quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Saúde social

Érima de Andrade

Somos seres sociais, temos necessidade da vida em sociedade, buscamos pertencer a um grupo.

O site Só Biologia, www.sobiologia.com.br, explica que uma “sociedade é composta por um grupo de indivíduos da mesma espécie que vivem juntos, de forma permanente e cooperando entre si.” 

Diferente das abelhas e das formigas, que nascem sabendo qual o seu papel na sociedade, nós precisamos descobrir como cooperar na sociedade que vivemos. Como elas, também visamos, com a cooperação, a sobrevivência da espécie e da comunidade.

Mas estamos aprendendo a cooperar? Estamos ensinando aos nossos filhos a cooperação?

Tenho atendido cada vez mais adultos no consultório que se percebem socialmente inábeis. São pessoas totalmente voltadas para seus próprios mundos. Não sabem o que fazer, como agir, como se portar ou falar, quando estão num grupo diferente do seu grupo de pessoas conhecidas. São adultos com baixíssima resistência a frustração. Ou é da maneira deles, ou se fecham para as relações.

Como fez falta a esses adultos brincar na infância. Foram crianças responsáveis, inteligentes, com muita coisa para aprender e estudar. "Brincar facilita o crescimento e, portanto, a saúde", dizia Donald Woods Winnicott. “Os jogos e as brincadeiras infantis, além da competição, propiciam o desenvolvimento da imaginação, o espírito de colaboração, a socialização e ajudam a criança a se adaptar melhor ao mundo.”

Cristiane Montenegro Rondelli escreveu: “Os diversos conflitos sociais que testemunhamos na sociedade apontam a deficiente saúde social da humanidade. As dificuldades de relacionamentos entre as pessoas, a falta de uma comunicação clara, a insensibilidade em relação às necessidades dos outros e a própria dificuldade em lidar com as emoções afloradas durante os contatos pessoais são sintomas desta deficiência em nossa saúde social.”

E continua: “Estes conflitos, normalmente, se iniciam pela dificuldade dos indivíduos em se relacionar afetivamente, isto é, em identificar e controlar as próprias emoções e impulsos, acabando por dificultar, também, uma convivência saudável, tanto nos círculos sociais restritos, desde a própria família, como em grandes grupos e até entre nações.”

E completa: “O remédio sugerido para a cura desta doença é a inteligência emocional, que favorece um convívio social equilibrado. A homeostase social necessita de um cuidado entre as relações humanas, partindo do indivíduo, que deve desenvolver as habilidades para se motivar e persistir frente a frustrações; canalizar as emoções para situações apropriadas; praticar gratificações e incentivos; motivar as pessoas, ajudando-as a liberar seus melhores talentos e conseguir seu engajamento a interesses comuns. Todas essas habilidades se referem à inteligência emocional e vão possibilitar a saúde social.”

O Instituto Hoffman Internacional propõe “curar o mundo curando uma pessoa de cada vez.” E cada um que se esforce para se tornar um ser humano melhor, melhora o mundo como um todo. Qualquer mudança só acontece partindo do indivíduo.

Daniel Goleman destacou cinco áreas de habilidades da inteligência emocional que são necessárias para a saúde social:

“1. Autoconhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os à situação.
3. Automotivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos interpessoais.”

São habilidades que podem ser desenvolvidas por todos nós, em qualquer época da vida. Melhorar, crescer, se desenvolver, é uma escolha. E escolher mudar é apenas o primeiro passo.

Márcia Alves propõe uma reflexão: “Dos relacionamentos que você já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado para melhor? Será que você é a lembrança doida na vida de alguém? Será que você já construiu cativeiros? Ou será que já viveu em algum? Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar situações e as pessoas certas? Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa, pois as perguntas são pontes que nos favorecem travessias.”

Saúde social, vamos investir nessa idéia?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Espelho

Érima de Andrade

Onde está o seu olhar?
Em você?
Em quem te olha?

 
                                                                                                                    Fotógrafa: Jamie Beck

“Onde você ainda se reconhece, na foto passada ou no espelho de agora?” Oswaldo Montenegro


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dengue

Érima de Andrade

Existe uma verdade incontestável sobre a dengue: para ser erradicada, é preciso a ação e atenção constante de toda a população.

Como quem não pegou dengue não se empenha nesse combate tanto quanto quem já passou por isso, pesquisadores têm investido em divulgar estratégias fácies de controle do mosquito, numa tentativa de conquistar a colaboração de todos.

