Érima de Andrade
Essa semana soube de um trauma ocorrido na adolescência de uma amiga muito querida. Ela tinha em torno de 17 anos e era completamente apaixonada pelo namorado. Tinha certeza de que era o homem da sua vida e que iriam casar e formar uma linda família com quatro filhos. Num assalto violento, ele levou um tiro e morreu na frente dela. Se em qualquer fase da vida isso é um acontecimento traumático, aos 17 anos, e cheia de fantasias, foi de tirar o chão.
Me contou que teve dois dias para chorar. Conta, agradecida, que seus pais permitiram que ela passasse dois dias chorando no quarto. Mais que isso, ligaram para a melhor amiga e pediram que fosse até lá fazer um pouco de companhia para ela.
Segunda-feira ela voltou a rotina, trabalho e aulas.
Tem como voltar a rotina diante de um fato sem volta? Sim, dizem os especialistas. Apesar da reação de choque, que deixa a pessoa ansiosa, angustiada, carregando essa apreensão dentro de si, é possível voltar a rotina.
Com minha amiga foi assim, voltou na medida do possível, assumindo sua tristeza e seguindo em frente. Me disse, “Deus é tão bom, que a vida só vai em frente. Eu sabia que ia melhorar. E como na vida é possível se apaixonar de novo, encontrei meu companheiro de vida, e temos nossos quatro filhos. Com o tempo, realizei todos os meus sonhos. ”
O que chama minha atenção no relato dela é a gratidão, esse sentimento tão profundo que antecede o amor; a certeza, de que, na vida, nada dá errado, que tudo que acontece, acontece para o nosso bem e que o melhor sempre se manifesta; e o agir com positividade, isto é, olhando o que acontece no momento e agindo de acordo.
Positividade, vale a pena lembrar que não é, de maneira alguma, olhar a vida por um óculos cor de rosa. É olhar o que lhe acontece no momento e agir de acordo. Houve a perda e ela chorou, chorou muito, porque perder é mesmo doloroso e triste. E mesmo triste, estava agindo com positividade.
Ser positivo é fazer o seu melhor com o que está lhe acontecendo no momento. É não deixar a impotência tomar conta, é estar pronto para recomeçar depois do choro, é seguir em frente.
Não é por que você é positivo que não precisa de apoio. Precisa e merece. E por isso ela é grata. Seus pais a apoiaram na medida do possível. É difícil para quem está próximo ver o sofrimento. Por isso, as pessoas que convivem com quem passou por um grande trauma, têm ansiedade pela volta por cima. Por afeto, cobram melhoras, reações, sinais de recuperação. Por amor, fazem de tudo para que a vida continue.
Bloquear, inibir ou adiar o que você está sentindo não vai ajudar. Também não vai adiantar pedirem que se recupere rápido. E tudo bem sentir o que você está sentindo. O importante é não fingir, negar ou disfarçar o assunto.
Assumir a dor, a tristeza, respeitar o tempo é fundamental. A lição a ser aprendida é respeitar o tempo. As pesquisas mostram que a maior parte das pessoas acaba tendo uma resolução espontânea dessa reação de estresse pós trauma, depois de mais ou menos um mês. Mas isso não é uma regra.
Superar leva tempo e cada um tem o seu período para digerir sua perda. A perda é uma experiência altamente dolorosa e realmente abala qualquer estrutura. É natural sofrer por um tempo, ter dificuldade para encarar a realidade, sentir vontade de ficar isolado, sentir que a vida temporariamente perdeu a graça. Isso faz parte do processo.
A dor é particular e por vezes pode ser vivenciada em silêncio, com a rotina de vida mantida, como trabalho, estudo, amigos, passeios. E isso não significa que a pessoa não esteja carregando e elaborando o sofrimento desta perda.
Existe o tempo do relógio e o tempo interno. O relógio marca horas, dias, semanas. O tempo interno anda conforme suas sensações e seus sentimentos. É totalmente pessoal. Sem dúvida, o tempo do relógio ajuda a entrar novamente na realidade. Mas o tempo de superar o trauma é particular.
