quinta-feira, 31 de maio de 2012

Psicoterapia Ocupacional

Érima de Andrade

Às vezes o que você precisa é mais do que só falar.

Psicoterapia é terapia da psique. Etimologicamente, psicoterapia significa tratamento da alma - terapia (tratamento) + psico (alma).

Psicoterapia ocupacional trabalha com a subjetividade humana, visando desenvolver maior capacidade de diferenciar, reconhecer e lidar com diferentes sentimentos e sensações. A terapia possibilita a conquista de maior autonomia e independência, aumenta a capacidade de gerenciar a própria vida, e melhora a auto-estima.

Psicoterapia ocupacional é atribuição dos terapeutas ocupacionais, e baseia-se no corpo teórico da terapia ocupacional.

A terapia ocupacional se distingue das demais áreas de tratamento e abordagem do ser humano pelo
uso da atividade; somos profissionais especializados em analisá-las e indicá-las.

O que leva alguém a buscar uma terapia?
O desejo de ser mais feliz.

Por que a terapia é efetiva na busca da felicidade? Porque num processo terapêutico você tem a possibilidade de pensar sobre a sua própria vida, de compreender seus processos internos, de conquistar independência emocional e ser mais feliz.

Um terapeuta não tem respostas, todas as
respostas são internas e pessoais. Mas um terapeuta estimula a coragem, e a ousadia, de viver no momento presente. 
A consequência de fugir do presente é a incapacidade de tomar decisões no momento certo, desaprendendo como interagir com as coisas que estão bem aí diante de seus olhos.

Outra consequência da fuga do presente é a
insatisfação eterna dos que não valorizam o que possuem, desejando sempre as coisas que estão distantes.

Se não existe satisfação no seu momento de vida atual, é hora de
repensar os erros que se repetem na sua vida e as virtudes que não estão sendo praticadas; é hora de buscar uma terapia, de buscar o autoconhecimento.

Você quer se conhecer melhor?
Conte comigo.

Não é mágico, algumas vezes não é rápido, mas sempre vale à pena.

Érima de Andrade - TERAPEUTA OCUPACIONAL - CREFITO 2 4284TO

Estrada Francisco da Cruz Nunes - 6.501, 3º piso, sala 328 

Itaipu, Niterói-RJ.
cep: 24350-310

tel: (21) 2608-1088 . (21) 8892-6195 

Às vezes o que você precisa é mais do que só falar. 

domingo, 27 de maio de 2012

Frases motivacionais?

Érima de Andrade

Uma das frases motivacionais que mais leio e ouço é: “eu quero, eu posso, eu consigo”. A pessoa foca no seu objetivo, repete a frase, e sai em busca das suas conquistas.

Mas tenho escutado com mais frequência no consultório “eu não quero”, “eu não gosto” e “eu estou sempre certo”, de pessoas que acreditam que isso as deixa mais perto de conquistar o que desejam.

Surpreendentemente para elas que vivem repetindo essas frases, nenhuma mudança acontece na vida e as conquistas tão desejadas, não se realizam.

Quem repete “eu não quero”, parece acreditar que tem o poder mágico de mudar uma situação pelo simples fato de repetir constantemente “eu não quero”.

Lembro especialmente de uma pessoa que repetia revoltada diariamente, “eu não quero esses números”. Que números são esses? O resultado da sua medição diária de glicose. Berrava, se descompensava e continuava insistindo em não alterar hábitos que mantinham essa situação. Segue repetindo apenas “eu não quero”. Ok. É uma escolha.

E ela não é a única a acreditar que pode obter mudanças sem fazer mudanças. Ontem mesmo atendi alguém que não está conseguindo alcançar seus objetivos de saúde e bem estar. No meio da conversa falamos de atividade física e ingestão de água. “Os médicos vivem me dizendo isso. Sempre reclamam que não bebo água, que como errado e não faço exercícios. Mas eu não gosto.” (sic) E segue procurando quem lhe ofereça uma solução mágica respeitando todos os “eu não gosto” que ela disser.

