu campo de atuação.
2 – “Resilientes são pessoas criativas” – Felicidades e frustrações mudam o comportamento, e as pessoas resilientes transformam sua experiência dolorosa em algo belo e útil. E isso nos leva a próxima característica dos resilientes.
3- “Reconhecem as dificuldades como uma oportunidade para aprender”- Sempre se perguntam: o que eu posso aprender com isso? Me faz lembrar uma historinha: “Discípulo: Como faço para ter sua sabedoria? Mestre: Faça boas escolhas. Discípulo: E para fazer boas escolhas? Mestre: Tenha experiências. Discípulo: E para ter experiências? Mestre: Más escolhas.” Pois é, no mínimo você adquire experiência para boas escolhas.
4 – “Resilientes confiam em suas capacidades” - Se prepararam, estudaram, colocaram em prática e sabem que são capazes. Se você souber tudo sobre natação, mas nunca entrar na água para colocar esse conhecimento em prática, não tem como confiar na sua capacidade de nadador. A autoconfiança vem da disciplina na prática diária de qualquer coisa que você resolva aprender: nadar, falar um idioma, correr, desenhar, etc. E enfrentar a insegurança com otimismo é uma competência que também pode ser aprendida.
5 – “Praticam a consciência plena adquirida na meditação” - Usam essa prática milenar para estar sempre no momento presente, vivendo no aqui e agora, aceitando com gratidão e amorosidade a realidade que se apresenta, pois sabem que é exatamente o que precisam viver. Simples assim, se é o que você está vivendo, tem aí alguma coisa que você precisa aprender.
6 – “Resilientes veem a vida com objetividade, mas sempre através de um prisma otimista” – Conhecem o seu potencial, têm clareza das suas metas e dos recursos que têm ao seu alcance. Veem com otimismo o caminho que ainda têm que percorrer.
7 – “Buscam conviver com pessoas que tenham atitudes positivas” - Uma visão positiva dos acontecimentos torna mais fácil focar nos talentos ao invés dos defeitos. Atitudes positivas não significa olhar o mundo com um óculos cor-de-rosa. Positividade é olhar com honestidade o que acontece no momento e reagir de acordo.
8 – “Pessoas resilientes não tentam controlar as situações” – Uma das principais fontes de tensão e estresse é o desejo de querer controlar todos os aspectos da nossa vida. A tentativa de controle total frustra, estressa, trava a flexibilidade e a criatividade. Pessoas resilientes passam longe dessa armadilha, com autoconsciência podem se olhar e falar: “olha eu de novo querendo ser o dono do mundo...” E relaxam.
9 – “Resilientes são flexíveis diante das mudanças” - As pessoas resilientes têm consciência da sua capacidade e sabem perfeitamente onde querem chegar. Mas também tem flexibilidade suficiente para adaptar seus planos e mudar suas metas quando isso for necessário. Elas sabem que existem momentos da vida em que somos desafiados a compreender a importância de caminhar deixando paisagens para trás e se abrem para o novo.
10 – “Resilientes são tenazes nos seus propósitos” – Ser flexível não implica de maneira alguma em renunciar as suas metas. Se tem uma coisa que se destaca nos resilientes é a perseverança e a capacidade de lutar pelo que deseja. Perseverança não tem a ver com teimosia. Teimosia é quando você faz sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente. Perseverança é quando você procura maneiras diferentes de fazer algo em busca dos seus objetivos.
11 – “Enfrentam a adversidade com humor” – uma das características essenciais das pessoas resilientes é o seu senso de humor. Elas são capazes de rir das suas dificuldades e fazer piadas dos seus infortúnios. O bom humor não se identifica com as dificuldades. A alegria dos bem humorados estimula a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, e por isso mesmo, enxergam saídas, soluções e oportunidades onde os mal humorados veem apenas rigidez e estagnação. Com jogo de cintura dá até para perceber que o caminho é outro e parar de dar murros em ponta de faca.
