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domingo, 23 de outubro de 2016

Há quase 40 anos...

Érima de Andrade

Tão estranho constatar que conheci essas pessoas há quase quarenta anos... não parece!
A relação continua a mesma, a mesma proximidade com os que eram mais íntimos, o mesmo jeitinho de falar, a mesma energia da nossa adolescência, agora mais madura, milhões de histórias e lembranças únicas, e outros milhões de lembranças compartilhadas por todos nós. Que viagem no tempo esse reencontro!

Se você nasceu depois de 1980, informo que havia vida muito antes disso, mas não a possibilidade, tão fácil de hoje em dia, de manter contato depois da faculdade.

Nossas opções na época, telefone fixo ou carta. Se mudava de endereço, a pessoa não lhe achava mais. Ah, e se você nasceu depois de 1980, informo que o número do telefone não ia na mudança. Outro endereço, outro número de telefone. E assim, cada um de nós foi seguindo a sua vida, lembrando de um tempo bom de estudos e aprendizagens, mas sem muitas esperanças de reencontrar os colegas.

Até que a Hebe, obrigada Hebe!, resolveu fazer um churrasco para reencontrar a turma. Chamou o Ricardo/Batata, para ajudar, falou com a Ana Lúcia, com a Teresa, e num trabalho de pesquisa e investigação, os nomes foram surgindo, as fotos da época também, as lembranças, e o reencontro tomou forma.

Conseguiram contato até com colegas que não estão no mundo virtual, nem em redes sociais! Se você é aquele que nasceu depois de 1980, informo que foi um trabalho árduo essa pesquisa. Mas muito compensador!

O churrasco, em Teresópolis, aconteceu. Mas por vários motivos diferentes, muitos, em cima da hora, não puderam comparecer. Aí já não tinha mais jeito, o bichinho do reencontro já havia nos picado...

E bora pensar numa outra data. E bora tentar falar com mais gente. E bora marcar num dia que todo mundo possa... não deu. E, de novo, tanta gente contatada que na última hora não pode ir. E tudo bem! A gente vai ensaiando encontros e um dia conseguimos um encontrão. É sempre ótimo! Do jeito que der para ser, nós fazemos. E saboreamos, desfrutamos, nos divertimos muito!

Eu, por exemplo, tinha hora para sair. Mas não tão rápido. Muita história atualizada, muita lembrança boa, e claro, fotos!

Essas primeiras são fotos da nossa turma na EBA, Escola de Belas Artes da UFRJ, as outras, dos nossos reencontros.

Obs: Atendendo a pedidos, vou postar todas as fotos que surgiram ao longo da busca. Explicando para você que nasceu depois de 1980: o foco não era automático. Ponto. Não dava para saber como a foto ficaria antes de revelar. Não tem tecnologia que melhore uma foto ruim. Mas eram momentos tão especiais que não desprezávamos foto nenhuma!
    <15/06/1978>

               
   <outubro 1977>









  





 Que muitos outros aconteçam!

domingo, 31 de maio de 2015

Comunicação virtual

Érima de Andrade

Sou do tempo que era preciso pedir ajuda de uma telefonista para ligar de Petrópolis para Niterói.
Pedir ajuda significa que: você liga para o número do interurbano, dá o seu número, o número e a cidade para onde você quer falar, e espera. Espera mesmo. Às vezes horas. Mas não esperava no telefone ocupando a linha, a telefonista ligava de volta para avisar que completou a ligação. E nesse meio tempo, claro, ninguém telefonava. Vai que ela completa a ligação e nosso telefone estava ocupado? Não dava para arriscar.

E para dar mais certo ainda, combinávamos com a pessoa a hora de ligar.
Combinávamos por carta. Com tudo funcionando bem, a carta chegava em menos de uma semana, saindo de Petrópolis e indo para Niterói. E se vovó, a destinatária da carta, respondesse rápido, não dava nem quinze dias entre escrever, mandar e receber a resposta dela...

Por isso acho tão mágico a facilidade que temos hoje de nos comunicar.
O telefone celular completa onde quer que você esteja. Você liga para sua vizinha e é surpreendida com a informação de que ela está fora do estado. E completou tão rápido! Nem parecia...

Email também é maravilhoso.
Você escreve e a pessoa, quando tiver tempo, lê e responde. Telefone não, telefone obriga você a atender na hora. Email é como um bilhetinho, você escreve e a pessoa quando pode, lê. Se der sorte, responde até na mesma hora.

Se bem que email está virando quase uma coisa ultrapassada. Hoje é mais rápido escrever via Facebook, ou whatsapp, ou mensagem (ainda chama torpedo?) ou qualquer outro aplicativo do celular.

Impessoal? Nenhum pouco.
Aliás, depende do usuário. Qualquer uma dessas formas de comunicação pode ser impessoal. Mas quando você quer mesmo se comunicar, são ferramentas maravilhosas.

Usando o Facebook encontrei colegas de colégio. Terminamos o que hoje chama segundo grau, há mais de quarenta anos.
A vida se encarregou de deixar umas próximas, outras sumidas, e o Facebook nos reconectou. Combinadíssimo um jantar por ano. E já fizemos dois! O primeiro no “nosso aniversário” de quarenta anos. Bom demais rever essa turma. Impressionante como a sensação de intimidade permaneceu, mesmo não sabendo mais nada, ou quase nada, da vida umas das outras. Maravilhas da comunicação.

Mas não é só pelo Facebook que mantemos contato com pessoas queridas. Por email também. Essa semana fui a um “aniversariantes do mês”. Era da turma de hidroginástica. Há quanto tempo não faço hidro? Uns cinco, seis anos. Mas o contato via email nos mantem próximas. E ir num evento desses é sempre revigorante, conversa boa, sem pressa, lugar agradável, tudo conspirando para um bom momento. Nem sempre dá para ir, a agenda nem sempre combina, mas encontra-las é bom demais. E o email me avisa quando será o próximo. Muito bom!

E grupo de whatsapp? Como o trequinho funciona bem!!!! Faço parte de um grupo “família”. Uma irmã na Espanha, sobrinhos na Bahia, outros em Resende, outros do outro lado da cidade, mas nunca fomos tão próximos! Claro que ninguém escreve testamento, são frases rápidas, conversas que teríamos em volta de uma mesa almoçando. Mas como é bom nos “falarmos” assim!

O marido de uma amiga querida sofreu um AVC, ficou dois meses internado. Rapidamente criou-se um grupo de amigas dela no whatsapp. Quem conseguisse notícias, passava para as outras em mensagens para o grupo. Foi bom para todo mundo. Ela não precisou repetir a história inúmeras vezes, quem não conseguia ligar tinha notícias mesmo assim, e rapidamente circulava qualquer pedido de ajuda ou informação. Uma agilidade inimaginável no tempo das telefonistas...

Ouço muitas reclamações sobre o mundo virtual, que as pessoas estão se isolando, que é tudo impessoal demais. Será mesmo? Depende única e exclusivamente de você.

Você dá atenção às pessoas que estão ao seu lado?

Você não vive sem internet, celular, Facebook?

Você tem encontros presenciais?

É uma escolha. Nada é bom ou mal por natureza, depende apenas do uso que você faz das ferramentas que tem a disposição.

E se você não está conseguindo equilibrar sua vida virtual com sua vida real, que tal se perguntar o que está acontecendo? Do que você quer fugir? O que você evita vivendo só virtualmente? O que você evita fugindo da internet?

E se precisar conversar a respeito, conte comigo. Começamos conversando por email, erimacba@gmail.com e, assim que possível, conversamos “ao vivo e a cores”, frente a frente. Combinado?

Boa semana!