Pessoas diferentes, vivem seus sentimentos de forma diferente, elaboram suas perdas em tempos diferentes e de forma muito pessoal. Nos cabe respeitar.
Pessoas resilientes se recuperam com ou sem ajuda. As mais frágeis precisam de acompanhamento. E tudo bem, depende mesmo de cada caso e de cada pessoa.
Resiliência é a reação positiva, a capacidade de superar as adversidades e ser forte durante as crises; a capacidade de se recuperar, de aprender e de ser transformado pelas experiências dolorosas; a capacidade de se desenvolver bem e de se projetar no futuro, com uma visão realista e otimista.
Mesmo sendo resiliente, você não precisa passar por isso sozinho. É bom demais sentir que não está sozinho, ser ouvido e acolhido. Permita a aproximação.
Não há regras nem fórmulas para conquistar a felicidade, mas entender que os altos e baixos também fazem parte de uma vida feliz é um importante primeiro passo.
Encontrar sentido no que você faz também ajuda, pois se sentir útil é a forma mais rápida de transformar o sofrimento em alegria. Você se sente ocupando seu lugar no mundo. E somente quando encontra seu lugar no mundo, você pode sentir alegria ao levantar pela manhã.
Sim, nem sempre tudo dá certo. Nem sempre as coisas acontecem da maneira que a gente espera. A vida é imprevisível, e acontece, muitas vezes, que estruturas aparentemente seguras sejam repentinamente demolidas. E nada mais depende de você.
As mudanças vão acontecendo sem a sua permissão. O mundo vai modificando e você, de repente, se vê numa situação que não imaginava, não contava, não queria. Mas você pode seguir em frente e ser grato.
A gratidão traz a compreensão significativa de que, na vida, nada dá errado. Tudo que nos acontece é para o nosso bem. O mal é aparente. Com gratidão é possível compreender o que está por trás do mal, qual a lição que você precisa aprender.
Não há hábitos ou regras para nos fazer felizes, não existe fórmula para alcançar a paz interior, mas viver a vida com confiança de que tudo está certo, enfrentando de frente o problema, nos torna capazes de perceber pequenas alegrias no meio do caos. Pequenas soluções, caminhos, saídas, e tudo enfim que você precisa para que as coisas comecem a entrar nos eixos.
Sim, coisas ruins às vezes nos acontece. E sim, nós podemos lidar com isso.
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domingo, 26 de junho de 2016
Depois da Dor
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domingo, 3 de abril de 2016
100.000 leitores!
Érima de Andrade
Que legal! 100 mil leitores! No momento que escrevo esse texto, a página de estatística do blog registra 100.102 leitores! Gratidão infinita a todos que passam, ou já passaram por aqui. Gratidão por cada olhar, cada comentário, cada momento. Gratidão por cada aprendizado. Gratidão pela percepção cada vez mais clara que sim, vale a pena compartilhar o que eu penso, escrevo, aprendo.
Números redondos... há toda uma magia nesses números. O redondo tem o sentido de cheio, completo. “E, quando se completam, adquirem a forma perfeita, "redonda", esférica e sem arestas, de uma proeza humana. ”(Luiz Zanin). Cem mil leitores, uma proeza sem dúvidas para um blog basicamente de textos grandes...
Esse blog nasceu sem muito compromisso. Queria, de alguma maneira, continuar as conversas do consultório. Quem trabalha com humanos sabe que somos mais parecidos que diferentes. Então sei que as respostas às questões levantadas por um paciente funcionam com várias outras pessoas. Senti que as conversas no consultório poderiam ajudar essas pessoas que não estão numa terapia, mas estão buscando entender o que acontece com elas. Como geminiano ama compartilhar informações, escrever esse blog foi quase um caminho natural.