12 – “Buscam ajuda dos amigos e apoio social” – quando as pessoas resilientes passam por um evento potencialmente traumático, seu primeiro objetivo é superá-lo. Mas elas têm consciência da importância do apoio social, e não tem nenhuma dificuldade para buscar ajuda profissional quando necessitam. Cultivam amizades, têm um interesse genuíno pelos problemas dos outros e vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise. Sabem que não precisam caminhar sozinhas, e que podem contar com os amigos nos fracassos e nos sucessos.
E já que ainda é carnaval, vamos cantar o hino da resiliência, “Volta por Cima”, música de Paulo Vanzolini?
Chorei,
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que mulher
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima.
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domingo, 19 de julho de 2015
Cinco grandes arrependimentos
Érima de Andrade
No livro escrito por Bronnie Ware, uma especialista em cuidados paliativos e doentes terminais,The Top Five Regrets of the Dying -Top Cinco dos Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer, ela lista e comenta os arrependimentos mais comuns que ouviu dos pacientes ao longo de sua carreira como enfermeira. No livro estão suas memórias e experiências durante anos de trabalho com doentes terminais, e a forma como a sua vida foi transformada com essa convivência.
"Encontrei uma lista grande de arrependimentos, mas no livro me concentrei nos cinco mais comuns", disse a Bronnie Ware à BBC. "E o principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizesse", acrescenta.
Bronnie contou que a idéia para o livro surgiu depois que o post Arrependimentos dos Moribundos, foi publicado no seu blog e se transformou em um texto viral.
No livro ela conta mais a respeito destas confissões. Bronnie Ware afirma que com esses pacientes viveu "momentos incrivelmente especiais. Porque passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas".
Os pacientes geralmente eram pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento. "As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a própria mortalidade", afirmou Bronnie Ware. "Cada pessoa experimenta uma série de emoções, como é esperado, que inclui negação, medo, arrependimento, mais negação e, em algum momento, aceitação," explicou ela.
Ela chamou atenção para o fato de que as pessoas se arrependem do que não fizeram. Na maioria dos casos observados por ela, as pessoas não pareciam se arrepender de algo que tinham feito.
Ela percebeu também que muitos se arrependiam de não terem tido "coragem para expressar seus sentimentos. E isso se aplica tanto aos sentimentos positivos como aos negativos", explicaBronnie. "Muitos diziam: ‘queria ter tido coragem de falar que não gostava de uma coisa’, ou então que queriam ter tido coragem de falar às pessoas o que realmente sentiam por elas", afirma Bronnie Ware.
A autora espera que seu livro "ajude as pessoas a agir hoje e não deixar as coisas para amanhã, para não se arrepender depois. Minha mensagem principal”, diz Bronnie Ware, “é que todos vamos morrer e que se, neste momento, nos arrependermos de algo, vamos então solucionar o problema agora."
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie. Eis um resumo dos cinco mais comuns:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse - “A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais," diz Bronnie Ware.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto - "Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho,"afirma Bronnie Ware.
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos - "Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, eles se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser,”diz Bronnie Ware. “Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que eles carregavam," completa.
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos - "Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida, quando não era mais possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo," afirma Bronnie Ware.
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz - "Esse é um arrependimento surpreendentemente comum,” diz Bronnie Ware. “Muitos só percebem no fim da vida que a felicidade é uma escolha”, explica ela. “As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares. O medo da mudança fez com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo," conclui Bronnie Ware.
Já que você está vivo, e lendo esse texto, vale a pena pensar no assunto. Que você possa viver sem arrependimentos, sabendo que fez tudo ao seu alcance para ser uma pessoa melhor e mais feliz.