Como chegar num destino diferente pegando sempre a mesma estrada? Será que não é óbvio que para conseguir resultados diferentes do que tem conseguido até agora, é preciso tomar atitudes diferentes das que tem tomado até agora?

Quem acredita que está sempre certo não precisa mudar nada, e com isso também não vai conseguir mudar resultados insatisfatórios obtidos. Se está certo, não tem nada para mudar, então como atingir resultados diferentes? Se mesmo não vendo erros, não gosta dos resultados, então por que continuar no mesmo caminho?

Eu não tenho essas respostas. Mas vejo com profunda compaixão o esforço de quem tenta me convencer que o caminho de sempre vai levar a um destino diferente... é uma escolha.

Sabe Deus quantas vezes mais essas pessoas vão precisar passar por isso para começar a aceitar que atitudes diferentes vão resultar em situações diferentes. E quem sabe, finalmente alcançar o sucesso tão desejado...

Não sei se eles conhecem o “eu quero, eu posso, eu consigo”. Mas do jeito que insistem nos erros vão considerar que repetir essa frase será suficiente para “resolver” tudo, desde mudar resultados de exames, até emagrecer, viajar, ter amigos, etc...

A mim parece que nenhuma informação dada até agora a essas pessoas contribui para provocar impacto na saúde e na qualidade de vida delas. Mas não tem mágica, a intenção sozinha não leva a mudanças, é preciso ação.

É preciso olhar as atitudes e escolher fazer diferente. Mas se não olham não sabem, se não sabem , não podem fazer nada , se não podem fazer nada se isentam das consequências e seguem sofrendo com os resultados alcançados.

Sri Prem Baba explica:

“Compreender a relação de causa e efeito permite que a entidade faça algumas escolhas: ela pode, por exemplo, escolher abrir mão de alguma opinião obstinada ou de uma arrogância; ela pode escolher deixar o outro ter a última palavra. Ela começa a redirecionar os vetores da vontade para fazer diferente e se percebe usando a consciência disponível para descondicionar a mente. Com isso, algumas vitórias são possíveis.”

“O ser humano passa muito tempo acreditando que as dificuldades vêm de fora e a principal distração nesse mundo é o jogo de acusações.
Você está sofrendo? Há situações negativas se repetindo em sua vida? Por mais que você possa provar matematicamente que o mundo está contra você, eu lhe afirmo:
a responsabilidade é sua. Vamos trabalhar para você enxergar isso. O foco é trazer para a consciência, até que, pouco a pouco, você vai iluminando as partes da personalidade que estão na sombra, a ponto de poder largar o jogo do egoísmo.” Sri Prem Baba

Faça a sua escolha.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eleições

Érima de Andrade

Vamos conversar sobre isso?

Mais um ano de eleições e começam a circular mensagens convocando para anular o voto.

Vale à pena?
Por que votar?
Como anda a política em Niterói?

Política não se discute, mas cidadania sim. Então vamos conversar sobre isso?

Convidamos Felipe Peixoto, deputado estadual, para participar desse papo.
Venha você também, dia 29/05/2012, terça feira, às 19h, no Espaço Corporal Vania Maciel.

Nos vemos lá.

Estrada Francisco da Cruz Nunes - 6.501 (Itaipu Multicenter), 3º piso, sala 328, Itaipu, Niterói-RJ, cep: 24350-310

Tels: (21) 2608-1088 - (21) 8892-6195

domingo, 20 de maio de 2012

Desresponsabilizar

Érima de Andrade

Tenho visto no consultório tantos exemplos de desresponsabilidade, que estou me perguntando: há uma cultura de desresponsabilização?

“Se acontece algum problema de comportamento, os pais primeiro procuram a responsabilidade em todos os que estão envolvidos no quotidiano dos filhos, quer nos adultos, quer nos colegas, e só por último no filho,” escreveu Sónia Parente, Mestre em Psicologia Educacional.

E ela continua “é com os erros que vamos aprendendo a tornarmo-nos pessoas melhores, ou seja, que evoluimos, mas se isso não for promovido desde sempre, haverá tendência a fugir da responsabilidade dos nossos atos e a culpar sempre os outros.”

