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domingo, 11 de março de 2018

Mosaico Terapêutico

Érima de Andrade

Hoje estou muito empolgada escrevendo influenciada pelas boas energias de um encontro com terapeutas ocupacionais.

Que delicia é encontrar outras terapeutas ocupacionais! Como as encontrei numa oficina terapêutica, é mais ou menos como estar num paraíso!





Para quem não sabe, terapeutas ocupacionais sofrem de solidão.
Temos um olhar amplo sobre o ser humano, temos um raciocínio terapêutico próprio da nossa formação, treinamos tanto análise de atividades, o nosso diferencial profissional, que muitas vezes a fazemos no automático, e estando com outras t.o.’s não precisamos explicar o passo a passo desse raciocínio. Isso é um paraíso!

E isso gente, é como voltar a falar a língua da pátria mãe depois de anos morando no exterior! Por isso sofremos de solidão, sofremos de carência de comunicação com quem entende o que estamos falando, como estamos pensando, e que objetivos vislumbramos numa atividade. 


Por favor, não deixem minha empolgação lhes fazer pensar que não gostamos de falar, ou explicar, o nosso trabalho.
Gostamos! Muito! Não tem terapeuta ocupacional sem paixão pelo que faz. Podem nos perguntar sempre. De verdade!

Mas voltar para casa é uma sensação especial e única, e encontrar t.o.’s dá essa sensação: voltamos para casa.

Ontem participei da
oficina de mosaico oferecida pelas queridas Márcia Garcia Rogério e Denise de M. Simões. Foi lá que encontrei t.o.’s. E gostei tanto que tentarei ir em todas as outras que surgirem por aqui, porque perto de casa também é uma felicidade.

Uma manhã com início de tarde deliciosa! Estávamos tão empolgadas, sentadas em círculo, trocando, que não foi possível respeitar o horário da programação. Desculpa aí quem estava com o horário apertado!



Mas a troca foi tão boa que custamos a perceber hora, sede, fome, programação… Não é ótimo se envolver assim numa atividade e nem sentir o tempo?





Márcia e Denise, obrigada por terem criado esse momento, essa oficina, essa atividade! Foi bom demais! 



Se você, leitor, nunca pensou no mosaico como uma atividade terapêutica, vale ler o que diz a respeito a Kátia Calaça Sperle: “O mosaico em suas variadas modalidades, em seus múltiplos materiais leva ao manuseio, ensina, cria contornos do pensamento, mão e cérebro trabalhando em sintonia. A matéria, o material selecionado para trabalhar mostra e revela o que fazer com ele, indica caminhos, abre portas, leva o autor ao processo de individuação, a busca do seu equilíbrio pelo processo de criar, de materializar os símbolos através das obras.”  

E sim, o produto final deve ser agradável para quem faz, paciente ou não. A menos que a atividade seja profissionalizante, não se cobra técnica, estética, acabamento numa oficina terapêutica. Eu gostei do resultado do meu exercício, por ter conseguido, por ter aprendido, por ter conhecido esses materiais. E orgulhosa deles, vou colocá-los aqui ilustrando também esse texto. 


 

Quer um conselho? Em terapia ou não, permita-se experimentar. Oficinas de atividades expressivas são ótimas restauradoras da alma. Se for com um terapeuta ocupacional vai ser melhor ainda, mas qualquer forma de se expressar vale a pena. 

Bora se expressar?

domingo, 18 de outubro de 2015

Ser T.O.

Érima de Andrade

Uma amiga minha, após assistir uma avaliação feita por uma terapeuta ocupacional, exclamou maravilhada:
“Que lindo! T.O’s pensam com liberdade!”

Que bom que ela percebeu! Realmente, nós vemos possibilidades onde a maioria vê impossibilidade, vemos solução onde as pessoas só enxergam problemas, desenvolvemos estratégias de superação quando as pessoas acreditam que não tem saída, não tem mais jeito, usamos com criatividade diversos materiais, descobrimos funções especiais em objetos da vida diária, damos potência ao outro, adaptamos a casa, o trabalho, o trajeto as possibilidades das pessoas, motivamos, estimulamos, acreditamos que todas as pessoas são capazes independente da sua condição, transformamos com o uso das atividades as vidas dos pacientes, das famílias, das comunidades e, claro, dos terapeutas.

Realmente nós pensamos com liberdade, e sabemos que vamos ser transformados por cada uma dessas experiências.

Dia 13 de outubro comemoramos o dia dos terapeutas ocupacionais e dos fisioterapeutas. É o mesmo dia para as duas profissões porque foram regulamentadas no mesmo dia, 13 de outubro de 1969.