No livro escrito por Bronnie Ware, uma especialista em cuidados paliativos e doentes terminais,The Top Five Regrets of the Dying -Top Cinco dos Arrependimentos Daqueles que Estão Para Morrer, ela lista e comenta os arrependimentos mais comuns que ouviu dos pacientes ao longo de sua carreira como enfermeira. No livro estão suas memórias e experiências durante anos de trabalho com doentes terminais, e a forma como a sua vida foi transformada com essa convivência.
"Encontrei uma lista grande de arrependimentos, mas no livro me concentrei nos cinco mais comuns", disse a Bronnie Ware à BBC. "E o principal arrependimento de muitas pessoas é o de não ter tido coragem de fazer o que realmente queriam e não o que outros esperavam que fizesse", acrescenta.
Bronnie contou que a idéia para o livro surgiu depois que o post Arrependimentos dos Moribundos, foi publicado no seu blog e se transformou em um texto viral.
No livro ela conta mais a respeito destas confissões. Bronnie Ware afirma que com esses pacientes viveu "momentos incrivelmente especiais. Porque passei com eles as últimas três a doze semanas de suas vidas".
Os pacientes geralmente eram pessoas que já não tinham chances de recuperação e podiam morrer a qualquer momento. "As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a própria mortalidade", afirmou Bronnie Ware. "Cada pessoa experimenta uma série de emoções, como é esperado, que inclui negação, medo, arrependimento, mais negação e, em algum momento, aceitação," explicou ela.
Ela chamou atenção para o fato de que as pessoas se arrependem do que não fizeram. Na maioria dos casos observados por ela, as pessoas não pareciam se arrepender de algo que tinham feito.
Ela percebeu também que muitos se arrependiam de não terem tido "coragem para expressar seus sentimentos. E isso se aplica tanto aos sentimentos positivos como aos negativos", explicaBronnie. "Muitos diziam: ‘queria ter tido coragem de falar que não gostava de uma coisa’, ou então que queriam ter tido coragem de falar às pessoas o que realmente sentiam por elas", afirma Bronnie Ware.
A autora espera que seu livro "ajude as pessoas a agir hoje e não deixar as coisas para amanhã, para não se arrepender depois. Minha mensagem principal”, diz Bronnie Ware, “é que todos vamos morrer e que se, neste momento, nos arrependermos de algo, vamos então solucionar o problema agora."
"Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente", disse Bronnie. Eis um resumo dos cinco mais comuns:
1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse - “A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais," diz Bronnie Ware.
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto - "Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho,"afirma Bronnie Ware.
3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos - "Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, eles se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser,”diz Bronnie Ware. “Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que eles carregavam," completa.
4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos - "Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida, quando não era mais possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo," afirma Bronnie Ware.
5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz - "Esse é um arrependimento surpreendentemente comum,” diz Bronnie Ware. “Muitos só percebem no fim da vida que a felicidade é uma escolha”, explica ela. “As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso 'conforto' com as coisas que são familiares. O medo da mudança fez com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo," conclui Bronnie Ware.
Já que você está vivo, e lendo esse texto, vale a pena pensar no assunto. Que você possa viver sem arrependimentos, sabendo que fez tudo ao seu alcance para ser uma pessoa melhor e mais feliz.
Que você escolha ser feliz.
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ser mais feliz
domingo, 31 de maio de 2015
Comunicação virtual
Érima de Andrade
Sou do tempo que era preciso pedir ajuda de uma telefonista para ligar de Petrópolis para Niterói. Pedir ajuda significa que: você liga para o número do interurbano, dá o seu número, o número e a cidade para onde você quer falar, e espera. Espera mesmo. Às vezes horas. Mas não esperava no telefone ocupando a linha, a telefonista ligava de volta para avisar que completou a ligação. E nesse meio tempo, claro, ninguém telefonava. Vai que ela completa a ligação e nosso telefone estava ocupado? Não dava para arriscar.