Angela Tessicini escreveu “as crianças costumam idealizar o mundo e acreditar que tudo é possível, por isso, às vezes fogem das regras. Cabe aos pais, por meio de negações, mediar essa fase colocando para elas alguns limites.”

Errar é humano. Espera-se dos adultos que assumam seus erros, que assumam as consequências dos seus atos, que assumam sua própria vida. Mas parece que muitos adultos escolheram viver na Terra do Nunca.

Lucia de Belo Horizonte escreveu sobre a síndrome de Peter Pan: “Peter era um rapaz triste. (...) Ele resvalou no abismo entre o homem que não desejava tornar-se e o menino que não podia mais ser.” 

“Centenas encaminham-se para um estágio de vida que os assusta. Apavorados, apressam-se a engrossar a fileira dos "meninos" perdidos. Mais cedo ou mais tarde, vários deles superarão seus temores da vida e desertarão da legião, todavia, muitos outros rendem-se ao medo e submetem-se à convicção de estarem perdidos. Essa legião de "meninos perdidos" tem 
membros de todas as idades; adultos e pais de família, que ainda se comportam como os meninos da Legião de Peter Pan e vivem como se estivessem irresponsavelmente, na Terra do Nunca...” Lucia de Belo Horizonte 

“A vida não é um comercial de margarina, embora gostaríamos que fosse. Assim como na propaganda, achamos que nossa existência só é boa quando somos felizes e o que acontece está de acordo com nossos desejos. Essa é uma visão, porém, infantilizada da realidade.” Angela Tessicini 

Crescer é se responsabilizar. Se desresponsabilizar é não assumir seus erros. Ser irresponsável é não assumir as consequências dos seus atos.

Quem se desresponsabiliza não age, não sente que faz parte da solução, não participa, ignora o que lhe acontece e o que acontece ao seu redor. Não tem nenhum poder sobre a própria vida, o “mundo” a modifica.

Nos anos 70 Lilian fez sucesso cantando uma versão da música Soy Rebelde de Manuel Alejandro, um hino da desresponsabilização:

“Eu sou rebelde
Porque o mundo quis assim
Porque nunca me trataram com amor
E as pessoas se fecharam para mim

Eu sou rebelde
Porque sempre sem razão
Me 
negaram tudo aquilo que sonhei
E me deram tão somente incompreensão

Eu queria ser como uma criança
Cheia de esperança e feliz
E queria dar tudo que há em mim
Tudo em troca de uma amizade

E sonhar, e viver
Esquecer o rancor
E cantar, e sorrir
E sentir só o amor”

Rebelde? Será? Enquanto o olhar estiver para fora, procurando nos outros as causas e os motivos das suas próprias atitudes, não tem como evoluir, vai ser “rebelde” para sempre...

“Peter evitava a todo custo e fez de tudo para rejeitar todas as coisas do mundo adulto. (...) Com muita frequência, a alma de Peter vem conquistando corações de um significativo número de pessoas que estão indo a caminho dos conflitos emocionais e sociais. (...) Mas diversamente de nosso travesso heroi, é impossível que adultos queiram permanecer jovens e despreocupados para sempre.” Lucia de Belo Horizonte

Quer se responsabilizar por sua própria vida? Você pode começar buscando uma coerência entre seus pensamentos, suas palavras e suas ações. Ou como diz Robert Happé, buscando uma integração:

“Integração significa equilibrar as polaridades da experiência, encarar a situação e se permitir ser guiado pela intuição. Então, ao invés de fugir ou negar algo que esteja acontecendo, simplesmente observe e se pergunte: “como posso lidar com essa situação?” e coloque-se disponível para ouvir os ensinamentos que vem de dentro de você. Desligue-se do processo analítico por um momento e sinta cada aspecto da situação – a partir da intuição, você receberá informações sobre como agir.” 

Só é possível crescer olhando para dentro. Todas as respostas estão dentro de você. Abra-se para essa sabedoria, permita-se aprender com suas experiências, apodere-se da sua evolução, invista no seu crescimento.

E lembre-se, mudar essa situação, sair da Terra do Nunca, depende apenas de você.