Parabéns a esses profissionais responsáveis por garantir a saúde e qualidade de vida de todos nós. Cada um com a sua função, esses profissionais estão por trás do desenvolvimento das pessoas que têm algum impedimento que atrapalhe sua independência e participação plena na sociedade.

Meu blog bombou em 13 de outubro com pessoas pesquisando sobre terapia ocupacional e frases para esse dia. Um dos textos teve 546 visitas! Um recorde para um dia só e um só texto.

Para não deixar a data passar em branco, e, quem sabe, ajudar nas pesquisas dos próximos dias 13 de outubro, vou reproduzir aqui alguns textos divulgados nas redes sociais em nossa homenagem:

“Feliz dia do “se for possível, já está feito. Se for impossível, vamos fazê-lo!”- TO em Saúde Mental – Facebook

“Hoje é o dia do profissional que não se abate com limitações, mas se anima com possibilidades!”- T.O. em Saúde Mental - Facebook

“Construiremos unidos mais do que os outros julgam necessário, arriscaremos mais do que os outros julgam seguro, sonharemos mais do que os outros julgam prático, e alcançaremos mais do que os outros julgam possível. Dia 13 de outubro, dia do terapeuta ocupacional.” – desconheço a autoria

“Terapia Ocupacional - Pequenos movimentos, grandes emoções.” – crefito 5

“13 de outubro,
Dia do fisioterapeuta
Porque a vida precisa de movimento...

Dia do Terapeuta Ocupacional
Porque o movimento da vida precisa de função...

Parabéns aos profissionais que reabilitam a esperança com o movimento da vida...” - Santa Casa Passos


“Fico pensando se não está mesmo aí a delícia de ser Terapeuta Ocupacional.

O paciente chega, encontra o terapeuta, encontra os materiais oferecidos por ele e, através deles, se (re)encontra. Encontra um novo modo de pensar e agir no mundo.

O terapeuta encontra o paciente, oferece a ele materiais para serem transformados, e se transforma, também, a partir deste encontro.

O poeta já dizia que "viver é a arte do encontro, embora haja muitos desencontros". Concordo com ele.

Pra mim, ser Terapeuta Ocupacional é buscar o equilíbrio entre os encontros e desencontros da vida. Pra mim.” Cíntia Schwab

domingo, 27 de setembro de 2015

Pertencendo à Terapia Ocupacional

Érima de Andrade

Uma das necessidades básicas do ser humano é pertencer.
Pertencer e se identificar com um grupo é tão necessário ao ser humano quanto para a maioria dos animais. É por isso que nos unimos e formamos famílias, tribos, torcidas, grupos e até gangues.

Queremos sentir que fazemos parte de algo maior, queremos estar acolhidos e protegidos, e pertencendo as coisas do mundo.
Eu pertenço a algo e me sinto bem e muito seguro neste algo. É uma sensação agradabilíssima: pertencimento. Fazer parte é tudo de bom!

Essa semana me senti de novo pertencendo. Quer dizer, sempre me senti pertencendo,
internamente sempre fiz parte, mas essa semana foi especial, eu vivi o pertencimento e a identificação.

As sensações vieram juntas: pertencimento, identificação, completude, e a certeza de que escolhi o caminho certo, com a convicção de que eu quero sim isso pro resto da minha vida.

Estou falando da terapia ocupacional. Se você conhece algum terapeuta ocupacional já ouviu a queixa recorrente: terapeutas ocupacionais sofrem de solidão. É fato, sofremos mesmo. São raras as equipes que contam com mais de um terapeuta ocupacional.

Claro que fazer parte de uma equipe multiprofissional é tudo de bom, mas estar entre os seus é maravilhoso! Há quanto tempo não me acontecia de informar: “vou fazer uma palestra sobre neuróbica”, e não precisar explicar o que é!!!!

Ou falarmos das nossas soluções sem precisar explicar, detalhadamente, como chegamos nelas! Nós sabemos! Fazemos esse mesmo caminho na nossa prática diária. A conversa flui fácil, gostosa, leve.

Por favor, se você não é terapeuta ocupacional, não se ofenda. Temos o maior prazer de explicar tudo, de divulgar nossa profissão, de mostrar os caminhos que escolhemos, mas falar sem precisar explicar é como voltar para casa.

Me senti como se estivesse morando há anos no Japão e de repente ouvi alguém falando português perto de mim. É muito bom!

Sim, eu quero ser terapeuta ocupacional o resto da vida, mas também quero encontrar sempre com T.O.’s que trabalham em saúde mental. E conversar, e aprender, e trocar, e crescer sempre. Parafaseando os espíritas, progredir sempre, tal é a lei!Eu quero!