E para dar mais certo ainda, combinávamos com a pessoa a hora de ligar. Combinávamos por carta. Com tudo funcionando bem, a carta chegava em menos de uma semana, saindo de Petrópolis e indo para Niterói. E se vovó, a destinatária da carta, respondesse rápido, não dava nem quinze dias entre escrever, mandar e receber a resposta dela...
Por isso acho tão mágico a facilidade que temos hoje de nos comunicar. O telefone celular completa onde quer que você esteja. Você liga para sua vizinha e é surpreendida com a informação de que ela está fora do estado. E completou tão rápido! Nem parecia...
Email também é maravilhoso. Você escreve e a pessoa, quando tiver tempo, lê e responde. Telefone não, telefone obriga você a atender na hora. Email é como um bilhetinho, você escreve e a pessoa quando pode, lê. Se der sorte, responde até na mesma hora.
Se bem que email está virando quase uma coisa ultrapassada. Hoje é mais rápido escrever via Facebook, ou whatsapp, ou mensagem (ainda chama torpedo?) ou qualquer outro aplicativo do celular.
Impessoal? Nenhum pouco. Aliás, depende do usuário. Qualquer uma dessas formas de comunicação pode ser impessoal. Mas quando você quer mesmo se comunicar, são ferramentas maravilhosas.
Usando o Facebook encontrei colegas de colégio. Terminamos o que hoje chama segundo grau, há mais de quarenta anos. A vida se encarregou de deixar umas próximas, outras sumidas, e o Facebook nos reconectou. Combinadíssimo um jantar por ano. E já fizemos dois! O primeiro no “nosso aniversário” de quarenta anos. Bom demais rever essa turma. Impressionante como a sensação de intimidade permaneceu, mesmo não sabendo mais nada, ou quase nada, da vida umas das outras. Maravilhas da comunicação.
Mas não é só pelo Facebook que mantemos contato com pessoas queridas. Por email também. Essa semana fui a um “aniversariantes do mês”. Era da turma de hidroginástica. Há quanto tempo não faço hidro? Uns cinco, seis anos. Mas o contato via email nos mantem próximas. E ir num evento desses é sempre revigorante, conversa boa, sem pressa, lugar agradável, tudo conspirando para um bom momento. Nem sempre dá para ir, a agenda nem sempre combina, mas encontra-las é bom demais. E o email me avisa quando será o próximo. Muito bom!
E grupo de whatsapp? Como o trequinho funciona bem!!!! Faço parte de um grupo “família”. Uma irmã na Espanha, sobrinhos na Bahia, outros em Resende, outros do outro lado da cidade, mas nunca fomos tão próximos! Claro que ninguém escreve testamento, são frases rápidas, conversas que teríamos em volta de uma mesa almoçando. Mas como é bom nos “falarmos” assim!
O marido de uma amiga querida sofreu um AVC, ficou dois meses internado. Rapidamente criou-se um grupo de amigas dela no whatsapp. Quem conseguisse notícias, passava para as outras em mensagens para o grupo. Foi bom para todo mundo. Ela não precisou repetir a história inúmeras vezes, quem não conseguia ligar tinha notícias mesmo assim, e rapidamente circulava qualquer pedido de ajuda ou informação. Uma agilidade inimaginável no tempo das telefonistas...
Ouço muitas reclamações sobre o mundo virtual, que as pessoas estão se isolando, que é tudo impessoal demais. Será mesmo? Depende única e exclusivamente de você.
Você dá atenção às pessoas que estão ao seu lado?
Você não vive sem internet, celular, Facebook?
Você tem encontros presenciais?
É uma escolha. Nada é bom ou mal por natureza, depende apenas do uso que você faz das ferramentas que tem a disposição.
E se você não está conseguindo equilibrar sua vida virtual com sua vida real, que tal se perguntar o que está acontecendo? Do que você quer fugir? O que você evita vivendo só virtualmente? O que você evita fugindo da internet?