A gente nunca sabe como o outro vai reagir a uma fala nossa, nem o que de fato ele ouve. Também não se tem ideia de como as pessoas vão receber esse ou aquele texto. Vira e mexe me surpreendo com a audiência semanal de um texto de anos atrás! Vai saber que caminhos levaram até ele tanta gente ao mesmo tempo... Só sei que acontece.
Muitas pessoas entram em contato comigo para dizer que acham que esse ou aquele texto foi feito pensando nelas. Dizem que esclareceu uma questão que estavam vivendo, e ficam muito gratas de encontrar meu blog. Que bom que pude ajudar!
Os textos são inspirados em ninguém e em todo mundo. Somos únicos e ao mesmo tempo tão iguais. Os caminhos para o autoconhecimento são comuns a todos. A questão que levou a busca pelo autoconhecimento é individual. Tão humano e tão lindo.
Não sei o que faz as pessoas chegarem ao blog, mas sei que o meu texto faz voltarem para ler mais um pouquinho. E assim cheguei aos cem mil leitores. Obrigada!
Uma questão levantada por um cliente, ou por um amigo, ou por um e-mail, pode inspirar um post; os eventos produzidos por amigos podem virar um post; um texto que considero inspirador vira um post.
Clientes sem foco inspiram textos sobre objetivos e metas; clientes com várias versões da mesma história inspiram textos sobre edição de lembranças e memórias; clientes com perdas cognitivas inspiram textos de neuróbica, e assim esse blog vai sendo construído, pulando de um assunto para o outro sem cerimônia, na crença de que leitores que valem a pena sempre querem ser estimulados por coisas diferentes.
Todos os textos e imagens deste blog são de minha autoria, salvo exceções mencionadas. No caso de encaminhamento de posts e/ou divulgação de conteúdo, ideias e imagens, por favor, não deixe de citar os devidos créditos. Surpreendentemente, mesmo lendo aí embaixo, postado por Érima, e aí em cima Érima de Andrade, algumas pessoas consideram que o texto apareceu magicamente, e que por isso é de domínio público e pode ser divulgado sem me dar o crédito da autoria.
Então a esses, explico regras básicas de gramática. Quando citamos um autor, colocamos o texto, ou a frase, entre aspas, seguido do nome de quem falou ou escreveu a frase ou texto. Se, mesmo pesquisando, não descobrimos a autoria de quem colocou no papel aquela ideia que cabe tão bem no que você está redigindo, ainda assim, colocamos o texto entre aspas e acrescentamos a informação de autoria desconhecida. Simples não é?
Então, deixando mais claro ainda, se o texto que você gostou e quer usar, não estiver entre aspas, foi totalmente escrito por mim. Obrigada por respeitar a minha produção.
Desabafo feito, sigo na torcida para que esse espaço inspire outros terapeutas ocupacionais a escreverem sobre suas práticas.
E como não dá para chegar aos cem mil sem acordar cantando, segue uma canção deliciosa da Flávia Wenceslau, que eu gosto tanto que já até postei aqui no blog. Vale a reprise, vamos cantar Pé de Alegria?
Que legal! 100 mil leitores! No momento que escrevo esse texto, a página de estatística do blog registra 100.102 leitores! Gratidão infinita a todos que passam, ou já passaram por aqui. Gratidão por cada olhar, cada comentário, cada momento. Gratidão por cada aprendizado. Gratidão pela percepção cada vez mais clara que sim, vale a pena compartilhar o que eu penso, escrevo, aprendo.
Números redondos... há toda uma magia nesses números. O redondo tem o sentido de cheio, completo. “E, quando se completam, adquirem a forma perfeita, "redonda", esférica e sem arestas, de uma proeza humana. ”(Luiz Zanin). Cem mil leitores, uma proeza sem dúvidas para um blog basicamente de textos grandes...
Esse blog nasceu sem muito compromisso. Queria, de alguma maneira, continuar as conversas do consultório. Quem trabalha com humanos sabe que somos mais parecidos que diferentes. Então sei que as respostas às questões levantadas por um paciente funcionam com várias outras pessoas. Senti que as conversas no consultório poderiam ajudar essas pessoas que não estão numa terapia, mas estão buscando entender o que acontece com elas. Como geminiano ama compartilhar informações, escrever esse blog foi quase um caminho natural.