E Cíntia Schwab, uma terapeuta ocupacional porreta, como se diz lá na Bahia, tem energia, disposição e criatividade para nos juntar. Fazer um curso com ela é viver a terapia ocupacional no que ela tem de melhor, o olhar sobre o outro, o cuidado para respeitar limites, a abertura para ouvir, a disposição para trocar, tocar e transformar.

Juntar é o verbo certo, turma pequena, mas com terapeutas de todos os cantos do Brasil. Vários sotaques, e mesmo assim, a mesma língua. Ô coisa boa!!!!!!

Meu sentimento agora é de gratidão. Alma renovada, mente aberta, sentimento pleno, corpo feliz, socialmente integrada. Todos os aspectos da saúde plena nutridos e satisfeitos.

Obrigadas queridas da turma de modulação sensorial. Obrigada Cíntia. Obrigada a todo mundo que tornou possível minha participação.

Sou bem feliz porque sou T.O.

domingo, 16 de agosto de 2015

Cognição e quimioterapia

Érima de Andrade

Um dos possíveis efeitos da quimioterapia é o déficit cognitivo que se traduz em
:

- problemas de atenção,
- disfunção da memória verbal e de trabalho,
- dificuldade com a velocidade e o processamento da informação, incluindo tarefas mentais como atenção, raciocínio e memória,
- problemas com a compreensão ou entendimento,
- dificuldade com o julgamento,
- dificuldade em encontrar a palavra certa,
- dificuldade de lembrar de coisas, fatos, nomes,
- dificuldade de concentração,
- dificuldade com o aprendizado de coisas novas,
- dificuldade em gerir as atividades diárias.

Podem ocorrer também, como efeito da quimioterapia, mudanças comportamentais e emocionais, e confusão.
Se você ou alguém que você conhece está enfrentando esses sintomas, saiba que eles são mais comuns do que se pensa, e que é possível aprender a lidar com eles.

As queixas dos pacientes que passaram por quimioterapia, muitas vezes vêm acompanhadas de um sentimento descrito como “uma sensação da cabeça não estar funcionando bem”. Eles notam alterações em sua memória e nas habilidades de pensamento, mas não sabem como descrever as disfunções em várias funções cognitivas. Como eu passei por isso, posso afirmar que a “sensação da cabeça não estar funcionando bem” descreve muito bem essa fase.

As dificuldades que esses pacientes enfrentam podem variar em intensidade e podem tornar difícil a realização de atividades rotineiras. Como esses sintomas vão perdurar por um tempo após o fim do tratamento, é necessário aprender a lidar com eles, e isso envolve encontrar maneiras de desempenhar melhor as atividades da vida diária.

Explicando melhor, após o término das sessões de quimioterapia, o paciente continuará a sentir efeitos do remédio no seu corpo, como dormências nas extremidades e os déficits cognitivos. À medida que o corpo for eliminando o remédio, os sintomas vão desaparecendo. Praticar exercícios ajuda muito nessa etapa.

Até lá, o melhor mesmo é aprender a lidar com isso. Algumas dicas do que pode ser feito:

- Use lembretes e faça listas - leve um caderninho (ou agenda do celular ou de papel) com você e anote as coisas que você precisa fazer. Por exemplo, listas de coisas para comprar, listas de tarefas com as datas, horários e endereços, coisas para fazer, telefonemas para retornar, e até mesmo, questões mais práticas como horários de medicações e consultas. Lembre de riscar da lista os itens realizados.

- Faça um caderno de memórias – ou agenda diária para não esquecer atividades e datas importantes. Faça como um diário onde você pode monitorar possíveis sintomas, efeitos colaterais que esteja sentindo, ou anotar perguntas a fazer o seu médico na próxima consulta.

- Use um calendário de parede - para algumas pessoas isso funciona melhor do que uma agenda ou um caderno de anotações, porque você pendura em um lugar que é fácil de ver. É importante pendurar onde você possa ver sempre, como na porta da geladeira ou no espelho do banheiro.

- Deixe uma mensagem em sua secretária eletrônica para se lembrar de algo importante - ligar para você mesmo e gravar o recado, pode ser uma boa solução se não tiver como anotar na hora alguma coisa importante. Ao ouvir o recado, lembre de anotar onde você poderá ler sempre que necessário.

- Organize o ambiente - manter as coisas em lugares familiares vai ajudar a lembrar onde as colocou. Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.