E se precisar conversar a respeito, conte comigo. Começamos conversando por email, erimacba@gmail.com e, assim que possível, conversamos “ao vivo e a cores”, frente a frente. Combinado?
Boa semana!
Sou do tempo que era preciso pedir ajuda de uma telefonista para ligar de Petrópolis para Niterói. Pedir ajuda significa que: você liga para o número do interurbano, dá o seu número, o número e a cidade para onde você quer falar, e espera. Espera mesmo. Às vezes horas. Mas não esperava no telefone ocupando a linha, a telefonista ligava de volta para avisar que completou a ligação. E nesse meio tempo, claro, ninguém telefonava. Vai que ela completa a ligação e nosso telefone estava ocupado? Não dava para arriscar.
E para dar mais certo ainda, combinávamos com a pessoa a hora de ligar. Combinávamos por carta. Com tudo funcionando bem, a carta chegava em menos de uma semana, saindo de Petrópolis e indo para Niterói. E se vovó, a destinatária da carta, respondesse rápido, não dava nem quinze dias entre escrever, mandar e receber a resposta dela...
Por isso acho tão mágico a facilidade que temos hoje de nos comunicar. O telefone celular completa onde quer que você esteja. Você liga para sua vizinha e é surpreendida com a informação de que ela está fora do estado. E completou tão rápido! Nem parecia...
Email também é maravilhoso. Você escreve e a pessoa, quando tiver tempo, lê e responde. Telefone não, telefone obriga você a atender na hora. Email é como um bilhetinho, você escreve e a pessoa quando pode, lê. Se der sorte, responde até na mesma hora.
Se bem que email está virando quase uma coisa ultrapassada. Hoje é mais rápido escrever via Facebook, ou whatsapp, ou mensagem (ainda chama torpedo?) ou qualquer outro aplicativo do celular.
Impessoal? Nenhum pouco. Aliás, depende do usuário. Qualquer uma dessas formas de comunicação pode ser impessoal. Mas quando você quer mesmo se comunicar, são ferramentas maravilhosas.
Usando o Facebook encontrei colegas de colégio. Terminamos o que hoje chama segundo grau, há mais de quarenta anos. A vida se encarregou de deixar umas próximas, outras sumidas, e o Facebook nos reconectou. Combinadíssimo um jantar por ano. E já fizemos dois! O primeiro no “nosso aniversário” de quarenta anos. Bom demais rever essa turma. Impressionante como a sensação de intimidade permaneceu, mesmo não sabendo mais nada, ou quase nada, da vida umas das outras. Maravilhas da comunicação.
Mas não é só pelo Facebook que mantemos contato com pessoas queridas. Por email também. Essa semana fui a um “aniversariantes do mês”. Era da turma de hidroginástica. Há quanto tempo não faço hidro? Uns cinco, seis anos. Mas o contato via email nos mantem próximas. E ir num evento desses é sempre revigorante, conversa boa, sem pressa, lugar agradável, tudo conspirando para um bom momento. Nem sempre dá para ir, a agenda nem sempre combina, mas encontra-las é bom demais. E o email me avisa quando será o próximo. Muito bom!
E grupo de whatsapp? Como o trequinho funciona bem!!!! Faço parte de um grupo “família”. Uma irmã na Espanha, sobrinhos na Bahia, outros em Resende, outros do outro lado da cidade, mas nunca fomos tão próximos! Claro que ninguém escreve testamento, são frases rápidas, conversas que teríamos em volta de uma mesa almoçando. Mas como é bom nos “falarmos” assim!
O marido de uma amiga querida sofreu um AVC, ficou dois meses internado. Rapidamente criou-se um grupo de amigas dela no whatsapp. Quem conseguisse notícias, passava para as outras em mensagens para o grupo. Foi bom para todo mundo. Ela não precisou repetir a história inúmeras vezes, quem não conseguia ligar tinha notícias mesmo assim, e rapidamente circulava qualquer pedido de ajuda ou informação. Uma agilidade inimaginável no tempo das telefonistas...