Uma dessas campanhas reforça o compromisso histórico da Fiocruz em colocar o conhecimento científico a serviço da saúde pública, 10 Minutos Contra a Dengue.

Oswaldo Cruz foi o pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil. Na sua época, organizou batalhões de mata-mosquitos, encarregados de eliminar os focos dos insetos transmissores da febre amarela no Rio de Janeiro.

Hoje o empenho do Instituto Oswaldo Cruz é na informação, para que cada um se responsabilize por manter o seu entorno livre dos criadouros do mosquito.

Cingapura foi capaz de interromper o pico de epidemia da dengue com ações semanais da população dentro de suas residências. É nessa experiência que se baseia a proposta 10 Minutos Contra a Dengue.  

Por que dentro das residências? Simples, o mosquito vive e se reproduz dentro das nossas casas. De acordo com as pesquisas, o ambiente doméstico concentra 80% dos focos.

Por que 10 minutos? Esse foi o tempo considerado suficiente para checagem e limpeza dos locais onde o mosquito costuma colocar seus ovos.

Por que uma vez por semana? Este é o período que o Aedes aegypti precisa para se desenvolver e passar da fase de ovo para a fase de mosquito adulto. Uma rotina de checagem semanal pode interromper esse ciclo e evitar o nascimento de novos mosquitos.
10 Minutos Contra a Dengue é uma campanha que orienta a ficar atento a calhas entupidas, caixas d’água destampadas, ralos com água da chuva acumulada, pratinhos de vasos de planta e a necessidade de colocar baldes e garrafas com a boca virada para baixo.

Pesquisas indicam que os grandes reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis são os criadouros que mais produzem A. aegypti e, portanto, os mais perigosos. É preciso mantê-los sempre tampados.

Mas isso não significa que podemos nos descuidar dos pequenos reservatórios, como garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, poço de elevador, entre outros. Esses precisam estar sempre secos.

De uma olhada na sua casa, no seu quintal, na sua calçada e liste todos os lugares que podem ser atraentes para que o mosquito coloque seus ovos. Com essa lista em mãos, comprometa-se a checar e limpar semanalmente esses possíveis criadouros.

Lembre-se que vasos de plantas aquáticas, tanques que armazenam água, bebedouro de animais domésticos, jarras, potes, garrafas, baldes, e qualquer outro utensílio usado para guardar água, precisa ser lavado por dentro usando escova, água e sabão. Nesse ambiente as fêmeas depositam os ovos nas paredes e eles não são eliminados quando esvaziados.

Em seu blog Sonia Hirsh nos conta:

“Por séculos e séculos populações tropicais sobreviveram comendo apenas o que dava no local onde tinham suas aldeias. Nas regiões úmidas, ladeando as grotas, sempre houve fartura de inhame - na Ásia, na África, na América do Sul. Fácil de colher, fácil de preparar e ainda por cima gostoso, o inhame se tornou um dos principais alimentos básicos desses povos.

O que não se sabia é que, durante séculos e séculos, o pequeno e cabeludo inhame estava protegendo as gentes da malária, da dengue, da febre amarela.”

E tem mais:

“Comer inhame continua funcionando para evitar e tratar as doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue. Há algo no inhame, talvez o altíssimo teor de zinco, que neutraliza no sangue o agente infeccioso transmitido pelo mosquito. Diz o povo que é seu visgo que tem poderes. Não se sabe ao certo. A pesquisa científica ainda não se interessou. Mas o inhame ainda está nas feiras e mercados para quem quiser se beneficiar dele. Cru, cozido, amassado, em sopa, em creme, em caldo, batido com água de coco ou como massa de pizza: veja as receitas em www.correcotia.com/inhame . Bom, barato, gostoso. Para quem acredita mais na saúde do que na doença.”

Comer inhame funciona tanto como preventivo, quanto no tratamento e na recuperação da saúde. E ainda é gostoso.

Então, vamos evitar a dengue?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Leveza no trabalho

Érima de Andrade

Li um artigo, escrito pela Eliza Tozzi, sobre o livro The Levity Effect (O efeito leveza), de Adrian Gostick e Scott Christopher.

Ela conta que, no livro, eles explicam que dar uma boa risada diminui os níveis de estresse, reduz a pressão arterial e contribui para diminuição das sensações dolorosas. Mas além dos benefícios para a saúde, manter o espírito leve, afirmam eles, ajuda no desenvolvimento profissional.

