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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Minha canção de ninar

Érima de Andrade

Essa semana foi o aniversário do meu pai. Passei por lá para comemorar com ele.
Sabe essa coisa de almoço de família, sem hora para acabar, que o papo vai se estendendo sem fim a mesa? Pois é, foi assim. E papo vai, papo vem, enquanto tirávamos a mesa, meu pai começou a cantar uma canção. Com as mãos cheias de pratos em direção à cozinha, eu continuei a música. Ele ficou surpreso que eu soubesse a letra, perguntou se eu lembrava? Sim... Do Agnaldo Rayol... Não era essa a pergunta, era se eu lembrava dele cantando! Nesse momento eu soube, ou lembrei, que era a música que ele cantava para eu dormir. Achei tão lindo! Foi tão legal que resolvi contar essa história no blog.

É uma delícia de música, e inesquecível, que papai cantava para mim “em plena praia no céu azul brilhava o sol”... Conhece?

Amo muito meu pai. Somos muito parecidos.
É tão interessante ver minhas reações em outra pessoa. Não dá mesmo para negar que somos pai e filha. Esse poema "Interrelationship" de Thich Nhat Hanh, com tradução livre Leonardo Dobbin, parece feito de encomenda para nós:

Interrelações

“Você sou eu, e eu sou você.
Não é óbvio que intersomos?
Você cultiva a flor em si mesmo,
De forma que eu seja bonito.
Eu transformo o lixo em mim,
De forma que você não terá que sofrer.

Eu te apoio,
Você me apoia.
Eu estou nesse mundo para te oferecer paz,
Você está nesse mundo para me trazer alegria.”


Pai, sou muito abençoada de ter você como meu pai! Obrigada por ter dito sim para essa aventura que é nascer nesse planeta tão incrível. O mundo é muito melhor com você nele. Obrigada pai, por todo amor, apoio e incentivo sempre. O amor é isso, reconhecer no outro o ser divino que ele é, e aos pais cabe nos guiar para que nos descubramos luz. Você, pai, cumpriu muito bem essa missão! Combinado, na próxima vida também viremos juntos!

Que a sua vida seja imensamente feliz, repleta de luz e alegria. Pai, que Deus siga lhe abençoando com muito amor, saúde e felicidade, e tudo mais de melhor do universo.

Bora cantar junto?

Antes da música preciso me explicar. Sempre que posto um vídeo aqui, eu procuro o que tenha melhor qualidade de som e imagem. Mas dessa vez não resisti. Então recomendo fortemente que vocês pesquisem Agnaldo Rayol cantando “A Praia”, tem muitos vídeos de ótima qualidade. Esse que eu escolhi não é muito bom.

Mas esse disquinho... era o que a gente tinha em casa. Era o máximo, um disco quadrado, de papelão, mas que funcionava! "A Praia", uma versão de Bruno Silva para "La Playa", de Jovan Wetter e Pierre Elie Barouth, cantada por Agnaldo Rayol. Vamos cantar?



“Em plena praia no céu azul brilhava o sol
E junto ao mar a meditar coisas de amor
Mal poderia imaginar, que ao sol se pôr,
Encontraria um grande amor

E de repente o amor aconteceu
Unindo para sempre você e eu
Um beijo então calou a nossa voz
Somente o amor falou, falou por nós.

Quando na praia novamente o sol brilhar
Lá estarei e ficarei bem junto ao mar
Perguntarei que ao sol se pôr
Em plena praia eu encontrei um grande amor

E de repente o amor aconteceu
Unindo para sempre você e eu
Um beijo então calou a nossa voz
Somente o amor falou, falou por nós.”


Eu e Papai

domingo, 23 de agosto de 2015

Comemorar é bom demais!

Érima de Andrade

Comemorar = comer e orar

Como é bom comemorar! E mesmo quem ainda não se deu conta, ao comemorar estamos agradecendo, orando gratidão por alguma conquista. Então, ao comemorarmos, estamos todos comendo e orando.

Muitas pessoas sentem o tempo passar mais rápido, se pegam dizendo: mas já estamos em agosto? Setembro... fim do ano...? 

É a rotina que nos faz ter essa sensação. É a repetição, pois a mente apaga a experiência repetida. Ou seja, se você repete sempre a mesma coisa, para sua mente, você vivenciou a experiência apenas uma vez, todas as outras foram apagadas. E o tempo voou.

Repetir sempre as mesmas coisas - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações - faz parecer que seu dia foi curto e sem novidades. Ou pior, às vezes tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que você teve de novidade na semana, no ano, ou, para algumas pessoas, na década.

O tempo não está passando? O ano já está quase no fim? Como viver isso da maneira mais positiva possível? 

Vivendo o momento, vivendo o mais possível no “aqui” e “agora”, aproveitando para colocar consciência nos caminhos que você quer trilhar. O que você faz todos os dias está lhe levando aonde você quer chegar? Você tem tido motivos para comemorar?

Tem um jeito de fazer o tempo ir mais devagar, e é bem simples, o antídoto para o tempo que passa rápido é mudar e marcar. Mudar saindo da rotina, fazendo algo diferente. Marcar como? Comemorando! Fazendo um ritual, uma festa, registrando em fotos, marcando esse momento.

Comemorar é um ato de felicidade, aumenta a autoestima e nos faz muito bem! E todos nós temos muitos motivos para estar feliz, é só nos conscientizarmos disso, e vamos perceber que temos muitas, muitas pequenas vitórias diárias para serem comemoradas.

Comemorar é tornar os momentos especiais, verdadeiramente especiais, diferentes dos momentos usuais, rotineiros, repetitivos. Quando comemoramos uma pequena conquista, nos motivamos para conquistas maiores.

Uns dias vão passar mais devagar, outros mais rápidos, mas depende só de você que sejam dias de progressos e felicidades, de passos em direção ao futuro que você quer e merece ter. De passos em direção as suas comemorações.

Mas vamos fazer festa para tudo?

Se você quiser, por que não?
Só não pode virar uma rotina. Seja criativo, comemore de maneiras diferentes sucessos diferentes.

Eu tenho sempre muitos motivos para comemorar. Minha vida é muito boa, tenho saúde, minha família está sempre por perto, me sinto útil, sei que contribuo com meus talentos para um mundo melhor, e tudo isso me faz ser grata e com motivos de comemorações.

Mas ontem foi especial, comemoramos os 80 anos da minha mãe. Festa totalmente produzida pela família. Fomos nós, os cinco filhos, para casa deles na véspera, como quando éramos pequenos. E ficamos só nós, os sete, em volta da mesa, falando, lembrando e preparando o que servir. Não tem como dar errado! Família, amigos, música ao vivo, dança, comida boa, papo bom, realmente uma festa.

Mais que os 80 anos da minha mãe, comemoramos o casamento deles, a nossa vida, a convivência, a alegria de poder compartilhar. Bom demais!

Que venham mais oitenta! Pai e mãe, amo demais vocês! Obrigada por essa vida, obrigada pela festa! Obrigada por tudo, sempre!

E você, o que tem para comemorar hoje?

 E foi assim que enfeitamos as mesas.