Ouço muitas reclamações sobre o mundo virtual, que as pessoas estão se isolando, que é tudo impessoal demais. Será mesmo? Depende única e exclusivamente de você.
Você dá atenção às pessoas que estão ao seu lado?
Você não vive sem internet, celular, Facebook?
Você tem encontros presenciais?
É uma escolha. Nada é bom ou mal por natureza, depende apenas do uso que você faz das ferramentas que tem a disposição.
E se você não está conseguindo equilibrar sua vida virtual com sua vida real, que tal se perguntar o que está acontecendo? Do que você quer fugir? O que você evita vivendo só virtualmente? O que você evita fugindo da internet?
E se precisar conversar a respeito, conte comigo. Começamos conversando por email, erimacba@gmail.com e, assim que possível, conversamos “ao vivo e a cores”, frente a frente. Combinado?
Boa semana!
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domingo, 1 de fevereiro de 2015
Pracinha do Facebook
Érima de Andrade
Uma amiga querida usa essa expressão, “pracinha do Facebook”, para contar as conversas, e os encontros, que anda tendo nessa rede social.
Achei o nome genial porque me sinto assim mesmo quando me conecto, indo para a pracinha do Facebook encontrar os amigos.
Uma pracinha como tantas Brasil a fora, ponto de encontro informal da população, onde não é preciso marcar hora para chegar, tem sempre alguém por ali, é só entrar.
A qualquer hora que você resolva passar na pracinha, você encontra um amigo, um conhecido, alguém que você admira, ou quem sabe, notícias dos amigos, ou ainda mensagens de quem já foi para casa, mas deixou registrado que passou por ali. De uma maneira ou outra, você se conecta as suas pessoas queridas.
Chova ou faça sol, a praça esta sempre lá nos esperando, e os encontros prontos para acontecer.
Facebook é mesmo como uma dessas pracinhas do interior, onde todo mundo se conhece, mas nem por isso para para conversar a toda hora que se vê. Você vai lendo as postagens, reconhecendo pessoas, encontrando amigos. Com alguns você puxa papo, com outros você cumprimenta, com outros você só sinaliza que esteve por ali dando um curtir. E a vida segue sem mágoas ou traumas, são só momentos e maneiras diferentes de se comunicar.
Como numa praça você chega e vai logo procurando o seu grupo. Se não tem nenhum amigo on line, tudo bem, vai passeando, dando uma olhada nas postagens recentes, pesquisando assuntos do seu interesse, compartilhando o que você viu, leu, soube, e achou legal, e já já começa uma conversa, um papo furado, e quem sabe até uma nova amizade?
Vez por outra é na praça que ficamos sabendo dos novos casais. Eles aparecem por lá, dividindo seu status, fotografando os encontros, namorando, nos atualizando sobre sua vida, casando.
Também é na praça que temos notícias dos novos integrantes das famílias, filhos de amigos, netos, afilhados, sobrinhos, crianças que vamos vendo crescer ali na pracinha, na frente de todos.
Todos os dias, quando entro no computador, dou um pulo na pracinha. Não precisa de oi, nem de vou já, é só chegar. Praça é um lugar de ir e não dizer tchau, nem até logo, nem até breve. É um lugar de passar de vez em quando e puxar uma conversa com quem está por ali. Ninguém vai à praça se não quiser conversar, encontrar, conhecer o amigo do amigo, o filho do conhecido, o moço da feira, do curso, do evento, a dona do bar, da loja, da empresa.
Praça é lugar de ir para conviver. Lugar que conecta quem nem tinha como se conectar. Lugar de encontros, reencontros, descobertas. Lugar de procurar pessoas do passado e marcar um encontro para botar o papo em dia. Lugar de descobrir que aquela pessoa que você admira tanto, que curte as postagens, que compartilha o que escreve, mora aqui pertinho. Lugar de surpresas, descobertas e boas conversas com quem está perto e com quem está muito longe. A praça não faz distinção, recebe a todos da mesma maneira e os conecta.