“Segundo a dupla, um ambiente de trabalho "leve" favorece o crescimento pessoal e aumenta a satisfação profissional, além de contribuir positivamente para o faturamento da empresa. Por leve entenda-se um local em que há liberdade para conversas, brincadeiras e, eventualmente, algumas piadas”, escreveu Eliza.

Scott Christopher alerta que “leveza não tem a ver com gargalhadas fora de hora, e sim com a vontade de encarar os problemas com otimismo sem deixar de apresentar bons resultados”.

O livro cita uma pesquisa que comprova que participar de práticas divertidas não prejudica a produtividade. Ao contrário, essa pesquisa mostra que um aumento de cerca de 10% na satisfação dos funcionários no trabalho resulta num crescimento de aproximadamente 40% em produtividade.

“A leveza é um exercício que precisa ser praticado todos os dias”, explica Scott Christopher.  “A última coisa que se pode exigir de um profissional é que ele mude completamente de personalidade. O humor tem que aparecer naturalmente, não pode ser forçado”, complementa.

Não pode ser forçado, mas pode ser praticado. Ele dá alguns exemplos dessa prática:

“Seus colegas vão perceber que você quer e pode ser uma pessoa mais divertida se começarem a notar seu interesse genuíno pelos problemas dos outros e sua vontade de enxergar pontos positivos mesmo em momentos de crise”, diz Scott.

Cumprimentar as pessoas no corredor, agradecer publicamente aos funcionários que fizeram um trabalho excepcional, ser cortês quando precisar dar um feedback negativo, dar crédito quando a idéia que salvou um projeto não for sua, tudo isso faz com que você se torne querido por seus colegas”, explica Scott.

“O mais importante é que você não esqueça que está conversando com pessoas, e não com computadores,” completa.

Eliza, em seu artigo, citou vários exemplos brasileiros de empresas empenhadas em criar uma aura de leveza no trabalho:

- uma produtora de eventos, que já no processo seletivo, coloca como essencial para entrar na companhia, ter bom relacionamento interpessoal e espírito positivo. Entre outras práticas adotadas nessa produtora, está a de comemorar o alcance das metas com almoços temáticos fora do escritório.

- outra empresa cultiva a leveza nas relações, propondo que a cada 15 dias, os funcionários participem de um café da manhã coletivo, no qual são estimulados a contar histórias pessoais. “É comum ouvir funcionários que vieram de outras empresas dizendo que trabalham melhor aqui porque se sentem à vontade para ser eles mesmos”, diz Diego Torres Martins.

- em períodos de estresse alto, numa outra empresa, os funcionários têm massagistas à disposição e recebem um par de ingressos de cinema, que devem ser usados, preferencialmente, para levar o namorado, a esposa, os filhos ou um amigo de fora do escritório para passear. “Ações desse tipo fazem com que a tensão diminua e o espírito de equipe se fortifique”, diz Charles Krieck.

- uma profissional, bem sucedida, que lidera uma equipe com vários funcionários, faz questão de manter o alto astral. Ela acredita que parte do seu sucesso se deve a essa maneira leve e compromissada de encarar o trabalho. “Sei que, depois de relaxar com o riso, consigo encontrar soluções para problemas complexos”, conta Raffaella Milfont.

“C.M. Consalvo, uma das fontes do The Levity Effect, afirma que o riso facilita a transição do sentimento de medo para o de segurança, o que, consequentemente, aumenta os níveis de pensamento criativo. Enfrentar a insegurança com otimismo é uma competência”, escreveu Elisa Tozzi.


“Se você trabalha com alegria e participa de programas que instigam o humor, consegue se concentrar mais para resolver problemas e cumprir metas difíceis, características fundamentais para se tornar um bom líder, diz Thais Trevisan.

E você, como está cultivando leveza e bom humor na sua vida profissional?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eu quero ser feliz agora

Érima de Andrade

Ser feliz é uma escolha e Oswaldo Montenegro sabe disso. Ele compôs essa música e aconselha, “olha pra vida e diz pra ela: eu quero ser feliz agora!”

E seja!

Eis a letra para você cantar junto:

Eu Quero Ser Feliz Agora – Oswaldo Montenegro

“Se alguém disser pra você não cantar,
Deixar seu sonho ali pr’uma outra hora.
Que a segurança exige medo,
Que quem tem medo Deus agora.

Se alguém disser pra você não dançar,
Que nessa festa você tá de fora.
Que você volte pro rebanho.