- Evite distrações - trabalhar, ler e fazer suas tarefas em um ambiente organizado e pacífico pode ajudar a manter o foco por longos períodos de tempo.

- Tenha conversas em lugares calmos - isso minimiza distrações e permite que você se concentre melhor no que a outra pessoa está dizendo.

- Repita em voz alta as informações que ouvir e anote os pontos importantes - você pode falar enquanto escreve, assim estará acessando também a memória auditiva. E quanto mais estímulos cognitivos você tiver, melhor.

- Mantenha sua mente ativa - exercite seu cérebro com atividades mentais, como palavras cruzadas, quebra-cabeças, pintura, música ou ainda um novo hobby. Procure atividades que sejam prazerosas e ao mesmo tempo desafiem sua atenção, sua memória ou seu raciocínio, como palestras sobre assuntos que lhe interessam, shows, peças, exposições, conversas com amigos.

- Revise - verifique novamente as coisas que você escreve para se certificar de que você usou as palavras e ortografia corretas. O déficit de atenção pode se manifestar em letras e palavras que não são escritas. Ler em voz alta pode ajudar nessa revisão.

- Treine-se para se concentrar - costumamos fazer uma coisa enquanto pensamos sobre outra, o que aumenta as chances de esquecer algo importante. Concentre-se no que está fazendo para não perder objetos simples, como a chave. Além disso, você pode usar a dica anterior e dizer em voz alta para si mesmo: “Eu estou colocando as minhas chaves na minha cômoda.”

- Exercícios, boa alimentação, boa hidratação, sono de qualidade - as pesquisas sobre qualidade de vida mostram que essas coisas ajudam a manter sua memória de trabalho no seu melhor. A atividade física pode aumentar a agilidade mental, então tente caminhar, nadar, dançar, fazer yoga, jardinagem, ou qualquer outra atividade que lhe dê prazer.

- Converse com as pessoas sobre o que você está passando - dependendo da intimidade, você pode dizer a sua família e amigos suas falhas cognitivas, assim eles poderão entender se você esquecer as coisas que você normalmente não iria esquecer, e ajuda-lo.

- Terapia ocupacional – sempre procure ajuda profissional se sentir que não está dando conta sozinho. Especialmente se viver com sintomas cognitivos da quimioterapia lhe deixar ansioso ou triste.

Lembre que de uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos. Então qualquer atividade estimulando os sentidos será benéfica para você.

E claro, você pode contar comigo:

Érima de Andrade
CREFITO 2 4284to
erimacba@gmail.com

domingo, 3 de maio de 2015

Colorindo

Érima de Andrade

Com certeza você já viu, ouviu falar, ou tem, um livro de colorir para adultos. Virou moda. Do meu ponto de vista, muito bem vinda.

Gostei que essa ideia tivesse atingido tanta gente.  Mas é claro que para nós, terapeutas ocupacionais, não é nenhuma novidade os benefícios adquiridos com essa atividade.

Os livros são vendidos como antiestresse, e realmente funcionam para isso. É um momento de parar, relaxar, a cabeça descansa, o tempo passa, a respiração tranquiliza, é quase uma meditação. Uma atividade simples com tantos benefícios tinha mesmo que virar moda.

Num tratamento terapêutico ocupacional, chamamos essa atividade de atividade expressiva. Sabemos que a atividade expressiva funciona como psicoterapia, como elemento de elucidação do diagnóstico, e como controle da evolução dos casos clínicos. Mas você não precisa saber de tudo isso para aproveitar essa tão bem vinda moda de colorir para relaxar do estresse diário.

Não se preocupe em ser artista, você não precisa ter nenhum pré-requisito para começar a colorir e se beneficiar com isso.  Muitas vezes a arte foi o reduto da expressão livre, e acabou conquistando um lugar privilegiado, a partir do momento em que as atividades cotidianas, ou de trabalho, estimulavam o contrário. Mas é um vício de percepção considerar que o criativo é o genial, o inédito, o exclusivo.

Nosso fazer diário, está repleto de situações, mais ou menos inusitadas, que nos fazem buscar uma nova maneira de agir. O nosso dia-a-dia é cheio de situações desconhecidas, novas, que exigem uma resposta imediata que exigem, justamente, atitudes criativas.  Você, com certeza, já precisou se virar para dar conta de situações inusitadas, e claro, usou sua criatividade. Então anime-se, colorir também é para você.

Eu tenho o meu livro e estou adorando. Você, leitor do blog, sabe que passei por uma mastectomia. Como eu ainda passaria por quimioterapia e radioterapia, não pude reconstruir imediatamente minha mama. Mas isso ficou para trás e já tenho minha mama de volta.