A gente nunca sabe como o outro vai reagir a uma fala nossa, nem o que de fato ele ouve. Também não se tem ideia de como as pessoas vão receber esse ou aquele texto. Vira e mexe me surpreendo com a audiência semanal de um texto de anos atrás! Vai saber que caminhos levaram até ele tanta gente ao mesmo tempo... Só sei que acontece.
Muitas pessoas entram em contato comigo para dizer que acham que esse ou aquele texto foi feito pensando nelas. Dizem que esclareceu uma questão que estavam vivendo, e ficam muito gratas de encontrar meu blog. Que bom que pude ajudar!
Os textos são inspirados em ninguém e em todo mundo. Somos únicos e ao mesmo tempo tão iguais. Os caminhos para o autoconhecimento são comuns a todos. A questão que levou a busca pelo autoconhecimento é individual. Tão humano e tão lindo.
Não sei o que faz as pessoas chegarem ao blog, mas sei que o meu texto faz voltarem para ler mais um pouquinho. E assim cheguei aos cem mil leitores. Obrigada!
Uma questão levantada por um cliente, ou por um amigo, ou por um e-mail, pode inspirar um post; os eventos produzidos por amigos podem virar um post; um texto que considero inspirador vira um post.
Clientes sem foco inspiram textos sobre objetivos e metas; clientes com várias versões da mesma história inspiram textos sobre edição de lembranças e memórias; clientes com perdas cognitivas inspiram textos de neuróbica, e assim esse blog vai sendo construído, pulando de um assunto para o outro sem cerimônia, na crença de que leitores que valem a pena sempre querem ser estimulados por coisas diferentes.
Todos os textos e imagens deste blog são de minha autoria, salvo exceções mencionadas. No caso de encaminhamento de posts e/ou divulgação de conteúdo, ideias e imagens, por favor, não deixe de citar os devidos créditos. Surpreendentemente, mesmo lendo aí embaixo, postado por Érima, e aí em cima Érima de Andrade, algumas pessoas consideram que o texto apareceu magicamente, e que por isso é de domínio público e pode ser divulgado sem me dar o crédito da autoria.
Então a esses, explico regras básicas de gramática. Quando citamos um autor, colocamos o texto, ou a frase, entre aspas, seguido do nome de quem falou ou escreveu a frase ou texto. Se, mesmo pesquisando, não descobrimos a autoria de quem colocou no papel aquela ideia que cabe tão bem no que você está redigindo, ainda assim, colocamos o texto entre aspas e acrescentamos a informação de autoria desconhecida. Simples não é?
Então, deixando mais claro ainda, se o texto que você gostou e quer usar, não estiver entre aspas, foi totalmente escrito por mim. Obrigada por respeitar a minha produção.
Desabafo feito, sigo na torcida para que esse espaço inspire outros terapeutas ocupacionais a escreverem sobre suas práticas.
E como não dá para chegar aos cem mil sem acordar cantando, segue uma canção deliciosa da Flávia Wenceslau, que eu gosto tanto que já até postei aqui no blog. Vale a reprise, vamos cantar Pé de Alegria?