Como você quiser, assim será.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Presentes e objetos

Érima de Andrade

Fiquei pensando sobre objetos e presentes ao ler o livro A Roda da Vida, escrito pelo Lama Padma Samten. Nele o Lama escreve:

“Inconscientemente descobrimos que certas coisas movimentam energia atraindo e outras não, e que os objetos, movimentando energia, têm o poder de sustentar estados mentais específicos.” Lama Padma Samten

Lembrei de várias pessoas em várias situações que encontram conforto nos mais diferentes objetos, como por exemplo, crianças com seus travesseirinhos; amigas minhas com suas medalhas protetoras; e tantos torcedores com seus amuletos da sorte. São pessoas que descobriram nesses objetos o poder de sustentar um estado mental específico.

Lama Padma Samten explica que “certos objetos percebidos como externos nos remetem à sustentação de aspectos sutis percebidos como internos.”

Ele continua explicando que “os aspectos sutis flutuam, mas, se colocamos objetos que nos evocam esses aspectos sutis, fazemos com que se tornem permanentes. Os aspectos mentais abstratos se beneficiam de uma materialidade. Por esse motivo, por exemplo, procuramos lugares serenos quando queremos acalmar.” Lama Padma Samten

E acrescenta:

“Todos nós temos aspectos internos – dos quais às vezes nem nos damos conta – que nos fazem mais felizes. Por exemplo, vamos a uma galeria de arte, olhamos diferentes quadros, de repente, vemos um e dizemos: “Oh! Que bonito!” Brota um brilho, e pensamos que é o quadro que tem esse brilho. Compramos o quadro, levamos para casa e o colocamos na parede. Cada vez que olhamos o quadro, brota o brilho.” Lama Padma Samten

“Nós nos identificamos com certos objetos, sejam eles concretos ou abstratos, porque eles fazem brotar em nós uma energia que nos dá a sensação de existirmos.” Lama Padma Samten

“Como sabemos que encontramos o objeto certo? Brota uma energia. Existem abundantes exemplos para esse processo: “gosto de lençóis azuis”, ou “prefiro carros grandes”, ou “não gosto de acordar cedo”. Experimentem passear pelos shoppings observando isso, vocês vão perceber que cada objeto desperta uma reação.” Lama Padma Samten

De tudo o que eu li, o que eu mais gostei foi esse trecho: “quando presenteamos alguém também é assim. Damos um presente com a intenção de gerar um estado mental no outro. Em um nível profundo de observação, podemos perceber que oferecemos um estado mental ao outro.” Lama Padma Samten

Tenho consciência de que gosto de “acertar” o presente. Gosto de presentear e ver que acertei, que deixei a pessoa feliz com o que recebeu. Mas nunca tinha pensado que na verdade, estou dando a ela um estado mental, uma emoção, uma memória boa que poderá ser despertada sempre que ela olhar/usar o presente que recebeu.

Como escreveu Padma Samten “brota o brilho. Mas com o tempo essa sensação se desgasta.

O ponto importante aqui é o momento em que aspiramos algo que estabilize a energia que desejamos manter.” Lama Padma Samten

Objetos, presentes, são experiências de energias. Se queremos que retornem, ou que apareçam, basta procurarmos algo para estabilizar essa energia que nos dá sentido. Pode ser alguma coisa abstrata, como meditações ou mantras, ou concreta, como lugares ou objetos.

Que energia você quer manter?

Que lembranças você vai preservar?

É uma escolha.

sábado, 12 de maio de 2012

Mãe

Érima de Andrade

Agradeço a Bill Watterson por ter criado Calvin e ilustrar tão bem os sentimentos latentes nessa relação das mães com seus filhos:


Filhos sempre surpreendem:


Mães compreendem e se emocionam:


E do jeito deles, filhos também compreendem o quanto as mães se esforçam para dar conta de tudo:


Feliz dia das mães a todas as pessoas que exercem essa função, incluindo alguns pais, avós, tias, irmãs, amigas e etc.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Envelhecer

Érima de Andrade

Você quer? Eu quero.

 “A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer

Não quero morrer, pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá

Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr

Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá.” Arnaldo Antunes