Não acredite. Grite, sem demora:
Eu QUERO ser feliz AGORA! (2x)

Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto, comportado, limitado, só coitado, você não vai se perder.
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer.
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela:
Eu quero ser feliz agora! (2x)

Se alguém disser pra você não cantar,
Deixar seu sonho ali pr’uma outra hora.
Que a segurança exige medo,
E que quem tem medo Deus adora.

Se alguém disser pra você não dançar,
E que nessa festa você tá de fora.
Que você volte pro rebanho.

Não acredite, grite, sem demora:
Eu QUERO ser feliz agora. (3x)”

Oswaldo Montenegro criou em seu site um concurso de clipes para essa música. Esse é o meu preferido. Cantem junto, sonhem, realizem e sejam felizes agora!





domingo, 29 de janeiro de 2012

Braille

Érima de Andrade

Louis  Braille, alguém que seguiu em frente apesar das dificuldades. É inspirador.  

 O Menino que Trouxe Luz ao Mundo da Escuridão de Willian J. Bennett

“Um  dia, um menino de  3 anos estava na  oficina do pai, vendo-o  fazer arreios e selas.  Quando crescesse, queria  ser igual ao pai. Tentando  imitá-lo, tomou um  instrumento pontudo e começou a bater numa  tira de couro. O  instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.  

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego. Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores.

Aprendeu  a ajudar o pai  na oficina, trazendo  ferramentas e peças  de couro. Ia para  a escola e todos  se admiravam da sua  memória

De  verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas. 

Um  dia, ouviu falar de  uma escola para cegos.  Aos dez anos, Louis chegou a Paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas.  

Ali  havia livros com letras  grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases. 

Logo  o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas. O processo de leitura  era muito demorado. A  impressão de tais volumes era muito cara. Em  pouco tempo o menino  tinha lido tudo que  havia na biblioteca.  

Queria mais. Como adorava música,  tornou-se estudante de  piano e violoncelo.  

O amor à música aguçou seu desejo pela leitura.  Queria ler também notas musicais. Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.

Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro. A  escrita noturna consistia  em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobreos  códigos,  ler sem  precisar de luz.  

Ora,  se os soldados podiam,  os cegos também podiam, pensou o  garoto. Procurou  o capitão Barbier que  lhe mostrou como funcionava  o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador, muito semelhante ao que cegara o pequeno. 

Noite  após noite e dia  após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o. 

Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo. 

Com  persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam.  À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender.  

Finalmente, aos 20 anos de  idade, Louis  chegou a um alfabeto legível com combinações  variadas de um a seis pontos. O método Braille estava pronto. O sistema permitia também ler e escrever música. A idéia acabou por encontrar aceitação. 

Semanas antes de morrer, no  leito do hospital, Louis disse a um amigo: 

"Tenho  certeza de que minha  missão na Terra terminou." 

Dois  dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu.  

Nos  anos seguintes à sua  morte, o método se  espalhou por vários  países. Finalmente,  foi aceito como o  método oficial de leitura e escrita para aqueles  que não enxergam. 

Assim,  os livros puderam fazer parte da vida dos  cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.” 


Louis Braille, 4 de Janeiro de 1809 / 6 de Janeiro de 1852.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amizade

Érima de Andrade

Recebi esse texto, escrito por Ana Paula Silva, que descreve de maneira bem clara o que ela considera o ABC da amizade. Minha sugestão é que você o leia pensando em você mesmo; em você sendo seu/sua melhor amigo/a.

"Alfabeto da Amiga

Aceita você do jeito que você é.
Bota fé em você.
Chama ao telefone só pra dizer “oi”.
Dá amor incondicional.
Ensina-lhe o que sabe de bom.
Fica contigo quando você não está legal.
Grava na memória só os bons momentos.
Humor não lhe falta para lhe fazer sorrir.
Interpreta com bondade tudo o que você diz.
Jamais o julga, esteja você certo ou errado.
Livra-o da solidão.
Manda-lhe pensamentos de ternura e gratidão.
Nunca o deixa em abandono.
Oferece ajuda quando vê sua necessidade.
Perdoa e compreende as suas falhas.
Quer vê-lo sempre feliz.
Ri com você e chora quando você chora.
Sempre se faz presente nos momentos de aflição.
Toma suas dores e evita que o maltratem.
Um sorriso seu basta para fazê-la sorrir.
Vai com você a qualquer lugar.
Xinga se for preciso e briga por você.
Zela, enfim, pela jóia que você lhe representa."

Você tem sido seu/sua amigo/a?