"Eu hoje tô feliz da vida
Em mim um pé de alegria resolveu brotar
E acho que de tão contente
Em uma borboleta de três cores
Verde, rosa e amarelinha vou me transformar
E voar no céu azul claro
Que é claro que eu te amo meu amor
As coisas que sofri calada
As lágrimas na madrugada só o tempo mesmo que curou
Felicidade é diferente
É livre, leve e consciente
E não vem em disco voador
Vem da paz de olhar profundamente
E ver dentro da gente algum valor
PS: agora o blog tem também uma página no Facebook, dê uma olhada: https://www.facebook.com/erimadeandrade.blog/
As lágrimas na madrugada só o tempo mesmo que curou
Felicidade é diferente
É livre, leve e consciente
E não vem em disco voador
Vem da paz de olhar profundamente
E ver dentro da gente algum valor
Eu hoje tô feliz da vida
E lembro das longas histórias que meu pai um dia me contou
E acho que de tão contente
Vou realmente ler o livro que há tanto tempo você me emprestou
Mas só vou gostar se for poesia que fale das belezas do amor
E voar no céu azul claro
Que é claro que eu te quero aonde eu for
Eu hoje tô feliz da vida
Em mim um pé de alegria resolveu brotar
E acho que de tão contente
Em uma borboleta de três cores
Verde, rosa e amarelinha vou me transformar
E voar no céu azul claro
Que é claro que eu te amo meu amor
E voar no céu azul claro
Que é claro que eu te quero aonde eu for"
PS: agora o blog tem também uma página no Facebook, dê uma olhada: https://www.facebook.com/erimadeandrade.blog/
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domingo, 15 de fevereiro de 2015
É carnaval!
Érima de Andrade
Hoje eu acordei cantando o samba enredo, feito por Didi e Mestrinho, para a GRES União da Ilha do Governador, em 1982: “É hoje o dia da alegria...”
Eu nem gosto assim de carnaval, não sou da folia, mas é inegável o clima de alegria que enche o ar. Um calor sem precedentes, crise hídrica, crise ética na política, crise politica, crise na Petrobrás, falta água, falta luz, falta verdura, sobra trânsito, e mesmo assim, o povo descobre motivos para comemorar e vai para festa! Amo ser brasileira!
E bora cantar: “e a tristeza nem pode pensar em chegar ...”
Hoje eu acordei cantando o samba enredo, feito por Didi e Mestrinho, para a GRES União da Ilha do Governador, em 1982: “É hoje o dia da alegria...”
Eu nem gosto assim de carnaval, não sou da folia, mas é inegável o clima de alegria que enche o ar. Um calor sem precedentes, crise hídrica, crise ética na política, crise politica, crise na Petrobrás, falta água, falta luz, falta verdura, sobra trânsito, e mesmo assim, o povo descobre motivos para comemorar e vai para festa! Amo ser brasileira!
E bora cantar: “e a tristeza nem pode pensar em chegar ...”
É Hoje O Dia - Didi e Mestrinho - GRES União da Ilha do Governador - 1982
"A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei no meio de uma gente
tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba
Pra mãe-de-santo rezar
Contra o mau olhado
Carrego o meu Patuá
Acredito ser o mais valente
Nessa luta do rochedo com o mar
É hoje o dia da alegria e a tristeza
Nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu
Se há na avenida
Alguém mais feliz que eu"
"A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei no meio de uma gente
tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba
Pra mãe-de-santo rezar
Contra o mau olhado
Carrego o meu Patuá
Acredito ser o mais valente
Nessa luta do rochedo com o mar
É hoje o dia da alegria e a tristeza
Nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu
Se há na avenida
Alguém mais feliz que eu"
domingo, 4 de janeiro de 2015
Meus desejos para você em 2015
Nessa oração celta os meus
desejos para você em 2015.
Que seja um ano maravilhoso!
Beijos,
Érima
“Que despertes para o mistério de estar aqui e compreendas a silenciosa
imensidão da tua presença.
Que tenhas alegria e paz no templo dos teus sentidos.
Que recebas grande encorajamento quando
novas fronteiras acenam.
Que respondas ao chamado do
teu Dom e encontre a coragem para seguir-lhe o caminho.
Que a chama da raiva te
liberte da falsidade.
Que o ardor do coração
mantenha a tua presença flamejante e que a ansiedade jamais te ronde.
Que a tua dignidade exterior
reflita uma dignidade interior da alma.
Que tenhas vagar para celebrar
os milagres silenciosos que não buscam atenção.
Que sejas consolado na
simetria secreta da tua alma.
Que sintas cada dia como uma
dádiva sagrada tecida em torno do cerne do assombro”.
Oração Celta
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