Praça é onde encontramos os amigos. Na minha infância era na rua ou no pátio do Itatiaia, depois no Campo de São Bento, depois na Praia, assim mesmo, com maiúscula, porque era óbvio para todo mundo, que Praia, era a Praia de Icaraí; mais tarde em Itacoatiara. Hoje é no Facebook.
E viva a tecnologia!
Uma amiga querida usa essa expressão, “pracinha do Facebook”, para contar as conversas, e os encontros, que anda tendo nessa rede social.
Achei o nome genial porque me sinto assim mesmo quando me conecto, indo para a pracinha do Facebook encontrar os amigos.
Uma pracinha como tantas Brasil a fora, ponto de encontro informal da população, onde não é preciso marcar hora para chegar, tem sempre alguém por ali, é só entrar.
A qualquer hora que você resolva passar na pracinha, você encontra um amigo, um conhecido, alguém que você admira, ou quem sabe, notícias dos amigos, ou ainda mensagens de quem já foi para casa, mas deixou registrado que passou por ali. De uma maneira ou outra, você se conecta as suas pessoas queridas.
Chova ou faça sol, a praça esta sempre lá nos esperando, e os encontros prontos para acontecer.
Facebook é mesmo como uma dessas pracinhas do interior, onde todo mundo se conhece, mas nem por isso para para conversar a toda hora que se vê. Você vai lendo as postagens, reconhecendo pessoas, encontrando amigos. Com alguns você puxa papo, com outros você cumprimenta, com outros você só sinaliza que esteve por ali dando um curtir. E a vida segue sem mágoas ou traumas, são só momentos e maneiras diferentes de se comunicar.
Como numa praça você chega e vai logo procurando o seu grupo. Se não tem nenhum amigo on line, tudo bem, vai passeando, dando uma olhada nas postagens recentes, pesquisando assuntos do seu interesse, compartilhando o que você viu, leu, soube, e achou legal, e já já começa uma conversa, um papo furado, e quem sabe até uma nova amizade?
Vez por outra é na praça que ficamos sabendo dos novos casais. Eles aparecem por lá, dividindo seu status, fotografando os encontros, namorando, nos atualizando sobre sua vida, casando.
Também é na praça que temos notícias dos novos integrantes das famílias, filhos de amigos, netos, afilhados, sobrinhos, crianças que vamos vendo crescer ali na pracinha, na frente de todos.
Todos os dias, quando entro no computador, dou um pulo na pracinha. Não precisa de oi, nem de vou já, é só chegar. Praça é um lugar de ir e não dizer tchau, nem até logo, nem até breve. É um lugar de passar de vez em quando e puxar uma conversa com quem está por ali. Ninguém vai à praça se não quiser conversar, encontrar, conhecer o amigo do amigo, o filho do conhecido, o moço da feira, do curso, do evento, a dona do bar, da loja, da empresa.
Praça é lugar de ir para conviver. Lugar que conecta quem nem tinha como se conectar. Lugar de encontros, reencontros, descobertas. Lugar de procurar pessoas do passado e marcar um encontro para botar o papo em dia. Lugar de descobrir que aquela pessoa que você admira tanto, que curte as postagens, que compartilha o que escreve, mora aqui pertinho. Lugar de surpresas, descobertas e boas conversas com quem está perto e com quem está muito longe. A praça não faz distinção, recebe a todos da mesma maneira e os conecta.
Praça é onde encontramos os amigos. Na minha infância era na rua ou no pátio do Itatiaia, depois no Campo de São Bento, depois na Praia, assim mesmo, com maiúscula, porque era óbvio para todo mundo, que Praia, era a Praia de Icaraí; mais tarde em Itacoatiara. Hoje é no Facebook.
E viva a tecnologia!
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