A técnica escolhida pelo cirurgião para a reconstrução foi a rotação do reto abdominal.  Não precisa de prótese e o resultado é bem natural. Mas... sempre tem um mas, a recuperação é lenta, em torno de 30 dias. E nessa fase em casa, meu livro de colorir tem sido uma ótima companhia. Se já era uma atividade que me atraia, agora então estou adorando.

Super recomendo para quem como eu, esteja passando por um período de repouso. Mas também recomendo para quem está no estresse do dia-a-dia. Recomendo para quem nunca fez nada parecido, para quem gosta de colorir, para quem não sabe se gosta de colorir, para quem quer descobrir seu lado lúdico. Ou seja, é uma atividade bem vinda para todos.


Aproveite a moda e inspire-se. Tenho certeza que vai gostar.


domingo, 30 de novembro de 2014

De volta aos atendimentos!

Queridos todos,


Como vocês sabem passei esse ano de 2014 as voltas com o tratamento do câncer de mama (mastectomia, quimioterapia, transfusão, radioterapia e exames mil). Graças a Deus isso passou, virei essa página! Obrigada Alexandre Vianna e Ricardo Salgado!

Agora estou de volta, com força total, aos atendimentos como psicoterapeuta ocupacional. Estou atendendo, com hora marcada, no meu consultório no Itaipu Multicenter, sala 308, e também por Skype: erima.de.andrade

Quem sabe não é o seu momento de começar um trabalho de autoconhecimento?

Espero por você!

Beijos,

Érima de Andrade
Terapeuta Ocupacional- Crefito2 4284TO
21 979533133 ou 21 26099092
erimacba@gmail.com

Ps: segue um texto meu sobre por que fazer terapia, achei que seria interessante falar um pouco sobre isso também. Beijos


Por que fazer terapia?


Érima de Andrade
O que leva alguém a buscar uma terapia, ou qualquer outro trabalho de autoconhecimento?

Todos buscam a mesma coisa, mesmo que não tenham clareza da resposta: independência emocional. E como se conquista a independência emocional? Pensando sobre a própria vida, compreendendo seus processos internos, buscando novos caminhos. É isso que você faz numa terapia.

Novos caminhos? Sim, pois se não existe uma satisfação para onde seus caminhos estão lhe levando é hora de repensar e mudar. De repensar os erros que se repetem na sua vida e as virtudes que não estão sendo praticadas. De olhar suas positividades e negatividades, hora de uma honesta auto-observação. É hora de traçar novos rumos. A esse trajeto damos o nome de autoconhecimento.

Numa terapia você vai ter a oportunidade, o impulso, a chave para começar esse novo caminho. Terapeutas ajudam a tornar visível o seu mundo interno, auxiliam a buscar respostas dentro de você e assim você pode escolher com segurança por onde caminhar.

Terapeutas não têm as respostas, todas as respostas são internas e pessoais. Mas terapeutas tem disponibilidade para ouvir, para tocar, são uma presença discreta que pode às vezes suscitar um novo começo. Mas também têm essa impotência para determinar, para resolver, para viver no lugar de. A escolha é sempre do cliente, cabe ao terapeuta apoiar e acolher.

Acolher e ajudar a viver no momento presente. A fuga do momento presente tem como consequência a incapacidade de tomar decisões no momento certo. Quem só pensa no futuro, ou vive no passado, desaprende a interagir com as coisas que estão diante dos seus olhos. Vivem uma insatisfação eterna dos que não valorizam o que possuem, desejando sempre o que está distante. E quando conseguem, passam imediatamente a desejar outras coisas ainda mais difíceis.

Viver no momento presente traz solidez. E a solidez torna possível a nossa felicidade. Quando você é sólido, as pessoas podem confiar em você, suas relações melhoram. Oferecer solidez as pessoas que você ama é como oferecer o frescor a sua relação.

E estando presente e sólido você pode ampliar seu campo de visão, fazer escolhas mais conscientes, caminhar mais seguro, com presença, abertura e motivação. Lembre-se que por mais difícil que seja acreditar, toda situação tem uma saída, toda noite escura tem um fim brilhante.

 "É assim mesmo... antes do amanhecer... a escuridão é grande, mas chegam os raios de luz, trazendo vida para nossos corações. Existe até uma meditação assim, você se levanta antes do Sol nascer, se posiciona em direção ao nascimento dele, senta-se confortavelmente e respira calma e profundamente, prestando atenção na sua respiração. E observa... num momento a luz se faz.” Regina Saraceni 


Não é mágico, algumas vezes não é rápido, mas fazer terapia sempre vale à pena.